Bíblia
2 Samuel 14
| BLIVRE | TB | ALM1911 | |
|---|---|---|---|
| 1 | E conhecendo Joabe, filho de Zeruia, que o coração do rei estava por Absalão, | Ora, conheceu Joabe, filho de Zeruia, que o coração do rei estava inclinado para Absalão. | Conhecendo pois Joab, filho de Zeruia, que o coração do rei era inclinado para Absalão, |
| 2 | Enviou Joabe a Tecoa, e tomou dali uma mulher astuta, e disse-lhe: Eu te rogo que te enlutes, e te vistas de roupas de luto, e não te unjas com óleo, antes sê como mulher que há muito tempo que traze luto por algum morto; | Enviou Joabe a Tecoa, e fez trazer de lá uma mulher sábia, e disse-lhe: Finge que estás de nojo, e toma um vestido de luto, e não te unjas com óleo, mas faze-te como uma mulher que há muito tempo chora a um morto; | Enviou Joab a Tecoa, e tomou de lá uma mulher sabia, e disse-lhe: Ora finge que estás de nojo; veste vestidos de nojo, e não te unjas com oleo, e sejas como uma mulher que ha já muitos dias está de nojo por algum morto. |
| 3 | E entrando ao rei, fala com ele desta maneira. E pôs Joabe as palavras em sua boca. | e, entrando ao rei, fala-lhe da seguinte maneira. Joabe pôs-lhe as palavras na boca. | E entra ao rei, e falla-lhe conforme a esta palavra. E Joab lhe poz as palavras na bocca. |
| 4 | Entrou, pois, aquela mulher de Tecoa ao rei, e prostrando-se em terra sobre seu rosto fez reverência, e disse: Ó rei, socorre-me! | Tendo-se a mulher de Tecoa apresentado ao rei, prostrou-se com o rosto em terra, fez-lhe uma reverência e disse: Socorro, ó rei! | E a mulher tecoita fallou ao rei, e, deitando-se com o rosto em terra, se prostrou e disse: Salva-me, ó rei. |
| 5 | E o rei disse: Que tens? E ela respondeu: Eu à verdade sou uma mulher viúva e meu marido é morto. | Perguntou-lhe o rei: Que tens? Ela respondeu: Na verdade, eu sou uma mulher viúva; morreu meu marido. | E disse-lhe o rei: Que tens? E disse ella: Na verdade que sou uma mulher viuva, e morreu meu marido. |
| 6 | E tua serva tinha dois filhos e os dois brigaram no campo; e não havendo quem os separasse, feriu o um à outra, e o matou. | A tua serva tinha dois filhos, os quais brigaram entre si no campo, e não havia quem os apartasse, mas um feriu ao outro e o matou. | Tinha pois a tua serva dois filhos, e ambos estes brigaram no campo, e não houve quem os apartasse: assim um feriu ao outro, e o matou. |
| 7 | E eis que toda a parentela se levantou contra tua serva, dizendo: Entrega ao que matou a seu irmão, para que lhe façamos morrer pela vida de seu irmão a quem ele matou, e tiremos também o herdeiro. Assim apagarão a brasa que me restou, não deixaram a meu marido nome nem remanescente sobre a terra. | Eis que se levantou a parentela toda contra a tua serva, e disseram: Dá-nos aquele que feriu a seu irmão, para o matarmos pela vida de seu irmão a quem matou, e tiraremos também a vida ao herdeiro; assim, apagarão a brasa que me ficou, para não se deixar a meu marido nem nome nem resto sobre a face da terra. | E eis que toda a linhagem se levantou contra a tua serva, e disseram: Dá-nos aquelle que feriu a seu irmão, para que o matemos, por causa da vida de seu irmão, a quem matou, e para que destruamos tambem ao herdeiro. Assim apagarão a braza que me ficou, de sorte que não deixam a meu marido nome, nem resto sobre a terra. |
| 8 | Então o rei disse à mulher: Vai-te à tua casa, que eu mandarei acerca de ti. | O rei disse à mulher: Vai para tua casa, e eu darei ordem a respeito de ti. | E disse o rei á mulher: Vae para tua casa: e eu mandarei ordem ácerca de ti. |
| 9 | E a mulher de Tecoa disse ao rei: Rei senhor meu, a maldade seja sobre mim e sobre a casa de meu pai; mas o rei e seu trono sem culpa. | Respondeu a mulher de Tecoa ao rei: Sobre mim, ó rei, meu senhor, recaia a culpa e sobre a casa de meu pai; e será inocente o rei e o seu trono. | E disse a mulher tecoita ao rei: A injustiça, rei meu senhor, venha sobre mim e sobre a casa de meu pae: e o rei e o seu throno fique inculpavel. |
