Bíblia
2 Samuel 1
| BLIVRE | TB | ALM1911 | |
|---|---|---|---|
| 1 | E aconteceu depois da morte de Saul, que quando Davi voltou da derrota dos amalequitas, ficou dois dias em Ziclague; | Sucedeu, depois da morte de Saul, que, voltando Davi de ferir os amalequitas e estando já dois dias em Ziclague, | E succedeu, depois da morte de Saul, voltando David da derrota dos amalekitas, e ficando David dois dias em Siclag, |
| 2 | E ao terceiro dia aconteceu, que veio um do acampamento de Saul, rasgadas suas roupas, e terra sobre sua cabeça: e chegando a Davi, prostrou-se em terra, e fez reverência. | ao terceiro dia, veio do arraial de Saul um homem com os vestidos rasgados e a cabeça coberta de terra. Tanto que chegou a Davi, prostrou-se em terra e fez-lhe uma reverência. | Succedeu ao terceiro dia que eis que um homem veiu do arraial de Saul com os vestidos rotos e com terra sobre a cabeça; e, succedeu que chegando elle a David, se lançou no chão, e se inclinou. |
| 3 | E perguntou-lhe Davi: De onde vens? E ele respondeu: Eu me escapei do acampamento de Israel. | Perguntou-lhe Davi: Donde vens? Ele lhe respondeu: Escapei do arraial de Israel. | E David lhe disse: D'onde vens? E elle lhe disse: Escapei do exercito d'Israel. |
| 4 | E Davi lhe disse: Que aconteceu? Rogo-te que me digas. E ele respondeu: O povo fugiu da batalha, e também muitos do povo caíram e foram mortos: também Saul e Jônatas seu filho morreram. | Disse-lhe Davi: Como foi lá isso? Rogo-te que mo digas. Ele respondeu: O povo fugiu da batalha, e muitos caíram e morreram; Saul e seu filho Jônatas também pereceram. | E disse-lhe David: Como foi lá isso? peço-te, dize-m'o. E elle lhe respondeu: O povo fugiu da batalha, e muitos do povo cairam, e morreram, assim como tambem Saul e Jonathan, seu filho, foram mortos. |
| 5 | E disse Davi àquele rapaz que lhe dava as novas: Como sabes que Saul está morto, e Jônatas seu filho? | Disse Davi ao moço que lhe dava essas novas: Como sabes que são mortos Saul e seu filho Jônatas? | E disse David ao mancebo que lhe trazia as novas: Como sabes tu que Saul e Jonathan, seu filho, são mortos? |
| 6 | E o rapaz que lhe dava as novas respondeu: Casualmente vim ao monte de Gilboa, e achei a Saul que estava recostado sobre sua lança, e vinham atrás dele carros e cavaleiros. | Respondeu o moço que lhe dava a notícia: Achei-me, por acaso, sobre o monte de Gilboa; eis que Saul se firmava sobre a sua lança, e os carros e os cavaleiros se avizinhavam dele. | Então disse o mancebo que lhe dava a noticia: Cheguei por acaso á montanha de Gilboa, e eis que Saul estava encostado sobre a sua lança, e eis que carros e capitães de cavallaria apertavam com elle. |
| 7 | E quando ele olhou atrás, viu-me e chamou-me; e eu disse: Eis-me aqui. | Olhando ele para trás, viu-me e chamou-me. Eu disse: Eis-me aqui. | E, olhando elle para traz de si, viu-me a mim, e chamou-me; e eu disse: Eis-me aqui. |
| 8 | E ele me disse: Quem és tu? E eu lhe respondi: Sou amalequita. | Ele me perguntou: Quem és tu? Eu lhe respondi: Sou amalequita. | E elle me disse: Quem és tu? E eu lhe disse: Sou amalekita. |
| 9 | E ele me voltou a dizer: Eu te rogo que te ponhas sobre mim, e me mates, porque me tomam angústias, e toda minha alma está ainda em mim. | Ele me disse: Chega-te a mim e mata-me, pois sinto-me tomado duma vertigem, porque toda a minha vida ainda está em mim. | Então elle me disse: Peço-te, arremessa-te sobre mim, e mata-me, porque angustias me teem cercado, pois toda a minha vida está ainda em mim. |
