Bíblia
Jó 33
| BLIVRE | TB | ALM1911 | |
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| 1 | Portanto, Jó, ouve, por favor, meus dizeres, e dá ouvidos a todas as minhas palavras. | Todavia, peço-te, Jó, que ouças o meu discurso e que dês ouvidos a todas as minhas palavras. | Assim, na verdade, ó Job, ouve as minhas razões, e dá ouvidos a todas as minhas palavras. |
| 2 | Eis que já abri minha boca; minha língua já fala debaixo do meu céu da boca. | Eis que, agora, abro a minha boca, e, em minha boca, fala a minha língua. | Eis que já abri a minha bocca: já fallou a minha lingua debaixo do meu paladar. |
| 3 | Meus dizeres pronunciarão a integridade do meu coração, e o puro conhecimento dos meus lábios. | As minhas palavras vão mostrar que é reto o meu coração! Os meus lábios falarão com sinceridade o que sabem. | As minhas razões sairão da sinceridade do meu coração, e a pura sciencia dos meus labios. |
| 4 | O Espírito de Deus me fez, e o sopro do Todo-Poderoso me deu vida. | O Espírito de Deus me fez, e o assopro do Todo-Poderoso me dá vida. | O Espirito de Deus me fez: e a inspiração do Todo-poderoso me deu vida. |
| 5 | Se puderes, responde-me; dispõe-te perante mim, e persiste. | Se puderes, responde-me; põe as tuas palavras em ordem diante de mim, apresenta-te. | Se podes responde-me, põe por ordem diante de mim a tua causa, e levanta-te. |
| 6 | Eis que para Deus eu sou como tu; do barro também eu fui formado. | Eis que, diante de Deus, sou o que tu és; eu também sou formado do barro. | Eis que sou de Deus, como tu: do lodo tambem eu fui cortado. |
| 7 | Eis que meu terror não te espantará, nem minha mão será pesada sobre ti. | Eis que não inspiro terror que te amedronte, nem será pesada sobre ti a minha mão. | Eis que não te perturbará o meu terror, nem será pesada sobre ti a minha mão. |
| 8 | Certamente tu disseste a meus ouvidos, e eu ouvi a voz de tuas palavras, | Na verdade, disseste aos meus ouvidos, e ouvi o som das tuas palavras: | Na verdade que disseste aos meus ouvidos; e eu ouvi a voz das palavras, dizendo: |
| 9 | Que diziam : Eu sou limpo e sem transgressão; sou inocente, e não tenho culpa. | Estou limpo, sem transgressão; sou inocente, e não há em mim iniquidade. | Limpo estou, sem transgressão: puro sou; e não tenho culpa. |
| 10 | Eis que Deus buscou pretextos contra mim, e me tem por seu inimigo. | Eis que Deus procura motivos de inimizade comigo e me considera como o seu inimigo; | Eis que acha contra mim achaques, e me considerou como seu inimigo. |
| 11 | Ele pôs meus pés no tronco, e observa todas as minhas veredas. | põe no tronco os meus pés e observa todas as minhas veredas. | Põe no tronco os meus pés, e observa todas as minhas veredas. |
| 12 | Eis que nisto não foste justo, eu te respondo; pois Deus é maior que o ser humano. | Eu te responderei que, nisso, não tens razão, pois Deus é maior do que o homem. | Eis que n'isto te respondo: Não foste justo; porque maior é Deus do que o homem. |
| 13 | Por que razão brigas contra ele por não dar resposta às palavras do ser humano? | Queres contender com ele, porque ele não dá conta dos seus atos. | Por que razão contendeste com elle? porque não responde ácerca de todos os seus feitos. |
| 14 | Contudo Deus fala uma ou duas vezes, ainda que o ser humano não entenda. | Entretanto, Deus fala de um modo e ainda de outro modo, sem que o homem lhe atenda. | Antes Deus falla uma e duas vezes; porém ninguem attenta para isso. |
| 15 | Em sonho ou em visão noturna, quando o sono profundo cai sobre as pessoas, e adormecem na cama. | Em sonho, em visão noturna, quando cai sono profundo sobre os homens, e dormem na cama, | Em sonho ou em visão de noite, quando cae somno profundo sobre os homens, e adormecem na cama, |
| 16 | Então o revela ao ouvido das pessoas, e os sela com advertências; | então, lhes abre os ouvidos e lhes sela a instrução, | Então o revela ao ouvido dos homens, e lhes sella a sua instrucção. |
| 17 | Para desviar ao ser humano de sua obra, e do homem a soberba. | para apartar o homem do seu mau propósito e escondê-lo da soberba; | Para apartar o homem d'aquillo que faz, e esconder do homem a soberba. |
