Bíblia
Jó 21
| BLIVRE | TB | ALM1911 | |
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| 1 | Porém Jó respondeu, dizendo: | Então, respondeu Jó: | Respondeu porém Job, e disse: |
| 2 | Ouvi atentamente minhas palavras, e seja isto vossas consolações. | Ouvi atentamente as minhas palavras; seja isso a consolação que me quereis dar. | Ouvi attentamente as minhas razões; e isto vos sirva de consolações. |
| 3 | Suportai-me, e eu falarei; e depois de eu ter falado, então zombai. | Permiti-me que eu também fale; e, havendo eu falado, zombai. | Soffrei-me, e eu fallarei: e, havendo eu fallado, zombae. |
| 4 | Por acaso eu me queixo de algum ser humano? Porém ainda que assim fosse ,por que meu espírito não se angustiaria? | É, porventura, do homem que eu me queixo? Não tenho motivo de me impacientar? | Porventura eu me queixo a algum homem? porém, ainda que assim fosse, porque se não angustiaria o meu espirito? |
| 5 | Olhai-me, e espantai-vos; e ponde a mão sobre a boca. | Olhai para mim, e pasmai, e ponde a mão sobre a vossa boca. | Olhae para mim, e pasmae: e ponde a mão sobre a bocca. |
| 6 | Pois quando eu me lembro disto ,me assombro, e minha carne é tomada de tremor. | Mesmo de pensar nisso, me perturbo, e o horror apodera-se da minha carne. | Porque, quando me lembro d'isto, me perturbo, e a minha carne é sobresaltada d'horror. |
| 7 | Por que razão os perversos vivem, envelhecem, e ainda crescem em poder? | Por que vivem os iníquos, se envelhecem e se robustecem em poder? | Por que razão vivem os impios? envelhecem, e ainda se esforçam em poder? |
| 8 | Seus filhos progridem com eles diante de seus rostos; e seus descendentes diante de seus olhos. | Seus filhos estabelecem-se com eles à sua vista, e os seus descendentes, diante dos seus olhos. | A sua semente se estabelece com elles perante a sua face; e os seus renovos perante os seus olhos. |
| 9 | Suas casas têm paz, sem temor, e a vara de Deus não está contra eles. | As suas casas estão livres de medo, e a vara de Deus não cai sobre eles. | As suas casas teem paz, sem temor; e a vara de Deus não está sobre elles. |
| 10 | Seus touros procriam, e não falham; suas vacas geram filhotes, e não abortam. | O seu touro gera e não falha; pare a sua vaca e não aborta. | O seu touro gera, e não falha: pare a sua vacca, e não aborta. |
| 11 | Suas crianças saem como um rebanho, e seus filhos saem dançando. | Fazem sair a seus filhos como um rebanho, e os seus pequenos saltam e brincam. | Mandam fóra as suas creanças, como a um rebanho, e seus filhos andam saltando. |
| 12 | Levantam a voz ao som de tamboril e de harpa e se alegram ao som de flauta. | Cantam ao som do tamboril e da harpa e regozijam-se ao som da flauta. | Levantam a voz, ao som do tamboril e da harpa, e alegram-se ao som dos orgãos. |
| 13 | Em prosperidade gastam seus dias, e em um momento descem ao mundo dos mortos. | Passam os seus dias em prosperidade e, num momento, descem ao Sheol. | Na prosperidade gastam os seus dias, e n'um momento descem á sepultura. |
| 14 | Assim dizem a Deus: Afasta-te de nós, porque não queremos conhecer teus caminhos. | Contudo, disseram a Deus: Retira-te de nós, pois não desejamos conhecer os teus caminhos. | E, todavia, dizem a Deus: Retirate de nós; porque não desejamos ter conhecimento dos teus caminhos. |
| 15 | Quem é o Todo-Poderoso, para que o sirvamos? E de que nos aproveitará que oremos a ele? | Que é o Todo-Poderoso, para que o sirvamos? Que nos aproveitará, se lhe dirigirmos orações? | Quem é o Todo-poderoso, para que nós o sirvamos? e que nos aproveitará que lhe façamos orações? |
| 16 | Eis que sua prosperidade não se deve às mãos deles. Longe de mim esteja o conselho dos perversos! | Eis que não está nas mãos deles a sua prosperidade. Longe de mim o conselho dos iníquos! | Vêde porém que o seu bem não está na mão d'elles: esteja longe de mim o conselho dos impios! |
| 17 | Quantas vezes sucede que a lâmpada dos perversos se apaga, e sua perdição vem sobre eles, e Deus em sua ira lhes reparte dores? | Quantas vezes sucede que se apaga a lâmpada dos iníquos? Que lhes sobrevém a calamidade? Que Deus, na sua ira, lhes distribui dores? | Quantas vezes succede que se apaga a candeia dos impios, e lhes sobrevem a sua destruição? e Deus na sua ira lhes reparte dôres! |