| 10 | Eu então me pus sobre ele, e matei-o, porque sabia que não podia viver depois de sua queda: e tomei a coroa que tinha em sua cabeça, e o bracelete que trazia em seu braço, e trouxe-os aqui a meu senhor. | Cheguei-me a ele e matei-o, pois bem sabia que ele não podia viver depois que tinha caído. Tomei a coroa que estava na sua cabeça e o bracelete do seu braço e trouxe-os aqui ao meu senhor. | Arremessei-me pois sobre elle, e o matei, porque bem sabia eu que não viveria depois da sua queda, e tomei a corôa que tinha na cabeça, e a manilha que trazia no braço, e as trouxe aqui a meu senhor. |
| 11 | Então Davi agarrando suas roupas, rompeu-os; e o mesmo fizeram os homens que estavam com ele. | Então, pegou Davi nos seus vestidos e os rasgou, e assim fizeram todos os homens que estavam com ele. | Então apanhou David os seus vestidos, e os rasgou, como tambem todos os homens que estavam com elle. |
| 12 | E choraram e lamentaram, e jejuaram até à tarde, por Saul e por Jônatas seu filho, e pelo povo do SENHOR, e pela casa de Israel: porque haviam caído à espada. | Prantearam, choraram e jejuaram até a tarde por Saul, e por Jônatas, seu filho, e pelo povo de Jeová, e pela casa de Israel, porque haviam caído à espada. | E prantearam, e choraram, e jejuaram até á tarde por Saul, e por Jonathan, seu filho, e pelo povo do Senhor, e pela casa de Israel, porque tinham caido á espada. |
| 13 | E Davi disse a aquele rapaz que lhe havia trazido as novas: De onde és tu? E ele respondeu: Eu sou filho de um estrangeiro, amalequita. | Davi perguntou ao moço que lhe trouxera a notícia: Donde és tu? Respondeu ele: Eu sou filho de um peregrino amalequita. | Disse então David ao mancebo que lhe trouxera a nova: D'onde és tu? E disse elle: Sou filho de um homem estrangeiro, amalekita. |
| 14 | E disse-lhe Davi: Como não tiveste temor de estender tua mão para matar ao ungido do SENHOR? | Davi disse-lhe: Como não tiveste medo de estender a mão para matares ao ungido de Jeová? | E David lhe disse: Como não temeste tu estender a mão para matares ao ungido do Senhor? |
| 15 | Então chamou Davi um dos rapazes, e disse-lhe: Chega, e mata-o. E ele o feriu, e morreu. | Então, chamou Davi a um dos seus moços e lhe disse: Vai e lança-te sobre ele. Ele o feriu, de sorte que morreu. | Então chamou David a um dos mancebos, e disse: Chega, e lança-te sobre elle. E elle o feriu, e morreu. |
| 16 | E Davi lhe disse: Teu sangue seja sobre tua cabeça, pois que tua boca testemunhou contra ti, dizendo: Eu matei ao ungido do SENHOR. | Disse-lhe Davi: O teu sangue caia sobre a tua cabeça, porque a tua própria boca deu testemunho contra ti, dizendo: Eu matei o ungido de Jeová. | E disse-lhe David: O teu sangue seja sobre a tua cabeça, porque a tua propria bocca testificou contra ti, dizendo: Eu matei o ungido do Senhor. |
| 17 | E lamentou Davi a Saul e a Jônatas seu filho com esta lamentação. | Fez Davi este cântico fúnebre sobre Saul e sobre seu filho | E lamentou David a Saul e a Jonathan, seu filho, com esta lamentação, |
| 18 | (Disse também que ensinassem ao arco aos filhos de Judá. Eis que está escrito no livro do direito:) | (ordenou que ensinassem aos filhos de Judá o cântico do arco), o qual está escrito no livro de Jasar. | Dizendo elle que ensinassem aos filhos de Judah o uso do arco: Eis que está escripto no livro do Recto: |
