Bíblia
Gênesis 44
| BLIVRE | TB | ALM1911 | |
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| 1 | E mandou José ao mordomo de sua casa, dizendo: Enche os sacos destes homens de alimentos, quanto puderem levar, e põe o dinheiro de cada um na boca de seu saco: | José deu esta ordem ao despenseiro da sua casa: Enche de mantimento os sacos dos homens, quanto puderem levar, e põe o dinheiro de cada homem na boca do seu saco. | E deu ordem ao que estava sobre a sua casa, dizendo: Enche os saccos d'estes varões de mantimento, quanto poderem levar, e põe o dinheiro de cada varão na bocca do seu sacco. |
| 2 | E porás meu copo, o copo de prata, na boca do saco do mais novo, com o dinheiro de seu trigo. E ele fez como disse José. | Põe na boca do saco do mais moço a minha taça de prata e o dinheiro que deu pelo trigo. Assim fez ele conforme a palavra que José havia falado. | E o meu copo, o copo de prata, porás na bocca do sacco do mais novo, com o dinheiro do seu trigo. E fez conforme a palavra de José, que tinha dito. |
| 3 | Vinda a manhã, os homens foram despedidos com seus asnos. | Ao raiar a luz da manhã, foram despedidos os homens, eles e seus jumentos. | Vinda a luz da manhã, despediram-se estes varões, elles com os seus jumentos. |
| 4 | Havendo eles saído da cidade, da qual ainda não haviam se afastado, disse José a seu mordomo: Levanta-te, e segue a esses homens; e quando os alcançares, dize-lhes: Por que retribuístes com o mal pelo bem? | Tendo eles saído da cidade, mas não tendo ido ainda muito longe, disse José ao seu despenseiro: Levanta-te, segue os homens; e, alcançando-os, dize-lhes: Por que tornastes o mal pelo bem? | Saindo elles da cidade, e não se havendo ainda distanciado, disse José ao que estava sobre a sua casa: Levanta-te, e persegue aquelles varões: e, alcançando-os, lhes dirás: Porque pagastes mal por bem? |
| 5 | Não é isto no que bebe meu senhor, e pelo que costuma adivinhar? Fizestes mal no que fizestes. | Não é esta a taça por que bebe o meu senhor e de que se serve para adivinhar? Procedestes mal no que fizestes. | Não é este o copo por que bebe meu senhor? e em que elle bem attenta? fizestes mal no que fizestes. |
| 6 | E quando ele os alcançou, disse-lhes estas palavras. | Tendo-os alcançado, falou-lhes ele estas palavras. | E alcançou-os, e fallou-lhes as mesmas palavras. |
| 7 | E eles lhe responderam: Por que diz meu senhor tais coisas? Nunca tal façam teus servos. | Responderam-lhe: Por que fala meu senhor tais palavras? Longe estejam os teus servos de fazerem semelhante coisa! | E elles disseram-lhe: Porque diz meu senhor taes palavras? longe estejam teus servos de fazerem similhante coisa. |
| 8 | Eis que, o dinheiro que achamos na boca de nossos sacos, o voltamos a trazer a ti desde a terra de Canaã; como, pois, havíamos de furtar da casa de teu senhor prata nem ouro? | Eis que o dinheiro que achamos nas bocas dos nossos sacos, tornamos a trazê-lo a ti da terra de Canaã; como, pois, furtaríamos da casa do teu senhor prata ou ouro? | Eis que o dinheiro, que temos achado nas boccas dos nossos saccos, te tornámos a trazer desde a terra de Canaan: como pois furtariamos da casa do teu senhor prata ou oiro? |
| 9 | Aquele de teus servos em quem for achado o copo, que morra, e ainda nós seremos servos de meu senhor. | Aquele dos teus servos com quem for ela achada, morra, e nós também seremos escravos do meu senhor. | Aquelle, com quem de teus servos fôr achado, morra; e ainda nós seremos escravos do meu senhor. |
| 10 | E ele disse: Também agora seja conforme vossas palavras; aquele em quem se achar, será meu servo, e vós sereis sem culpa. | Ele disse: Seja conforme as vossas palavras: aquele com quem for ela achada será o meu escravo; porém, vós sereis inocentes. | E elle disse: Ora seja tambem assim conforme as vossas palavras; aquelle com quem se achar será meu escravo, porém vós sereis desculpados. |
| 11 | Eles então se deram pressa, e derrubando cada um seu saco em terra, abriu cada qual o seu saco. | Eles se apressaram, e, tendo cada um posto o seu saco em terra, o abriu. | E elles apressaram-se, e cada um poz em terra o seu sacco, e cada um abriu o seu sacco. |