| 18 | Eles serão como palha diante do vento, como o restos de palha que o turbilhão arrebata. | Que eles são como a palha diante do vento e como a pragana que a tempestade leva? | Porque são como a palha diante do vento, e como a pragana, que arrebata o redemoinho. |
| 19 | Vós dizeis : Deus guarda sua violência para seus filhos. Que Deus pague ao próprio perverso ,para que o conheça. | Deus, dizeis vós, reserva a iniquidade do pai para seus filhos, mas é a ele mesmo que Deus deveria punir, para que o sinta. | Deus guarda a sua violencia para seus filhos, e lhe dá o pago, que o sente. |
| 20 | Seus olhos vejam sua ruína, e beba da ira do Todo-Poderoso. | Vejam os seus próprios olhos a sua destruição, e beba ele do furor do Todo-Poderoso. | Seus olhos vêem a sua ruina, e elle bebe do furor do Todo-poderoso. |
| 21 | Pois que interesse teria ele em sua casa depois de si, quando o número for cortado o número de seus meses? | Pois que se lhe dá a ele da sua casa depois de morto, quando lhe for cortado o número dos seus meses? | Porque, que prazer teria na sua casa, depois de si, cortando-se-lhe o numero dos seus mezes? |
| 22 | Poderia alguém ensinar conhecimento a Deus, que julga até os que estão no alto? | Acaso, a Deus ensinará alguém ciência, desde que é ele quem julga os que são elevados? | Porventura a Deus se ensinaria sciencia, a elle que julga os excelsos? |
| 23 | Alguém morre na sua força plena, estando todo tranquilo e próspero, | Um morre em seu pleno vigor, inteiramente sossegado e tranquilo; | Este morre na força da sua plenitude, estando todo quieto e socegado. |
| 24 | Seus baldes estando cheios de leite, e o tutano de seus ossos umedecido. | com os seus baldes cheios de leite e a medula dos seus ossos umedecida; | Os seus baldes estão cheios de leite, e os seus ossos estão regados de tutanos. |
| 25 | Porém outro morre com amargura de alma, nunca tendo experimentado a prosperidade. | outro, porém, morre em amargura de alma e nunca prova o bem; | E outro morre, ao contrario, na amargura do seu coração, não havendo comido do bem. |
| 26 | Juntamente jazem no pó, e os vermes os cobrem. | dormem juntamente no pó, cobrem-nos os vermes. | Juntamente jazem no pó, e os bichos os cobrem. |
| 27 | Eis que eu sei vossos pensamentos, e os mais intentos que planejais contra mim. | Eis que conheço os vossos pensamentos e os desígnios que injustamente imaginais contra mim. | Eis que conheço bem os vossos pensamentos: e os maus intentos com que injustamente me fazeis violencia. |
| 28 | Porque dizeis: Onde está a casa do príncipe?, e: Onde está tenda das moradas dos perversos? | Pois dizeis: Onde está a casa do príncipe? Onde está a tenda em que moravam os iníquos? | Porque direis: Onde está a casa do principe? e onde a tenda das moradas dos impios? |
| 29 | Por acaso não perguntastes aos que passam pelo caminho, e não conheceis seus sinais? | Porventura, não tendes interrogado aos viandantes? E desconheceis os fatos da sua experiência: | Porventura o não perguntastes aos que passam pelo caminho? e não conheceis os seus signaes? |
| 30 | Que os maus são preservados no dia da destruição, e são livrados no dia das fúrias? | que os homens maus são poupados no dia da calamidade, que são protegidos no dia do furor? | Que o mau é preservado para o dia da destruição; e são levados no dia do furor. |
| 31 | Quem lhe denunciará seu caminho em sua face? E quem lhe pagará pelo que ele fez? | Quem lhe lançará no rosto o seu caminho? Quem lhe dará o pago do que fez? | Quem accusará diante d'elle o seu caminho? e quem lhe dará o pago do que faz? |
| 32 | Finalmente ele é levado à sepultura, e no túmulo fazem vigilância. | Contudo, ele é levado para a sepultura, e vigiam-lhe o túmulo. | Finalmente é levado ás sepulturas, e vigia no montão. |
| 33 | Os torrões do vale lhe são doces; e todos o seguem; e adiante dele estão inúmeros. | Os torrões do vale lhe são leves, e todos os homens o imitarão, como ele o fez aos inumeráveis predecessores. | Os torrões do valle lhe são doces, e attrahe a si a todo o homem; e diante de si ha innumeraveis. |
| 34 | Como, pois, me consolais em vão, já que vossas em vossas respostas só resta falsidade? | Como, pois, me ofereceis consolações vãs, visto que das vossas respostas só resta a falsidade? | Como pois me consolaes com vaidade? pois nas vossas respostas ainda resta a transgressão. |