| 10 | E o rei disse: Ao que falar contra ti, traze-o a mim, que não te tocará mais. | Disse o rei: Quem te falar nisso, traze-o à minha presença, e ele não te tocará mais. | E disse o rei: Quem fallar contra ti, traze-m'o a mim: e nunca mais te tocará. |
| 11 | Disse ela então: Rogo-te, ó rei, que te lembres do SENHOR teu Deus, que não deixes ao vingador do sangue aumentar o dano em destruir meu filho. E ele respondeu: Vive o SENHOR, que não cairá nem um cabelo da cabeça de teu filho em terra. | Ela disse: Lembra-te, ó rei, de Jeová, teu Deus, para que o vingador do sangue não continue a destruição; não exterminem a meu filho. Respondeu ele: Pela vida de Jeová, não há de cair ao chão nem um cabelo de teu filho. | E disse ella: Ora lembre-se o rei do Senhor seu Deus, para que os vingadores do sangue se não multipliquem a deitar-nos a perder, e não destruam a meu filho. Então disse elle: Vive o Senhor, que não ha de cair no chão nem um dos cabellos de teu filho. |
| 12 | E a mulher disse: Rogo-te que fale tua criada uma palavra a meu senhor o rei. E ele disse: Fala. | Disse a mulher: Permita que a tua serva fale uma palavra ao rei, meu senhor. Ele disse: Fala. | Então disse a mulher: Peço-te que a tua serva falle uma palavra ao rei meu senhor. E disse elle: Falla. |
| 13 | Então a mulher disse: Por que pois pensas tu outro tanto contra o povo de Deus? que falando o rei esta palavra, é como culpado, porquanto o rei não faz voltar a seu fugitivo. | Prosseguiu a mulher: Por que imaginas, então, tal coisa contra o povo de Deus? Pois, falando o rei esta palavra, fica como culpado, visto não fazer voltar o seu desterrado. | E disse a mulher: Porque pois pensaste tu uma tal coisa contra o povo de Deus? Porque, fallando o rei tal palavra, fica como culpado; visto que o rei não torna a trazer o seu desterrado. |
| 14 | Porque de certo morremos, e somos como águas derramadas por terra, que não podem voltar a recolher-se: nem Deus tira a vida, mas sim planeja meio para que seu desviado não seja dele excluído. | Porque morremos e somos como água derramada sobre a terra, que não se pode mais juntar; pois Deus não tira a vida, porém cogita meios para que o banido não fique desterrado da sua presença. | Porque certamente morreremos, e seremos como aguas derramadas na terra, que não se ajuntam mais: Deus pois lhe não tirará a vida, mas ideiará pensamentos, para que se não desterre d'elle o seu desterrado. |
| 15 | E que eu vim agora para dizer isto ao rei meu senhor, é porque o povo me pôs medo. Mas tua serva disse: Falarei agora ao rei: talvez ele faça o que sua serva diga. | Agora, se eu vim falar esta palavra ao rei, meu senhor, é porque o povo me atemorizou; e a tua serva disse: Falarei ao rei; talvez o rei faça segundo a palavra da sua criada. | E que eu agora vim fallar esta palavra ao rei, meu senhor, é porque o povo me atemorisou: dizia pois a tua serva: Fallarei pois ao rei; porventura fará o rei segundo a palavra da sua serva. |
| 16 | Pois o rei ouvirá, para livrar à sua serva da mão do homem que me quer exterminar a mim, e a meu filho juntamente, da propriedade de Deus. | Porque o rei ouvirá para livrar a sua serva da mão de quem procura exterminar da herança de Deus tanto a mim como a meu filho. | Porque o rei ouvirá, para livrar a sua serva da mão do homem que intenta destruir juntamente a mim e a meu filho da herança de Deus. |
| 17 | Tua serva, pois, disse: Que seja agora a resposta de meu senhor o rei para descanso; pois que meu senhor o rei é como um anjo de Deus para escutar o bem e o mal. Assim o SENHOR teu Deus seja contigo. | Então, acrescentou a tua serva: A palavra do rei, meu senhor, seja um descanso; pois como o anjo de Deus é o rei, meu senhor, para discernir o bem e o mal. Seja contigo Jeová, teu Deus! | Dizia mais a tua serva: Seja agora a palavra do rei meu senhor para descanço: porque como um anjo de Deus, assim é o rei, meu senhor, para ouvir o bem e o mal; e o Senhor teu Deus será comtigo. |
