Bíblia
Jó 34
| BLIVRE | TB | ALM1911 | |
|---|---|---|---|
| 1 | Eliú respondeu mais, dizendo: | Disse mais Eliú: | Respondeu mais Elihu, e disse: |
| 2 | Ouvi, vós sábios, minhas palavras; e vós, inteligentes, dai-me ouvidos. | Ouvi, sábios, as minhas palavras; escutai-me, vós que tendes conhecimento, | Ouvi, vós, sabios, as minhas razões: e vós, entendidos, inclinae, os ouvidos para mim. |
| 3 | Porque o ouvido prova as palavras, assim como o paladar experimenta a comida. | pois o ouvido prova as palavras, como o paladar experimenta a comida. | Porque o ouvido prova as palavras, como o paladar gosta a comida. |
| 4 | Escolhamos para nós o que é correto, e conheçamos entre nós o que é bom. | Escolhamos para nós o que é reto; conheçamos entre nós o que é bom. | O que é direito escolhamos para nós: e conheçamos entre nós o que é bom. |
| 5 | Pois Jó disse: Eu sou justo, e Deus tem me tirado meu direito. | Porque Jó disse: Sou justo, e Deus me tirou o direito. | Porque Job disse: Sou justo; e Deus tirou o meu direito. |
| 6 | Por acaso devo eu mentir quanto ao meu direito? Minha ferida é dolorosa mesmo que eu não tenha transgressão. | Apesar do meu direito, sou tido por mentiroso; incurável é a minha ferida, embora não seja um transgressor. | No meu direito me é forçoso mentir: dolorosa é a minha frecháda sem transgressão. |
| 7 | Que homem há como Jó, que bebe o escárnio como água? | Que homem há como Jó, que bebe o escárnio como água? | Que homem ha como Job, que bebe a zombaria como agua? |
| 8 | E que caminha na companhia dos que praticam maldade, e anda com homens perversos? | Que anda com os que obram a iniquidade e caminha com os homens iníquos? | E caminha em companhia com os que obram a iniquidade, e anda com homens impios? |
| 9 | Porque disse: De nada aproveita ao homem agradar-se em Deus. | Pois disse: De nada aproveita ao homem ter o seu prazer em Deus. | Porque disse: De nada aproveita ao homem o comprazer-se em Deus. |
| 10 | Portanto vós, homens de bom-senso, escutai-me; longe de Deus esteja a maldade, e do Todo- Poderoso a perversidade! | Portanto, ouvi-me, homens de entendimento. Longe esteja de Deus que pratique ele a maldade! E do Todo-Poderoso, que cometa a iniquidade! | Pelo que vós, homens d'entendimento, escutae-me: Deus esteja longe da impiedade, e o Todo-poderoso da perversidade! |
| 11 | Porque ele paga ao ser humano conforme sua obra, e faz a cada um conforme o seu caminho. | Pois retribuirá ao homem segundo as suas obras e pagará a cada um segundo os seus caminhos. | Porque, segundo a obra do homem, elle lh'o paga; e segundo o caminho de cada um lh'o faz achar. |
| 12 | Certamente Deus não faz injustiça, e o Todo-Poderoso não perverte o direito. | Na verdade, Deus não procederá iniquamente, nem o Todo-Poderoso perverterá o juízo. | Tambem, na verdade, Deus não obra impiamente; nem o Todo-poderoso perverte o juizo. |
| 13 | Quem o pôs para administrar a terra? E quem dispôs a todo o mundo? | Quem lhe encarregou de governar a terra? Ou quem organizou o mundo todo? | Quem lhe pedia conta do governo da terra? e quem dispoz a todo o mundo? |
| 14 | Se ele tomasse a decisão, e recolhesse para si seu espírito e seu fôlego, | Se ele pensar no homem, se recolher a si o seu espírito e o seu fôlego, | Se pozesse o seu coração contra elle, recolheria para si o seu espirito e o seu folego. |
| 15 | Toda carne juntamente expiraria, e o ser humano se tornaria em pó. | toda a carne perecerá dum golpe, e o homem voltará para o pó. | Toda a carne juntamente expiraria, e o homem se voltaria para o pó. |
| 16 | Se pois há em ti entendimento, ouve isto: dá ouvidos ao som de minhas palavras. | Se, pois, há em ti entendimento, ouve isto; escuta ao som das minhas palavras. | Se pois ha em ti entendimento, ouve isto; inclina os ouvidos á voz do meu discurso. |
| 17 | Por acaso quem odeia a justiça poderá governar? E condenarás tu ao Poderoso Justo? | Acaso, governará aquele que odeia o direito? Condenarás tu aquele que é justo e potente? | Porventura o que aborrece o direito ataria as feridas? e tu condemnarias aquelle que é justo? |
| 18 | Pode, por acaso, o rei ser chamado de vil, e os príncipes de perversos? | Deve dizer-se ao rei: Tu és vil? Ou aos nobres: Vós sois iníquos? | Ou dir-se-ha a um rei, Oh! Belial? aos principes, Oh! impios? |
| 19 | Quanto menos a aquele que não faz acepção de pessoas de príncipes, nem valoriza mais o rico que o pobre! Pois todos são obras de suas mãos. | Quanto menos àquele que não guarda respeito às pessoas de príncipes, nem estima o rico mais do que o pobre? Pois todos são obras das suas mãos. | Quanto menos áquelle, que não faz accepção das pessoas de principes, nem estima o rico mais do que o pobre; porque todos são obras de suas mãos |