| 12 | E buscou; desde o mais velho começou, e acabou no mais novo; e o copo foi achado no saco de Benjamim. | O despenseiro os examinou, começando pelo mais velho e acabando pelo mais moço; e a taça foi achada no saco de Benjamim. | E buscou, começando do maior, e acabando no mais novo: e achou-se o copo no sacco de Benjamin. |
| 13 | Então eles rasgaram suas roupas, e carregou cada um seu asno, e voltaram à cidade. | Então, rasgaram os vestidos e, tendo cada um carregado o seu jumento, voltaram à cidade. | Então rasgaram os seus vestidos, e carregou cada um o seu jumento, e tornaram á cidade. |
| 14 | E chegou Judá com seus irmãos à casa de José, que ainda estava ali, e prostraram-se diante dele em terra. | Veio Judá com seus irmãos à casa de José, que ainda estava ali; e prostraram-se em terra diante dele. | E veiu Judah com os seus irmãos á casa de José, porque elle ainda estava ali; e prostraram-se diante d'elle na terra. |
| 15 | E disse-lhes José: Que obra é esta que fizestes? Não sabeis que um homem como eu sabe adivinhar? | Perguntou-lhes José: Que ação é esta que praticastes? Não sabeis que um homem como eu pode muito bem adivinhar? | E disse-lhes José: Que é isto que obrastes? não sabeis vós que tal homem como eu bem attentara? |
| 16 | Então disse Judá: Que diremos a meu senhor? Que falaremos? Ou com que nos justificaremos? Deus achou a maldade de teus servos: eis que, nós somos servos de meu senhor, nós, e também aquele em cujo poder foi achado o copo. | Respondeu Judá: Que diremos ao meu senhor? Que falaremos? Descobriu Deus a iniquidade de teus servos: eis que somos escravos do meu senhor, assim nós, como aquele em cuja mão foi achada a taça. | Então disse Judah: Que diremos a meu senhor? que fallaremos? e como nos justificaremos? Achou Deus a iniquidade de teus servos; eis que somos escravos de meu senhor, tanto nós como aquelle em cuja mão foi achado o copo. |
| 17 | E ele respondeu: Nunca eu tal faça: o homem em cujo poder foi achado o copo, ele será meu servo; vós ide em paz a vosso pai. | Disse José: Longe esteja eu de fazer isso! O homem em cuja mão foi achada a taça será meu escravo; mas, quanto a vós, subi em paz para vosso pai. | Mas elle disse: Longe de mim que eu tal faça; o varão em cuja mão o copo foi achado, aquelle será meu servo; porém vós subi em paz para vosso pae. |
| 18 | Então Judá se chegou a ele, e disse: Ai senhor meu, rogo-te que fale teu servo uma palavra aos ouvidos de meu senhor, e não se acenda tua ira contra teu servo, pois que tu és como Faraó. | Então, se chegou Judá a ele e lhe disse: Senhor meu, permite que o teu servo diga uma palavra aos ouvidos do meu senhor, e não se acenda a tua ira contra o teu servo, porque tu és como Faraó mesmo. | Então Judah se chegou a elle, e disse: Ai! senhor meu, deixa, peço-te, o teu servo dizer uma palavra aos ouvidos de meu senhor, e não se accenda a tua ira contra o teu servo; porque tu és como Pharaó. |
| 19 | Meu senhor perguntou a seus servos, dizendo: Tendes pai ou irmão? | Meu senhor perguntou aos seus servos: Tendes pai ou irmão? | Meu senhor perguntou a seus servos, dizendo: Tendes vós pae, ou irmão? |
| 20 | E nós respondemos a meu senhor: Temos um pai ancião, e um jovem que lhe nasceu em sua velhice, pequeno ainda; e um irmão seu morreu, e ele restou sozinho de sua mãe, e seu pai o ama. | Respondemos ao meu senhor: Temos pai já velho e um filho que nasceu na sua velhice, um menino pequeno; o irmão deste é morto, e ele foi deixado o único de sua mãe; e seu pai o ama. | E dissemos a meu senhor: Temos um pae velho, e um moço da sua velhice, o mais novo, cujo irmão é morto; e elle ficou só de sua mãe, e seu pae o ama. |
| 21 | E tu disseste a teus servos: Trazei-o a mim, e porei meus olhos sobre ele. | Disseste aos teus servos: Trazei-mo, para que eu ponha os olhos sobre ele. | Então tu disseste a teus servos: Trazei-m'o a mim, e porei os meus olhos sobre elle. |
| 22 | E nós dissemos a meu senhor: O jovem não pode deixar a seu pai, porque se o deixar, seu pai morrerá. | Respondemos ao meu senhor: O menino não pode deixar a seu pai; pois, se ele deixasse a seu pai, seu pai morreria. | E nós dissemos a meu senhor: Aquelle moço não poderá deixar a seu pae: se deixar a seu pae, morrerá. |
