Bíblia
Jó 19
| BLIVRE | TB | ALM1911 | |
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| 1 | Porém Jó respondeu dizendo: | Então, respondeu Jó: | Respondeu porém Job, e disse: |
| 2 | Até quando atormentareis minha alma, e me quebrantareis com palavras? | Até quando afligireis a minha alma e me despedaçareis com palavras? | Até quando entristecereis a minha alma, e me quebrantareis com palavras? |
| 3 | Já dez vezes me humilhastes; não tendes vergonha em me maltratar. | Já são dez vezes que me haveis vituperado. Não vos envergonhais de me oprimir? | Já dez vezes me envergonhastes; vergonha não tendes: contra mim vos endureceis. |
| 4 | Mesmo se eu tiver errado, meu erro cabe apenas a mim. | Embora tenha eu de fato errado, o meu erro fica comigo. | Embora haja eu, na verdade, errado, comigo ficará o meu erro. |
| 5 | Visto que vos exaltais contra mim, e contra mim usais minha desgraça, | Se vos engrandecerdes na verdade contra mim e me incriminardes pelo meu opróbrio, | Se devéras vos levantaes contra mim, e me arguis com o meu opprobrio, |
| 6 | Sabei, pois, que foi Deus que me transtornou, e com sua rede me cercou. | sabei que Deus não me fez justiça e me cercou com a sua rede. | Sabei agora que Deus é o que me transtornou, e com a sua rede me cercou. |
| 7 | Eis que eu clamo: Violência! Porém não sou respondido; grito, porém não há justiça. | Eis que clamo: Violência! Porém não sou ouvido; peço socorro, porém não há justiça. | Eis que clamo: Violencia; porém não sou ouvido; grito: Soccorro; porém não ha justiça. |
| 8 | Ele entrincheirou meu caminho, de modo que não consigo passar; e pôs trevas sobre minhas veredas. | Com muros, fechou ele o meu caminho, de modo que não posso passar, e pôs trevas nas minhas veredas. | O meu caminho entrincheirou, e já não posso passar, e nas minhas veredas poz trevas. |
| 9 | Ele me despojou de minha honra, e tirou a coroa de minha cabeça. | Despojou-me da minha glória e tirou-me da cabeça a coroa. | Da minha honra me despojou; e tirou-me a corôa da minha cabeça. |
| 10 | Ele me derrubou por todos os lados, e pereço; e arrancou minha esperança como a uma árvore. | De todos os lados, me derrui, e eu me vou, e a minha esperança, arranca-a como uma árvore. | Derribou-me elle em roda, e eu me vou, e arrancou a minha esperança, como a uma arvore. |
| 11 | E fez inflamar contra mim sua ira, e me considerou para consigo como a um de seus inimigos. | Acende também a sua ira contra mim, e sou tido por ele como um dos seus adversários. | E fez inflammar contrar mim a sua ira, e me reputou para comsigo, como a seus inimigos. |
| 12 | Juntas vieram suas tropas; prepararam contra mim seu caminho, e se acamparam ao redor de minha tenda. | Avançam-se as suas tropas juntas, levantam um caminho alto contra mim, e acampam-se ao redor da minha tenda. | Juntas vieram as suas tropas, e prepararam contra mim o seu caminho, e se acamparam ao redor da minha tenda. |
| 13 | Ele afastou meus irmãos para longe de mim; e os que me conheciam agora me estranham. | Ele pôs longe de mim a meus irmãos, e os que me conhecem são de todo alienados de mim. | Poz longe de mim a meus irmãos, e os que me conhecem devéras me estranharam. |
| 14 | Meus parentes me deixaram, e meus conhecidos se esqueceram de mim. | Meus parentes faltaram, e os meus conhecidos esqueceram-se de mim. | Os meus parentes me deixaram, e os meus conhecidos se esqueceram de mim. |
| 15 | Os moradores de minha casa e minhas servas me tiveram por estranho; estrangeiro me tornei em seus olhos. | Os que moram em minha casa e as minhas servas me têm por estranho. Sou estrangeiro aos seus olhos. | Os meus domesticos e as minhas servas me reputaram como um estranho, e vim a ser um estrangeiro aos seus olhos. |