| 20 | Em um momento morrem; e à meia noite os povos são sacudidos, e passam; e o poderoso será tomado sem ação humana. | De improviso morrem, à meia noite; estremecem os povos e passam, e os poderosos são tirados sem intervenção humana. | Elles n'um momento morrem; e até á meia noite os povos são perturbados, e passam, e o poderoso será tomado sem mão |
| 21 | Porque seus olhos estão sobre os caminhos do homem, e ele vê todos os seus passos. | Os olhos de Deus estão sobre os caminhos do homem, e vê todos os seus passos. | Porque os seus olhos estão sobre os caminhos de cada um, e elle vê todos os seus passos. |
| 22 | Não há trevas nem sombra de morte em que os que praticam maldade possam se esconder. | Não há trevas nem sombra da morte, onde se escondam os que obram a iniquidade. | Não ha trevas nem sombra de morte, onde se escondam os que obram a iniquidade. |
| 23 | Pois ele não precisa observar tanto ao homem para que este possa entrar em juízo com Deus. | Pois Deus não precisa observar o homem por longo tempo, para que este compareça perante ele em juízo. | Porque não se faz tanto caso do homem que contra Deus possa entrar em juizo. |
| 24 | Ele quebranta aos fortes sem precisar de investigação, e põe outros em seu lugar. | Ele despedaça os poderosos sem tomar informação e põe outros em lugar deles. | Quebranta aos fortes, sem que se possa inquirir, e põe outros em seu logar. |
| 25 | Visto que ele conhece suas obras, de noite os trastorna, e ficam destroçados. | Portanto, toma conhecimento das suas obras e, de noite, os transtorna, de sorte que são esmagados. | Elle conhece pois as suas obras, de noite os transtorna, e ficam moidos. |
| 26 | Ele os espanca à vista pública por serem maus. | Ele os fere como iníquos, à vista de todos, | Elle os bate como impios que são, no logar dos expectadores: |
| 27 | Pois eles se desviaram de segui-lo, e não deram atenção a nenhum de seus caminhos. | porque se desviaram e não o seguiram; não quiseram compreender nenhum dos seus caminhos, | Porquanto se desviaram d'atraz d'elle, e não comprehenderam nenhum de seus caminhos. |
| 28 | Assim fizeram com que viesse a ele o clamor do pobre, e ele ouvisse o clamor dos aflitos. | fazendo que o clamor do pobre subisse a Deus, que ouviu o clamor dos aflitos. | Para fazer que o clamor do pobre subisse até elle, e que ouvisse o clamor dos afflictos. |
| 29 | E se ele ficar quieto, quem o condenará? Se ele esconder o rosto, quem o olhará? Ele está quer sobre um povo, quer sobre um único ser humano, | Quando ele dá tranquilidade, quem pode condenar? Quando esconde o seu rosto, quem o pode contemplar? Trata igualmente seja uma nação seja um homem, | Se elle aquietar, quem então inquietará? se encobrir o rosto, quem então o poderá contemplar, seja para com um povo, seja para com um homem só? |
| 30 | Para que a pessoa hipócrita não reine, e não haja ciladas ao povo. | para que o ímpio não reine, e não haja quem iluda o povo. | Para que o homem hypocrita nunca mais reine, e não haja laços do povo. |
| 31 | Por que não tão somente se diz: Suportei teu castigo não farei mais o que é errado; | Pois jamais disse alguém a Deus: Tenho suportado castigos, ainda que não ofendo. | Na verdade, quem a Deus disse: Supportei castigo, não perecerei. |
| 32 | Ensina-me o que não vejo; se fiz alguma maldade, nunca mais a farei? | O que não vejo, ensina-mo tu; se tenho feito iniquidade, não a tornarei a fazer? | O que não vejo, ensina-m'o tu: se fiz alguma maldade, nunca mais a hei de fazer. |
| 33 | Será a recompensa da parte dele como tu queres, para que a recuses? És tu que escolhes, e não eu; o que tu sabes, fala. | Será a sua recompensa, como queres, para que a recuses? Pois tu tens que fazer a escolha e não eu. Portanto, fala o que sabes. | Virá de ti como o recompensará, pois tu o desprezas? farias tu pois, e não eu, a escolha: que é logo o que sabes? falla. |
| 34 | As pessoas de entendimento dirão comigo, e o homem sábio me ouvirá; | Os homens de entendimento dir-me-ão, e todo o sábio que me ouve: | Os homens de entendimento dirão comigo, e o varão sabio me ouvirá. |
| 35 | Jó não fala com conhecimento, e a suas palavras falta prudência. | Jó fala sem conhecimento, e as suas palavras são despidas de sabedoria. | Job fallou sem sciencia; e ás suas palavras falta prudencia. |
| 36 | Queria eu que Jó fosse provado até o fim, por causa de suas respostas comparáveis a de homens malignos. | Oxalá que Jó fosse provado até o fim, porque respondeu como os iníquos! | Pae meu! provado seja Job até ao fim, para as suas respostas entre os homens malignos. |
| 37 | Pois ao seu pecado ele acrescentou rebeldia; ele bate as mãos de forma desrespeitosa entre nós, e multiplica suas palavras contra Deus. | Pois ao seu pecado acrescenta a rebelião; ele bate as mãos no meio de nós e multiplica as suas palavras contra Deus. | Porque ao seu peccado accrescenta a transgressão; entre nós bateria as palmas das mãos, e multiplicaria contra Deus as suas razões. |