Bíblia
Jó 6
| BLIVRE | TB | ALM1911 | |
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| 1 | Mas Jó respondeu, dizendo: | Então, Jó respondeu: | Então Job respondeu, e disse: |
| 2 | Oh se pesassem justamente minha aflição, e meu tormento juntamente fosse posto em uma balança! | Oxalá que, de fato, se pesasse a minha insubmissão, e juntamente, na balança, se pusesse a minha calamidade! | Oh se a minha magoa rectamente se pezasse, e a minha miseria juntamente se alçasse n'uma balança! |
| 3 | Pois na verdade seria mais pesada que a areia dos mares; por isso minhas palavras têm sido impulsivas. | Pois, agora, seria esta mais pesada do que a areia dos mares. Portanto, as minhas palavras foram temerárias. | Porque na verdade mais pesada seria, do que a areia dos mares: por isso é que as minhas palavras se me afogam. |
| 4 | Porque as flechas do Todo-Poderoso estão em mim, cujo veneno meu espírito bebe; e temores de Deus me atacam. | Porque as setas do Todo-Poderoso estão em mim cravadas, e o meu espírito suga o veneno delas. Os terrores de Deus se arregimentam contra mim. | Porque as frechas do Todo-poderoso estão em mim, cujo ardente veneno me chupa o espirito: os terrores de Deus se armam contra mim. |
| 5 | Por acaso o asno selvagem zurra junto à erva, ou o boi berra junto a seu pasto? | Zurrará o asno montês quando tiver erva? Ou mugirá o boi junto ao seu pasto? | Porventura zurrará o jumento montez junto á relva? ou berrará o boi junto ao seu pasto? |
| 6 | Por acaso se come o insípido sem sal? Ou há gosto na clara do ovo? | Pode comer-se sem sal o que é insípido? Ou há gosto na clara do ovo? | Ou comer-se-ha sem sal o que é insipido? ou haverá gosto na clara do ovo? |
| 7 | Minha alma se recusa tocar essas coisas ,que são para mim como comida detestável. | Isto! … A minha alma recusa tocá-lo, é para mim como comida repugnante. | A minha alma recusa tocal-o, pois é como a minha comida fastienta. |
| 8 | Ah se meu pedido fosse realizado, e se Deus me desse o que espero! | Quem dera que se cumprisse o meu rogo, e que Deus me concedesse o que anelo! | Quem dera que se cumprisse o meu desejo, e que Deus me désse o que espero! |
| 9 | Que Deus me destruísse; ele soltasse sua mão, e acabasse comigo! | Que fosse do agrado de Deus esmagar-me, que estendesse a sua mão, e me exterminasse! | E que Deus quizesse quebrantar-me, e soltasse a sua mão, e me acabasse! |
| 10 | Isto ainda seria meu consolo, um alívio em meio ao tormento que não me poupa; pois eu não tenho escondido as palavras do Santo. | Então, eu acharia ainda conforto e exultaria na dor que não poupa; porque não tenho negado as palavras do Santo. | Isto ainda seria a minha consolação, e me refrigeraria no meu tormento, não me perdoando elle; porque não occultei as palavras do Sancto. |
| 11 | Qual é minha força para que eu espere? E qual meu fim, para que eu prolongue minha vida? | Pois que força é a minha, para que eu espere? Ou qual é o meu fim, para me portar com paciência? | Qual é a minha força, para que eu espere? ou qual é o meu fim, para que prolongue a minha vida? |
| 12 | É, por acaso, a minha força a força de pedras? Minha carne é de bronze? | É a minha força a força de pedras? Ou é de cobre a minha carne? | É porventura a minha força a força de pedra? Ou é de cobre a minha carne? |
| 13 | Tenho eu como ajudar a mim mesmo, se todo auxílio me foi tirado? | Não é verdade que não há socorro em mim, e que o ser bem sucedido me é vedado? | Ou não está em mim a minha ajuda? ou desamparou-me a verdadeira sabedoria? |
| 14 | Ao aflito, seus amigos deviam ser misericordiosos, mesmo se ele tivesse abandonado o temor ao Todo-Poderoso. | Ao que está prestes a sucumbir deve o amigo mostrar compaixão, mesmo ao que abandona o temor do Todo-Poderoso. | Ao que está afflicto devia o amigo mostrar compaixão, ainda ao que deixasse o temor do Todo-poderoso. |
