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Devocionais
Bíblia

Jó 30

BLIVRETBALM1911
1Porém agora riem de mim os mais jovens do que eu, cujos pais eu havia desdenhado até de os pôr com os cães de meu rebanho.Agora, porém, zombam de mim os de menos idade, cujos pais desdenhei de pôr com os cães do meu rebanho.Porém agora se riem de mim os de menos edade do que eu, cujos paes eu teria desdenhado de pôr com os cães do meu rebanho.
2De que também me serviria força de suas mãos, nos quais o vigor já pereceu?Pois de que me aproveitaria a força das mãos deles, homens nos quais já pereceu o vigor?De que tambem me serviria a força das suas mãos?já de velhice se tinham esgotado n'elles.
3Por causa da pobreza e da fome andavam sós; roem na terra seca, no lugar desolado e deserto em trevas.De míngua e fome estão emagrecidos; roem o deserto, desde muito em ruínas e desolado.De mingua e fome andavam sós, e recolhiam-se para os logares seccos, tenebrosos, assolados e desertos.
4Que colhiam malvas entre os arbustos, e seu alimento eram as raízes dos zimbros.Apanham malvas junto aos arbustos, e as raízes da giesta são o seu mantimento.Apanhavam malvas junto aos arbustos, e o seu mantimento eram as raizes dos zimbros.
5Do meio das pessoas eram expulsos, e gritavam contra eles, como a um ladrão.São expulsos do meio dos homens, e grita-se atrás deles como atrás dum gatuno.Do meio dos homens foram expulsos, e gritavam contra elles, como contra o ladrão:
6Habitavam nos barrancos dos ribeiros secos, nos buracos da terra, e nas rochas.Têm que habitar nos desfiladeiros sombrios, nas covas da terra e dos penhascos.Para habitarem nos barrancos dos valles, e nas cavernas da terra e das rochas.
7Bramavam entre os arbustos, e se ajuntavam debaixo das urtigas.Zurram entre os arbustos, estendem-se debaixo das urtigas,Bramavam entre os arbustos, e ajuntavam-se debaixo das ortigas.
8Eram filhos de tolos, filhos sem nome, e expulsos do país.São filhos de insensatos, filhos de gente infame; foram enxotados para fora do país.Eram filhos de doidos, e filhos de gente sem nome, e da terra foram expulsos.
9Porém agora sirvo-lhes de chacota, e sou para eles um provérbio de escárnio.Agora, vim a ser a sua canção e lhes sirvo de provérbio.Porém agora sou a sua canção, e lhes sirvo de rifão.
10Eles me abominam e se afastam de mim; porém não hesitam em cuspir no meu rosto.Eles me abominam, ficam longe de mim e não hesitam em me cuspir no rosto.Abominam-me, e fogem para longe de mim, e do meu rosto não reteem o seu escarro.
11Pois Deus desatou minha corda, e me oprimiu; por isso tiraram de si todo constrangimento perante meu rosto.Pois Deus afrouxou a sua corda e me afligiu. Eles também expeliram de si o freio diante de mim.Porque Deus desatou o meu cordão, e me opprimiu, pelo que sacudiram de si o freio perante o meu rosto.
12À direita os jovens se levantam; empurram meus pés, e preparam contra mim seus caminhos de destruição.À minha direita, levanta-se gente vil, empurram os seus pés e contra mim erigem o seu caminho de destruição.Á direita se levantam os moços; empurram os meus pés, e preparam contra mim os seus caminhos de destruição.
13Destroem meu caminho, e promovem minha miséria, sem necessitarem que alguém os ajude.Estragam a minha vereda e promovem a minha calamidade, uns homens esses a quem ninguém ajudaria.Desbarataram-me o meu caminho: promovem a minha miseria: não teem ajudador.
14Eles vêm contra mim como que por uma brecha larga, e revolvem-se entre a desolação.Como por uma larga brecha, entram; ao meio das ruínas, precipitam-se.Veem contra mim como por uma grande brecha, e revolvem-se entre a assolação.
15Pavores se voltam contra mim; perseguem minha honra como o vento, e como nuvem passou minha prosperidade.Terrores me assediam. A minha honra é levada como pelo vento. Como nuvem passou a minha prosperidade.Sobrevieram-me pavores; como vento perseguem a minha honra, e como nuvem passou a minha felicidade.