| 19 | Pereceu a glória de Israel sobre tuas montanhas! Como caíram os valentes! | A tua glória, Israel, foi morta sobre os teus altos! Como caíram os teus valorosos! | Ah, ornamento d'Israel! nos teus altos fui ferido: como cairam os valentes! |
| 20 | Não o anuncieis em Gate, Não deis as novas nas praças de Asquelom; Para que não se alegrem as filhas dos filisteus, Para que não saltem de alegria as filhas dos incircuncisos. | Não o noticieis em Gate, nem o publiqueis nas praças de Asquelom; não suceda alegrarem-se os filhos dos filisteus, não suceda exultarem os filhos dos incircuncidados. | Não o noticieis em Gath, não o publiqueis nas ruas d'Ascalon, para que não se alegrem as filhas dos philisteos, para que não saltem de contentamento as filhas dos incircumcisos. |
| 21 | Montes de Gilboa, nem orvalho nem chuva caia sobre vós, nem sejais terras de ofertas; Porque ali foi rejeitado o escudo dos valentes, O escudo de Saul, como se não houvesse sido ungido com azeite. | Montes de Gilboa, não caia sobre vós nem orvalho, nem chuva, nem haja campos que produzam ofertas, pois ali foi arrojado com desprezo o escudo dos heróis, o escudo de Saul, não ungido com óleo. | Vós, montes de Gilboa, nem orvalho, nem chuva caia sobre vós, nem sobre vós, campos de offertas alçadas, pois ahi desprezivelmente foi arrojado o escudo dos valentes, o escudo de Saul, como se não fôra ungido com oleo. |
| 22 | Do sangue de mortos, da gordura de valentes, o arco de Jônatas nunca retrocedeu, nem a espada de Saul voltou vazia. | Do sangue dos feridos, da gordura dos heróis, nunca recuou o arco de Jônatas, nem voltou vazia a espada de Saul. | Do sangue dos feridos, da gordura dos valentes, nunca se retirou para traz o arco de Jonathan, nem voltou vazia a espada de Saul. |
| 23 | Saul e Jônatas, amados e queridos em sua vida, Em sua morte tampouco foram separados: Mais ligeiros que águas, Mais fortes que leões. | Saul e Jônatas, amados e amáveis, na sua vida e na sua morte, não se separaram; eram mais ligeiros do que as águias, mais fortes do que os leões. | Saul e Jonathan, tão amados e queridos na sua vida, tambem na sua morte se não separaram: eram mais ligeiros do que as aguias, mais fortes do que os leões. |
| 24 | Filhas de Israel, chorai sobre Saul, Que vos vestia de escarlata em regozijo, Que adornava vossas roupas com ornamentos de ouro. | Filhas de Israel, chorai sobre Saul, que vos vestia de escarlata deliciosamente, que vos punha sobre os vestidos adornos de ouro. | Vós, filhas d'Israel, chorae por Saul, que vos vestia de escarlata em delicias, que vos fazia trazer ornamentos de oiro sobre os vossos vestidos. |
| 25 | Como caíram os valentes em meio da batalha! Jônatas, morto em tuas alturas! | Como caíram os valorosos no meio da peleja! Jônatas foi morto sobre os teus altos. | Como cairam os valentes no meio da peleja! Jonathan nos teus altos foi ferido, |
| 26 | Angústia tenho por ti, irmão meu Jônatas, Que me foste muito doce: Mais maravilhoso me foi o teu amor, Que o amor das mulheres. | Por ti estou angustiado, meu irmão Jônatas. Tu eras as minhas delícias; maravilhoso me era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres. | Angustiado estou por ti, meu irmão Jonathan; quão amabilissimo me eras! mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres. |
| 27 | Como caíram os valentes, E pereceram as armas de guerra! | Como caíram os valorosos, e pereceram as armas guerreiras! | Como cairam os valentes, e pereceram as armas de guerra! |