Bíblia
Jó 4
| BLIVRE | TB | ALM1911 | |
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| 1 | Então Elifaz o temanita respondeu, dizendo: | Então, respondeu Elifaz, temanita: | Então respondeu Eliphaz o temanita, e disse: |
| 2 | Se tentarmos falar contigo, ficarás incomodado? Mas quem poderia deter as palavras? | Se alguém intentar falar-te, enfadar-te-ás? Mas quem poderá conter as palavras? | Se intentarmos fallar-te, enfadar-te-has? mas quem poderia conter as palavras? |
| 3 | Eis que tu ensinavas a muitos, e fortalecias as mãos fracas; | Eis que tens ensinado a muitos e tens fortalecido as mãos fracas. | Eis que ensinaste a muitos, e esforçaste as mãos fracas. |
| 4 | Tuas palavras levantavam aos que tropeçavam, e fortificavas os joelhos que desfaleciam. | As tuas palavras têm sustentado aos que estavam caindo, e tens fortalecido os joelhos trêmulos. | As tuas palavras levantaram os que tropeçavam e os joelhos desfallecentes fortificaste. |
| 5 | Mas agora isso que aconteceu contigo, tu te cansas; e quando isso te tocou, te perturbas. | Porém, agora, que se trata de ti, te enfadas; agora, que és atingido, te perturbas. | Mas agora a ti te vem, e te enfadas: e, tocando-te a ti, te perturbas. |
| 6 | Por acaso não era o teu temor a Deus a tua confiança, e a integridade dos teus caminhos tua esperança? | O teu temor de Deus não é a tua confiança, e a tua esperança, a integridade dos teus caminhos? | Porventura não era o teu temor de Deus a tua confiança, e a tua esperança a sinceridade dos teus caminhos? |
| 7 | Lembra-te agora, qual foi o inocente que pereceu? E onde os corretos foram destruídos? | Lembra-te, pois, quem, sendo inocente, jamais pereceu? E onde foram os retos exterminados? | Lembra-te agora qual é o innocente que jamais perecesse? e onde foram os sinceros destruidos? |
| 8 | Como eu tenho visto, os que lavram injustiça e semeiam opressão colhem o mesmo. | Conforme tenho visto, os que cultivam iniquidade e semeiam aflição as segam. | Como eu tenho visto, os que lavram iniquidade, e semeam trabalho segam o mesmo. |
| 9 | Com o sopro de Deus eles perecem, e pelo vento de sua ira são consumidos. | Pelo assopro de Deus, perecem e, pela rajada da sua ira, são consumidos. | Com o bafo de Deus perecem; e com o assopro da sua ira se consomem. |
| 10 | O rugido do leão, a voz do leão feroz, e os dentes dos leões jovens são quebrantados. | O rugido do leão, e a voz do leão feroz, e os dentes dos leões novos são quebrados. | O bramido do leão, e a voz do leão feroz, e os dentes dos leõezinhos se quebrantam. |
| 11 | O leão velho perece por falta de presa, e os filhotes da leoa se dispersam. | O leão velho perece por falta de presa, e os cachorros da leoa são espalhados. | Perece o leão velho, porque não ha preza; e os filhos da leoa andam esparzidos. |
| 12 | Uma palavra me foi dita em segredo, e meu ouvidos escutaram um sussurro dela. | Mas a mim se me disse uma palavra em segredo, e os meus ouvidos perceberam um sussurro dela. | Uma palavra se me disse em segredo; e os meus ouvidos perceberam um sussurro d'ella. |
| 13 | Em imaginações de visões noturnas, quando o sono profundo cai sobre os homens, | No meio dos pensamentos que nascem das visões noturnas, quando profundo sono cai sobre os homens, | Entre imaginações de visões da noite, quando cae sobre os homens o somno profundo; |
| 14 | Espanto e tremor vieram sobre mim, que espantou todos os meus ossos. | sobrevieram-me medo e tremor, que fizeram estremecer todos os meus ossos. | Sobreveiu-me o espanto e o tremor, e todos os meus ossos estremeceram. |
| 15 | Então um vento passou por diante de mim, que fez arrepiar os pelos de minha carne. | Então, passou um sopro sobre o meu rosto; arrepiaram-se os cabelos da minha carne. | Então um espirito passou por diante de mim; fez-me arrepiar os cabellos da minha carne; |
| 16 | Ele parou, mas não reconheci sua feição; uma figura estava diante de meus olhos, e ouvi uma voz quieta, que dizia : | Alguém, cuja aparência eu não podia discernir, parou; um vulto estava diante dos meus olhos. Houve silêncio, e ouvi uma voz: | Parou elle, porém não conheci a sua feição; um vulto estava diante dos meus olhos: e, calando-me, ouvi uma voz que dizia: |
| 17 | Seria o ser humano mais justo que Deus? Seria o homem mais puro que seu Criador? | Pode o mortal ser justo diante de Deus? Pode o varão ser puro diante do seu Criador? | Seria porventura o homem mais justo do que Deus? seria porventura o varão mais puro do que o seu Creador? |
| 18 | Visto que ele não confia em seus servos, e considera seus anjos como loucos, | Eis que Deus não confia nos seus servos e aos seus anjos atribui loucura. | Eis-que nos seus servos não confiaria, e aos seus anjos imputaria loucura: |
| 19 | Quanto mais naqueles que habitam em casas de lodo, cujo fundamento está no pó, e são esmagáveis como a traça! | Quanto mais aos que moram em casas de lodo, que têm o seu fundamento no pó, e que são machucados como a traça! | Quanto menos n'aquelles que habitam em casas de lodo, cujo fundamento está no pó, e são machucados como a traça! |
| 20 | Desde a manhã até a tarde são despedaçados, e perecem sempre, sem que ninguém perceba. | Nascem de manhã e, à tarde, são destruídos. Perecem para sempre, sem que disso se faça caso. | Desde a manhã até á tarde são despedaçados: e eternamente perecem sem que d'isso se faça caso. |
| 21 | Por acaso sua excelência não se perde com eles mesmos? Eles morrem sem sabedoria. | Se dentro deles é arrancada a corda da tenda, morrem e não atingem a sabedoria. | Porventura se não passa com elles a sua excellencia? morrem, porém sem sabedoria. |