Bíblia
Jó 3
| BLIVRE | TB | ALM1911 | |
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| 1 | Depois disto Jó abriu sua boca, e amaldiçoou seu dia. | Depois disso, começou Jó a falar e amaldiçoou o seu dia. | Depois d'isto abriu Job a sua bocca, e amaldiçoou o seu dia. |
| 2 | Pois Jó respondeu, e disse: | E Jó disse: | E Job respondeu, e disse: |
| 3 | Pereça o dia em que nasci, e a noite em que se disse: Um homem foi concebido. | Pereça o dia em que nasci e a noite que disse: Foi concebido um homem. | Pereça o dia em que nasci, e a noite em que se disse: Foi concebido um homem! |
| 4 | Torne-se aquele dia em trevas; Deus não lhe dê atenção desde acima, nem claridade brilhe sobre ele. | Converta-se aquele dia em trevas; não olhe Deus para ele lá de cima, nem sobre ele resplandeça a luz. | Converta-se aquelle dia em trevas; e Deus de cima não tenha cuidado d'elle, nem resplandeça sobre elle a luz. |
| 5 | Reivindiquem-no para si trevas e sombra de morte; nuvens habitem sobre ele; a escuridão do dia o espante. | Reclamem-no para si as trevas e a sombra da morte; sobre ele façam as nuvens a sua habitação; espante-o tudo o que escurece o dia. | Contaminem-n'o as trevas e a sombra de morte; habitem sobre elle nuvens: a escuridão do dia o espante! |
| 6 | Tome a escuridão aquela noite; não seja contada entre os dias do ano, nem faça parte do número dos meses. | Aquela noite! Dela se apoderem densas trevas; de que têm cantado os homens cantam. não entre em o número dos meses. | A escuridão tome aquella noite, e não se goze entre os dias do anno, e não entre no numero dos mezes! |
| 7 | Ah se aquela noite fosse solitária, e música de alegria não viesse a ela! | Seja estéril aquela noite, e nela não se ouçam vozes de regozijo. | Ah que solitaria seja aquella noite, e suave musica não entre n'ella! |
| 8 | Amaldiçoem-na os que amaldiçoam o dia, os que se preparam para levantar seu pranto. | Amaldiçoem-na os que amaldiçoam o dia e são peritos em suscitar o Leviatã. | Amaldiçoem-n'a aquelles que amaldiçoam o dia, que estão promptos para levantar o seu pranto. |
| 9 | Escureçam-se as estrelas de sua manhã; espere a luz, e não venha, e as pálpebras não vejam o amanhecer; | Escureçam-se as estrelas da sua alva; espere ela a luz, e a luz não venha, e não veja as pálpebras da manhã, | Escureçam-se as estrellas do seu crepusculo; que espere a luz, e não venha: e não veja as pestanas dos olhos da alva! |
| 10 | Pois não fechou as portas do ventre onde eu estava, nem escondeu de meus olhos o sofrimento. | Porque não fechou as portas do ventre de minha mãe, nem escondeu dos meus olhos a aflição. | Porque não fechou as portas do ventre; nem escondeu dos meus olhos a canceira? |
| 11 | Por que eu não morri desde a madre, ou perdi a vida ao sair do ventre? | Por que não morri ao sair da madre? Por que não expirei ao deixar as entranhas? | Porque não morri eu desde a madre? e em saindo do ventre, não expirei? |
| 12 | Por que joelhos me receberam? E por que seios me amamentaram? | Por que me receberam os joelhos? Ou por que os peitos me amamentaram? | Porque me receberam os joelhos? e porque os peitos, para que mamasse? |
| 13 | Pois agora eu jazeria e repousaria; dormiria, e então haveria repouso para mim; | Pois, agora, eu estaria deitado e quieto; eu dormiria e assim teria estado em descanso, | Porque já agora jazera e repousara; dormiria, e então haveria repouso para mim. |
| 14 | Com os reis e os conselheiros da terra, que edificavam para si os desertos; | juntamente com os reis e conselheiros da terra que edificaram para si mausoléus; | Com os reis e conselheiros da terra, que se edificavam casas nos logares assolados, |
| 15 | Ou com os príncipes que tinham ouro, que enchiam suas casas de prata. | ou como os príncipes que possuíram ouro, os quais encheram as suas casas de prata; | Ou com os principes que tinham oiro, que enchiam as suas casas de prata, |
| 16 | Ou por que não fui como um aborto oculto, como as crianças que nunca viram a luz? | ou como aborto oculto eu não teria existido, como infantes que nunca viram a luz. | Ou como aborto occulto, não existiria: como as creanças que não viram a luz. |
| 17 | Ali os maus deixam de perturbar, e ali repousam os cansados de forças. | Ali, os ímpios cessam de inquietar, e ali descansam os cansados. | Ali os maus cessam de perturbar: e ali repousam os cançados. |
| 18 | Ali os prisioneiros juntamente repousam; e não ouvem a voz do opressor. | Ali, os encarcerados juntos repousam; não ouvem a voz do encantador. | Ali os presos juntamente repousam, e não ouvem a voz do exactor: |
| 19 | Ali estão o pequeno e o grande; e o servo livre está de seu senhor. | O pequeno e o grande ali estão, e o servo está livre do seu senhor. | Ali está o pequeno e o grande, e o servo fica livre de seu senhor. |
| 20 | Por que se dá luz ao sofredor, e vida aos amargos de alma, | Porque se concede luz ao aflito, e vida, aos amargurados de alma, | Porque se dá luz ao miseravel, e vida aos amargosos d'animo? |
| 21 | Que esperam a morte, e ela não chega, e que a buscam mais que tesouros; | que esperam a morte, sem que ela venha, e cavam em procura dela mais do que de tesouros escondidos; | Que esperam a morte, e não se acha: e cavam em busca d'ella mais do que de thesouros occultos: |
| 22 | Que saltam de alegram e ficam contentes quando acham a sepultura? | que se regozijam em extremo e exultam quando podem achar a sepultura? | Que d'alegria saltam, e exultam, achando a sepultura: |
| 23 | E também ao homem cujo caminho é oculto, e a quem Deus o encobriu? | Ao homem cujo caminho está escondido, e a quem Deus cercou de todos os lados? | Ao homem, cujo caminho é occulto, e a quem Deus o encobriu? |
| 24 | Pois antes do meu pão vem meu suspiro; e meus gemidos correm como águas. | Como a minha comida, vêm os meus suspiros, e, como águas, se derramam os meus gemidos. | Porque antes do meu pão vem o meu suspiro: e os meus gemidos se derramam como agua. |
| 25 | Pois aquilo eu temia tanto veio a mim, e aquilo que tinha medo me aconteceu. | Pois aquilo que temo me sobrevém, e o de que tenho medo me acontece. | Porque o temor que temo me veiu: e o que receiava me aconteceu. |
| 26 | Não tenho tido descanso, nem tranquilidade, nem repouso; mas perturbação veio sobre mim. | Não tenho repouso, nem estou quieto, nem tenho descanso, mas vem inquietação. | Nunca estive descançado, nem soceguei, nem repousei, mas veiu sobre mim a perturbação. |