| 18 | Então ele respondeu, e disse à mulher: Eu te rogo que não me encubras nada do que eu te perguntar. E a mulher disse: Fale meu senhor o rei. | Respondendo o rei, disse à mulher: Não me encubras o que te vou perguntar. Respondeu a mulher: Fale, agora, o rei, meu senhor. | Então respondeu o rei, e disse á mulher: Peço-te que não me encubras o que eu te perguntar. E disse a mulher: Ora falle o rei, meu senhor. |
| 19 | E o rei disse: Não foi a mão de Joabe contigo em todas estas coisas? E a mulher respondeu e disse: Vive tua alma, rei senhor meu, que não há que desviar-se à direita nem à esquerda de tudo o que meu senhor o rei falou: porque teu servo Joabe, ele me mandou, e ele pôs na boca de tua serva todas estas palavras. | O rei perguntou: Não é verdade que a mão de Joabe anda contigo em tudo isso? Respondeu a mulher: Pela tua vida, ó rei, meu senhor, ninguém se poderá desviar, nem para a direita nem para a esquerda, de tudo o que o rei, meu senhor, acaba de dizer, porque foi o teu servo Joabe quem me deu ordem e quem pôs na boca da tua serva todas estas palavras; | E disse o rei: Não é verdade que a mão de Joab anda comtigo em tudo isto? E respondeu a mulher, e disse: Vive a tua alma, ó rei meu senhor, que ninguem se poderá desviar, nem para a direita nem para a esquerda, de tudo quanto o rei, meu senhor, tem dito; porque Joab, teu servo, é quem me deu ordem, e foi elle que poz na bocca da tua serva todas estas palavras: |
| 20 | E Joabe, teu servo o fez, modificando a aparência do assunto; mas meu senhor é sábio, conforme a sabedoria de um anjo de Deus, para conhecer o que há na terra. | para mudar a feição do negócio, foi que o teu servo Joabe fez isso. Porém sábio é o meu senhor, como um anjo de Deus, para saber tudo o que se passa sobre a terra. | Que eu virasse a fórma d'este negocio, Joab, teu servo, fez isto: porém sabio é meu senhor, conforme á sabedoria d'um anjo de Deus, para entender tudo o que ha na terra. |
| 21 | Então o rei disse a Joabe: Eis que eu faço isto: vai, e faze voltar ao jovem Absalão. | O rei disse a Joabe: Eis aí que o faço; vai e faze voltar o mancebo Absalão. | Então o rei disse a Joab: Eis que fiz isto: vae pois, e torna a trazer o mancebo Absalão. |
| 22 | E Joabe se prostrou em terra sobre seu rosto, e fez reverência, e depois que abençoou ao rei, disse: Hoje há entendido teu servo que achei favor em teus olhos, rei senhor meu; pois que fez o rei o que seu servo disse. | Joabe prostrou-se com o rosto em terra, e, fazendo uma reverência, abençoou ao rei, e disse: Hoje, ó rei, meu senhor, conhece o teu servo que achei graça aos teus olhos, porque o rei deferiu a súplica do teu servo. | Então Joab se prostrou sobre o seu rosto em terra, e se inclinou, e o agradeceu ao rei; e disse Joab: Hoje conheceu o teu servo que achei graça aos teus olhos, ó rei meu senhor, porque o rei fez segundo a palavra do teu servo. |
| 23 | Levantou-se logo Joabe, e foi a Gesur, e voltou a Absalão a Jerusalém. | Levantou-se Joabe, foi a Gesur e trouxe a Absalão para Jerusalém. | Levantou-se pois Joab, e foi a Gesur, e trouxe Absalão a Jerusalem. |
| 24 | Mas o rei disse: Vá-se à sua casa, e não veja meu rosto. E voltou-se Absalão à sua casa, e não viu o rosto do rei. | O rei disse: Torne para sua casa, porém não veja a minha face. Voltou Absalão para sua casa e não viu a face do rei. | E disse o rei: Torne para a sua casa, e não veja a minha face. Tornou pois Absalão para sua casa, e não viu a face do rei. |