| 15 | Meus irmãos foram traiçoeiros comigo, como ribeiro, como correntes de águas que transbordam, | Meus irmãos houveram-se aleivosamente como uma torrente, como o canal de torrentes que desaparecem; | Meus irmãos aleivosamente me fallaram, como um ribeiro, como a torrente dos ribeiros que passam. |
| 16 | Que estão escurecidas pelo gelo, e nelas se esconde a neve; | as quais se turvam com o gelo, e nelas se esconde a neve. | Que estão encobertos com a geada, e n'elles se esconde a neve. |
| 17 | Que no tempo do calor se secam e, ao se aquecerem, desaparecem de seu lugar; | No tempo em que ficam quentes, desvanecem; quando vem o calor, se fazem secas. | No tempo em que se derretem com o calor se desfazem, e em se aquentando, desapparecem do seu logar. |
| 18 | Os cursos de seus caminhos se desviam; vão se minguando, e perecem. | As caravanas que acompanham o seu curso se desviam; sobem ao deserto e perecem. | Desviam-se as veredas dos seus caminhos: sobem ao vacuo, e perecem. |
| 19 | As caravanas de Temã as veem; os viajantes de Sabá esperam por elas. | As caravanas de Tema viram, e os viandantes de Sabá por elas esperaram. | Os caminhantes de Tema os vêem; os passageiros de Sheba olham para elles. |
| 20 | Foram envergonhados por aquilo em que confiavam; e ao chegarem ali, ficaram desapontados. | Ficaram desapontados por terem esperado, chegaram ali e ficaram confundidos. | Foram envergonhados, por terem confiado e, chegando ali, se confundem. |
| 21 | Agora, vós vos tornastes semelhantes a elas; pois vistes o terror, e temestes. | Assim, pois, vos assemelhais à torrente; vedes em mim um terror e tendes medo. | Agora sois similhantes a elles: vistes o terror, e temestes. |
| 22 | Por acaso eu disse: Trazei-me algo ? Ou: Dai presente a mim de vossa riqueza? | Acaso, disse eu: Dai-me um presente? Ou: Fazei-me uma oferta da vossa fazenda? | Disse-vos eu: Dae-me ou offerecei-me da vossa fazenda presentes? |
| 23 | Ou: Livrai-me da mão do opressor? Ou: Resgatai-me das mãos dos violentos? | Ou: Livrai-me da mão do adversário? Ou: Redimi-me do poder dos opressores? | Ou livrae-me das mãos do oppressor? ou redemi-me das mãos dos tyrannos? |
| 24 | Ensinai-me, e eu me calarei; e fazei-me entender em que errei. | Ensinai-me, e eu me calarei; e fazei-me entender em que tenho errado. | Ensinae-me, e eu me calarei: e dae-me a entender em que errei. |
| 25 | Como são fortes as palavras de boa razão! Mas o que vossa repreensão reprova? | Quão persuasivas são palavras de justiça! Mas que é o que a vossa arguição reprova? | Oh! quão fortes são as palavras da boa razão! mas que é o que argue a vossa arguição? |
| 26 | Pretendeis repreender palavras, sendo que os argumentos do desesperado são como o vento? | Acaso, pensais em reprovardes palavras, sendo que os ditos do homem desesperado são proferidos ao vento? | Porventura buscareis palavras para me reprehenderdes, visto que as razões do desesperado estão como vento? |
| 27 | De fato vós lançaríeis sortes sobre o órfão, e venderíeis vosso amigo. | Até quereis deitar sorte sobre o órfão e fazer mercadoria do vosso amigo. | Mas antes lançaes sortes sobre o orphão; e cavaes uma cova para o vosso amigo. |
| 28 | Agora, pois, disponde-vos a olhar para mim; e vede se eu minto diante de vós. | Agora, pois, tende a bondade de olhar para mim, porque, certamente, à vossa face, não mentirei. | Agora pois, se sois servidos, virae-vos para mim; e vede se minto em vossa presença. |
| 29 | Mudai de opinião, pois, e não haja perversidade; mudai de opinião, pois minha justiça continua. | Mudai de parecer, vos peço, não haja injustiça; Sim, mudai de parecer; a minha causa é justa. | Voltae pois, não haja iniquidade: tornae-vos, digo, que ainda a minha justiça apparecerá n'isso. |
| 30 | Há perversidade em minha língua? Não poderia meu paladar discernir as coisas más? | Há injustiça na minha língua? Não pode o meu paladar discernir coisas perniciosas? | Ha porventura iniquidade na minha lingua? Ou não poderia o meu paladar dar a entender as minhas miserias? |