| 16 | Chamei a meu servo, e ele não respondeu; de minha própria boca eu lhe suplicava. | Chamo ao meu servo, e ele não me responde. Tenho que suplicar-lhe com a minha boca. | Chamei a meu creado, e elle me não respondeu, supplicando-lhe eu por minha propria bocca. |
| 17 | Meu hálito é estranho à minha mulher, e sou repugnante aos filhos de minha mãe. | O meu bafo é intolerável à minha mulher, sou repugnante aos filhos de minha mãe. | O meu bafo se fez estranho a minha mulher, e eu a supplico pelos filhos do meu corpo. |
| 18 | Até os meninos me desprezam; quando eu me levanto, falam contra mim. | Até os pequeninos me desprezam. Tentando levantar-me, falam de mim. | Até os rapazes me desprezam, e, levantando-me eu, fallam contra mim. |
| 19 | Todos os meus amigos próximos me abominam; e até aqueles que eu amava se viraram contra mim. | Todos os meus amigos íntimos me abominam, e os que eu amava me voltam as costas. | Todos os homens do meu secreto conselho me abominam, e até os que eu amava se tornaram contra mim. |
| 20 | Meus ossos se grudaram à minha pele e à minha carne; e escapei só com a pele de meus dentes. | Os meus ossos apegam-se à minha pele e à minha carne, e escapei-me com a pele dos meus dentes. | Os meus ossos se apegaram á minha pelle e á minha carne, e escapei só com a pelle dos meus dentes. |
| 21 | Compadecei-vos de mim, meus amigos, compadecei-vos de mim; pois a mão de Deus me tocou. | Compadecei-vos de mim, compadecei-vos de mim, amigos meus, pois a mão de Deus me tocou. | Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me tocou. |
| 22 | Por que vós me perseguis como Deus, e não vos fartais de minhas carne? | Por que me perseguis como Deus e não cessais de devorar a minha carne? | Porque me perseguis assim como Deus, e da minha carne vos não fartaes? |
| 23 | Ah se minhas palavras fossem escritas! Ah se fossem escritas em um livro! | Oxalá que as minhas palavras fossem agora escritas! Oxalá que fossem inscritas num livro! | Quem me déra agora, que as minhas palavras se escrevessem! quem me dera, que se gravassem n'um livro! |
| 24 | Que com ponta de ferro e com chumbo fossem esculpidas em pedra para sempre! | Que com uma pena de ferro e com chumbo, fossem para sempre gravadas na rocha! | E que, com penna de ferro, e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha! |
| 25 | Pois eu sei que meu Redentor vive, e ao fim se levantará sobre a terra; | Sei, porém, que o meu Redentor vive, e o que vem depois de mim se levantará em pé sobre o pó; | Porque eu sei que o meu Redemptor vive, e que estará em pé no derradeiro dia sobre o pó. |
| 26 | E mesmo depois de consumida minha pele, então em minha carne verei a Deus; | E, depois de destruída esta minha pele, mesmo fora da minha carne verei a Deus. | E depois de roida a minha pelle, comtudo desde a minha carne verei a Deus, |
| 27 | Ao qual eu verei para mim, e meus olhos o verão, e não outro. Isto é o que minhas entranhas anseiam dentro de mim. | Vê-lo-ei ao meu lado, e os meus olhos o contemplarão, não mais como adversário. Eis que os meus rins desfalecem dentro em mim. | A quem eu verei por mim mesmo, e os meus olhos o verão, e não outro: e por isso os meus rins se consomem no meu seio. |
| 28 | Se disserdes: Como o perseguiremos? Pois a raiz do problema se acha em mim, | Se disserdes: Como o havemos de perseguir! E que a causa deste mal se acha em mim, | Na verdade, que devieis dizer: Porque o perseguimos? Pois a raiz da accusação se acha em mim. |
| 29 | Temei vós mesmos a espada; pois furor há nos castigos pela espada; para que assim saibais que haverá julgamento. | temei a espada. Terríveis são os castigos dela, para que saibais que há juízo. | Temei vós mesmos a espada; porque o furor traz os castigos da espada, para saberdes que haverá um juizo. |