| 25 | E não havia em todo Israel homem tão elogiado por sua beleza como Absalão; desde a planta de seu pé até ao topo da cabeça não havia nele defeito. | Não havia em todo o Israel um homem tão admirável pela sua beleza como o era Absalão; desde a planta do pé até o mais alto da cabeça, não havia nele defeito algum. | Não havia porém em todo o Israel homem tão bello e tão aprazivel como Absalão, desde a planta do pé até á cabeça não havia n'elle defeito algum. |
| 26 | E quando se cortava o cabelo, (o qual fazia ao fim de cada ano, pois lhe incomodava, e por isso se o cortava,) pesava o cabelo de sua cabeça duzentos siclos de peso real. | Quando ele rapava a cabeça (que o fazia no fim de cada ano, por lhe ficar carregada), pesava o cabelo da cabeça duzentos siclos, segundo o peso real. | E, quando tosquiava a sua cabeça (e succedia que no fim de cada anno a tosquiava, porquanto muito lhe pesava, e por isso a tosquiava), pesava o cabello da sua cabeça duzentos siclos, segundo o peso real. |
| 27 | E nasceram-lhe a Absalão três filhos, e uma filha que se chamou Tamar, a qual era bela de ver. | Nasceram a Absalão três filhos e uma filha de nome Tamar, que era mulher de bela aparência. | Tambem nasceram a Absalão tres filhos e uma filha, cujo nome era Tamar; e esta era mulher formosa á vista. |
| 28 | E esteve Absalão por espaço de dois anos em Jerusalém, e não viu a cara do rei. | Absalão esteve em Jerusalém dois anos e não viu a face do rei. | Assim ficou Absalão dois annos inteiros em Jerusalem, e não viu a face do rei. |
| 29 | E mandou Absalão por Joabe, para enviá-lo ao rei; mas não quis vir a ele; ele mandou mensagem ainda pela segunda vez, mas não quis vir. | Então, Absalão mandou chamar a Joabe, para o enviar ao rei; mas este não quis vir a ele. Mandou chamá-lo segunda vez, porém não quis vir. | Mandou pois Absalão chamar a Joab, para o enviar ao rei; porém não quiz vir a elle: e enviou ainda segunda vez, e, comtudo, não quiz vir |
| 30 | Então disse a seus servos: Bem sabeis as terras de Joabe junto a meu lugar, de onde tem suas cevadas; ide, e pegai-lhes fogo; e os servos de Absalão pegaram fogo às terras. | Disse aos seus servos: Vede o campo de Joabe ao pé do meu. Ele ali tem cevada; ide e lançai-lhe fogo. Os servos de Absalão puseram fogo ao campo. | Então disse aos seus servos: Vêdes ali o pedaço de campo de Joab pegado ao meu, e tem cevada n'elle; ide, e ponde-lhe fogo. E os servos de Absalão pozeram fogo ao pedaço de campo. |
| 31 | Levantou-se, portanto, Joabe, e veio a Absalão à sua casa, e disse-lhe: Por que puseram fogo teus servos a minhas terras? | Então, se levantou Joabe, e foi à casa de Absalão, e lhe perguntou: Por que puseram os teus servos fogo ao meu campo? | Então Joab se levantou, e veiu a Absalão, em casa, e disse-lhe: Porque pozeram os teus servos fogo ao pedaço de campo que é meu |
| 32 | E Absalão respondeu a Joabe: Eis que, eu enviei por ti, dizendo que viesses aqui, a fim de enviar-te eu ao rei a que lhe dissesses: Para que vim de Gesur? Melhor me fora estar ainda lá. Veja eu agora a cara do rei; e se há em mim pecado, mate-me. | Respondeu Absalão a Joabe: Eis que mandei chamar-te, dizendo: Vem cá, para que eu te envie ao rei, a fim de lhe dizer: Para que vim de Gesur? Melhor me era estar lá ainda. Agora, veja eu a face do rei; se houver em mim culpa, que me tire a vida. | E disse Absalão a Joab: Eis que enviei a ti, dizendo: Vem cá, para que te envie ao rei, a dizer-lhe: Para que vim de Gesur? Melhor me fôra estar ainda lá. Agora, pois, veja eu a face do rei; e, se ha ainda em mim alguma culpa, que me mate. |
| 33 | Veio, pois, Joabe ao rei, e fê-lo saber. Então chamou a Absalão, o qual veio ao rei, e inclinou seu rosto em terra diante do rei: e o rei beijou a Absalão. | Joabe foi à presença do rei e lho disse. Foi chamado Absalão, o qual entrou à presença do rei e se prostrou com o rosto em terra diante dele. O rei beijou a Absalão. | Então entrou Joab ao rei, e assim lh'o disse. Então chamou a Absalão, e elle entrou ao rei, e se inclinou sobre o seu rosto em terra diante do rei: e o rei beijou a Absalão. |