16Por isso agora minha alma se derrama em mim; dias de aflição têm me tomado.Agora, dentro de mim, se derrama a minha alma; apoderam-se de mim dias de aflição.E agora derrama-se em mim a minha alma: os dias da afflicção se apoderaram de mim.
17De noite meus ossos se furam em mim, e meus pulsos não descansam.À noite, os ossos se me traspassam e caem, e as dores que me devoram não descansam.De noite se me traspassam os meus ossos, e os pulsos das minhas veias não descançam.
18Por grande força de Deus minha roupa está estragada; ele me prendeu como a gola de minha roupa.Pela grande violência do mal, está desfigurado o meu vestido. Ele se cola ao meu corpo como o cabeção da minha túnica.Pela grandeza da força das dôres se demudou o meu vestido, e elle como o cabeção da minha tunica me cinge.
19Lançou-me na lama, e fiquei semelhante ao pó e à cinza.Deus lançou-me na lama, e tornei-me como pó e cinza.Lançou-me na lama, e fiquei similhante ao pó e á cinza.
20Clamo a ti, porém tu não me respondes; eu fico de pé, porém tu ficas apenas olhando para mim.Clamo a ti, e não me respondes; Ponho-me em pé, e olhas para mim.Clamo a ti, porém tu não me respondes: estou em pé, porém para mim não attentas.
21Tu te tornaste cruel para comigo; com a força de tua mão tu me atacas.Tornas-te cruel para comigo e, com a força da tua mão, me persegues.Tornaste-te a ser cruel contra mim: com a força da tua mão resistes violentamente.
22Levantas-me sobre o vento, e me fazes cavalgar sobre ele ; e dissolves o meu ser.Levantas-me ao vento, fazes-me cavalgar sobre ele; dissolves-me na tempestade.Levantas-me sobre o vento, fazes-me cavalgar sobre elle, e derretes-me o ser.
23Porque eu sei que me levarás à morte; e à casa determinada a todos os viventes.Pois sei que me levarás à morte e à casa de reunião estabelecida para todo o vivente.Porque eu sei que me levarás á morte e á casa do ajuntamento determinado a todos os viventes.
24Porém não se estende a mão para quem está em ruínas, quando clamam em sua opressão?Contudo, não estende a mão quem vai cair? Ou, ao ser ele destruído, não dá gritos?Porém não estenderá a mão para o montão de terra, se houve clamor n'elles contra mim na sua desventura.
25Por acaso eu não chorei pelo que estava em dificuldade, e minha alma não se angustiou pelo necessitado?Porventura, não chorava eu sobre o que estava angustiado? Não se afligia a minha alma pelo necessitado?Porventura, não chorei sobre aquelle que estava afflicto? ou não se angustiou a minha alma pelo necessitado?
26Quando eu esperava o bem, então veio o mal; quando eu esperava a luz, veio a escuridão.Esperando eu o bem, veio-me o mal; e, esperando a luz, veio a escuridão.Todavia aguardando eu o bem, então me veiu o mal, e esperando eu a luz, veiu a escuridão.
27Minhas entranhas fervem, e não se aquietam; dias de aflição me confrontam.As minhas entranhas fervem e não descansam; dias de aflição me sobrevieram.As minhas entranhas ferveram e não estão quietas: os dias da afflicção me surprehenderam.
28Ando escurecido, mas não pelo sol; levanto-me na congregação, e clamo por socorro.Denegrido ando, porém não do sol. Levanto-me na assembleia e clamo por socorro.Denegrido ando, porém não do sol, e, levantando-me na congregação, clamo por soccorro.
29Tornei-me irmão dos chacais, e companheiro dos avestruzes.Sou irmão dos chacais e companheiro de avestruzes.Irmão me fiz dos dragões, e companheiro dos abestruzes.
30Minha pele se escureceu sobre mim, e meus ossos se inflamam de febre.A minha pele enegrece e se me cai, e os meus ossos estão queimados do calor.Ennegreceu-se a minha pelle sobre mim, e os meus ossos estão queimados do calor.
31Por isso minha harpa passou a ser para lamentação, e minha flauta para vozes dos que choram.Por isso, se trocou a minha harpa em pranto, e a minha flauta, na voz dos que choram.Pelo que se trocou a minha harmonia em lamentação, e o meu orgão em voz dos que choram.