| 23 | E disseste a teus servos: Se vosso irmão mais novo não descer convosco, não vejais mais meu rosto. | Tornaste aos teus servos: Se não descer convosco vosso irmão mais pequeno, não vereis mais a minha face. | Então tu disseste a teus servos: Se vosso irmão mais novo não descer comvosco, nunca mais vereis a minha face. |
| 24 | Aconteceu, pois, que quando chegamos a meu pai teu servo, nós lhe contamos as palavras de meu senhor. | Tendo nós subido a ter com teu servo, nosso pai, referimos-lhe as palavras do meu senhor. | E aconteceu que, subindo nós a teu servo meu pae, e contando-lhe as palavras de meu senhor, |
| 25 | E disse nosso pai: Voltai a comprar-nos um pouco de alimento. | Disse nosso pai: Voltai, comprai um pouco de mantimento. | Disse nosso pae: Tornae, comprae-nos um pouco de mantimento. |
| 26 | E nós respondemos: Não podemos ir: se nosso irmão for conosco, iremos; porque não podemos ver o rosto do homem, não estando conosco nosso irmão o mais novo. | Nós respondemos: Não podemos descer. Se nosso irmão mais pequeno for conosco, desceremos; pois não podemos ver a face do homem, se nosso irmão mais pequeno não estiver conosco. | E nós dissemos: Não poderemos descer; se nosso irmão menor fôr comnosco, desceremos; pois não poderemos ver a face do varão, se este nosso irmão menor não estiver comnosco. |
| 27 | Então teu servo meu pai nos disse: Vós sabeis que dois me deu minha mulher; | Então, nos disse teu servo, nosso pai: Vós sabeis que minha mulher deu à luz dois filhos; | Então disse-nos teu servo meu pae: Vós sabeis que minha mulher me pariu dois; |
| 28 | E um saiu de minha presença, e penso certamente que foi despedaçado, e até agora não o vi; | um saiu de minha casa, e eu disse: Certamente, ele foi despedaçado, e até agora não o tenho visto mais. | E um saiu de mim, e eu disse: Certamente foi despedaçado, e não o tenho visto até agora; |
| 29 | E se tomardes também este de diante de mim, e lhe acontecer algum desastre, fareis descer minhas cãs com dor ao mundo dos mortos. | Se agora me tirardes a este, e lhe acontecer algum desastre, fareis descer com tristeza as minhas cãs ao Sheol. | Se agora tambem tirardes a este da minha face, e lhe acontecesse algum desastre, farieis descer as minhas cãs com dôr á sepultura. |
| 30 | Agora, pois, quando chegar eu a teu servo meu pai, e o jovem não for comigo, como sua alma está ligada à alma dele, | Agora, se eu for ter com teu servo, meu pai, e não estiver comigo o menino (visto que a sua alma está ligada com a alma do menino); | Agora pois, vindo eu a teu servo meu pae, e o moço não indo comnosco, pois que a sua alma está atada com a alma d'elle, |
| 31 | Sucederá que quando perceber a ausência do jovem, morrerá; e teus servos farão descer as cãs de teu servo nosso pai com dor ao mundo dos mortos. | vendo ele que o menino não está conosco, morrerá; e os teus servos farão descer com tristeza as cãs de teu servo, nosso pai, ao Sheol. | Acontecerá que, vendo elle que o moço ali não está, morrerá; e teus servos farão descer as cãs de teu servo, nosso pae, com tristeza á sepultura. |
| 32 | Como teu servo saiu por fiador do jovem com meu pai, dizendo: Se eu não o devolver a ti, então eu serei culpável para meu pai todos os dias; | Pois teu servo se deu por fiador do menino para com meu pai, dizendo: Se eu to não tornar a trazer a ti, serei para sempre réu de crime contra meu pai. | Porque teu servo se deu por fiador por este moço para com meu pae, dizendo: Se não t'o tornar, eu serei culpado a meu pae todos os dias. |
| 33 | Rogo-te, portanto, que fique agora teu servo pelo jovem por servo de meu senhor, e que o jovem vá com seus irmãos. | Agora, pois, fique teu servo em lugar do menino como escravo do meu senhor, e suba o menino com seus irmãos. | Agora, pois, fique teu servo em logar d'este moço por escravo de meu senhor, e que suba o moço com os seus irmãos. |
| 34 | Porque como irei eu a meu pai sem o jovem? Não poderei, por não ver o mal que sobrevirá a meu pai. | Por que como subirei eu a meu pai, se o menino não estiver comigo? Para que não veja eu o mal que a meu pai sobrevirá. | Porque como subirei eu a meu pae, se o moço não fôr commigo? para que não veja eu o mal que sobrevirá a meu pae. , |