| 18 | Para desviar a sua alma da perdição, e sua vida de passar pela espada. | para guardar da cova a sua alma e que a sua vida não pereça pela espada. | Para desviar a sua alma da cova, e a sua vida de passar pela espada. |
| 19 | Também em sua cama é castigado com dores, com luta constante em seus ossos, | É castigado no seu leito com dores e, com luta constante, nos seus ossos. | Tambem na sua cama é com dôres castigado; como tambem a multidão de seus ossos com fortes dôres. |
| 20 | De modo que sua vida detesta até o pão, e sua alma a comida deliciosa. | De modo que a sua vida abomina o pão, e a sua alma, a comida apetecível. | De modo que a sua vida abomina até o pão, e a sua alma a comida appetecivel. |
| 21 | Sua carne desaparece da vista, e seus ossos, que antes não se viam, aparecem. | Consome-se a sua carne, de maneira que desaparece, e os seus ossos, que não se viam, se descobrem. | Desapparece a sua carne á vista d'olhos, e os seus ossos, que se não viam, agora apparecem: |
| 22 | Sua alma se aproxima da cova, e sua vida dos que causam a morte. | A sua alma aproxima-se da cova, e a sua vida, dos mensageiros da morte. | E a sua alma se vae chegando á cova, e a sua vida ao que traz morte. |
| 23 | Se com ele, pois, houver algum anjo, algum intérprete; um dentre mil, para anunciar ao ser humano o que lhe é correto, | Se houver com ele um anjo, um intérprete, um entre mil, para mostrar ao homem qual é o seu dever, | Se com elle pois houver um mensageiro, um interprete, um entre milhares, para declarar ao homem a sua rectidão, |
| 24 | Então Deus terá misericórdia dele, e lhe dirá: Livra-o, para que não desça à perdição; já achei o resgate. | então, Deus se compadece dele e diz ao anjo: Livra-o, para que não desça à cova; acabo de achar resgate. | Então terá misericordia d'elle, e lhe dirá: Livra-o, que não desça á cova; já achei resgate. |
| 25 | Sua carne se rejuvenescerá mais do que era na infância, e voltará aos dias de sua juventude. | A sua carne faz-se mais fresca do que a duma criança; ele torna aos dias da sua mocidade. | Sua carne se reverdecerá mais do que era na mocidade, e tornará aos dias da sua juventude. |
| 26 | Ele orará a Deus, que se agradará dele; e verá sua face com júbilo, porque ele restituirá ao ser humano sua justiça. | Ele ora a Deus, e Deus lhe é propício, de modo que lhe vê o rosto com júbilo e lhe restitui a sua justiça. | Devéras orará a Deus, o qual se agradará d'elle, e verá a sua face com jubilo, e restituirá ao homem a sua justiça. |
| 27 | Ele olhará para as pessoas, e dirá: Pequei, e perverti o que era correto, o que de nada me aproveitou. | Canta diante dos homens e diz: Pequei, e perverti o que era reto, e não fui punido como merecia. | Olhará para os homens, e dirá: Pequei, e perverti o direito, o que de nada me aproveitou. |
| 28 | Porém Deus livrou minha alma para que eu não passasse à cova, e agora minha vida vê a luz! | Deus resgatou a minha alma da cova, e a minha vida verá a luz. | Porém Deus livrou a minha alma de que não passasse a cova; assim que a minha vida vê a luz. |
| 29 | Eis que Deus faz tudo isto duas ou três vezes com o ser humano, | Eis que tudo isso faz Deus duas e três vezes ao homem, | Eis que tudo isto obra Deus, duas e tres vezes para com o homem; |
| 30 | Para desviar sua alma da perdição, e o iluminar com a luz dos viventes. | para reconduzir da cova a sua alma, a fim de que seja iluminado com a luz dos viventes. | Para desviar a sua alma da perdição, e o alumiar com a luz dos viventes. |
| 31 | Presta atenção, Jó, e ouve-me; cala-te, e eu falarei. | Atende, Jó, ouve-me; cala-te, e eu falarei. | Escuta pois, ó Job, ouve-me: cala-te, e eu fallarei. |
| 32 | Se tiveres o que dizer, responde-me; fala, porque eu quero te justificar. | Se tens alguma coisa que dizer, responde-me; fala, porque gostaria de te dar razão. | Se tens alguma coisa que dizer, responde-me: falla, porque desejo justificar-te. |
| 33 | E se não, escuta-me; cala-te, e eu ensinarei sabedoria. | Se não, escuta-me; cala-te, e eu te ensinarei a sabedoria. | Se não, escuta-me tu: cala-te, e ensinar-te-hei a sabedoria. |