Bíblia
Jó 7
| BLIVRE | TB | ALM1911 | |
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| 1 | Por acaso o ser humano não tem um trabalho duro sobre a terra, e não são seus dias como os dias de um assalariado? | Não é a sorte do homem sobre a terra a dum soldado? Não são os seus dias como os dum jornaleiro? | Porventura não tem o homem guerra sobre a terra? e não são os seus dias como os dias do jornaleiro? |
| 2 | Como o servo suspira pela sombra, e como o assalariado espera por seu pagamento, | Como o escravo que suspira pela sombra e como o jornaleiro que espera pela sua paga, | Como o cervo que suspira pela sombra, e como o jornaleiro que espera pela sua paga, |
| 3 | Assim também me deram por herança meses inúteis, e me prepararam noites de sofrimento. | assim se me fez passar meses de vaidade, e noites trabalhosas me são apontadas. | Assim me deram por herança mezes de vaidade: e noites de trabalho me prepararam. |
| 4 | Quando eu me deito, pergunto: Quando me levantarei? Mas a noite se prolonga, e me canso de me virar na cama até o amanhecer. | Ao deitar-me, digo: Quando me levantarei? Mas comprida é a noite; estou farto de me revolver até o romper da alva. | Deitando-me a dormir, então digo, Quando me levantarei? mas comprida é a noite, e farto-me de me voltar na cama até á alva. |
| 5 | Minha carne está coberta de vermes e de crostas de pó; meu pele está rachada e horrível. | A minha carne está vestida de vermes e de crostas terrosas; a minha pele solda-se e, de novo, rebenta. | A minha carne se tem vestido de bichos e de torrões de pó: a minha pelle está gretada, e se fez abominavel. |
| 6 | Meus dias são mais rápidos que a lançadeira do tecelão, e perecem sem esperança. | Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão e gastam-se sem esperança. | Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão, e pereceram sem esperança. |
| 7 | Lembra-te que minha vida é um sopro; meus olhos não voltarão a ver o bem. | Lembra-te de que a minha vida é vento; os meus olhos não tornarão a ver a felicidade. | Lembra-te de que a minha vida é como o vento; os meus olhos não tornarão a ver o bem. |
| 8 | Os olhos dos que me veem não me verão mais; teus olhos estarão sobre mim, porém deixarei de existir. | Os olhos do que me vê não me contemplarão mais; os teus olhos estarão sobre mim, porém não serei mais. | Os olhos dos que agora me vêem não me verão mais: os teus olhos estarão sobre mim, porém não serei mais. |
| 9 | A nuvem se esvaece, e passa; assim também quem desce ao mundo dos mortos nunca voltará a subir. | Assim como a nuvem se desfaz e passa, assim aquele que desce ao Sheol não subirá mais. | Assim como a nuvem se desfaz e passa, assim aquelle que desce á sepultura nunca tornará a subir. |
| 10 | Nunca mais voltará à sua casa, nem seu lugar o conhecerá. | Nunca mais tornará à sua casa, nem o lugar onde habita o conhecerá jamais. | Nunca mais tornará á sua casa, nem o seu logar jámais o conhecerá. |
| 11 | Por isso eu não calarei minha boca; falarei na angústia do meu espírito, e me queixarei na amargura de minha alma. | Portanto, eu não reprimirei a minha boca, falarei na angústia do meu espírito e queixar-me-ei na amargura da minha alma. | Por isso não reprimirei a minha bocca: fallarei na angustia do meu espirito; queixar-me-hei na amargura da minha alma. |
| 12 | Por acaso sou eu o mar, ou um monstro marinho, para que me ponhas guarda? | Sou eu o mar ou monstro do mar, para que me ponhas guarda? | Sou eu porventura o mar, ou a baleia, para que me ponhas uma guarda ? |
| 13 | Quando eu digo: Minha cama me consolará; meu leito aliviará minhas queixa, | Dizendo eu: Consolar-me-á o meu leito, a minha cama aliviará a minha queixa; | Dizendo eu: Consolar-me-ha a minha cama: meu leito alliviará a minha ancia; |
| 14 | Então tu me espantas com sonhos, e me assombras com visões. | então, me assustas com sonhos, e, com visões, me atemorizas; | Então me espantas com sonhos, e com visões me assombras: |
| 15 | Por isso minha alma preferia a asfixia e a morte, mais que meus ossos. | de sorte que a minha alma escolhe a sufocação e a morte antes do que estes meus ossos. | Pelo que a minha alma escolheria antes a estrangulação: e antes a morte do que a vida. |
| 16 | Odeio a minha vida ; não viverei para sempre; deixa-me, pois que meus dias são inúteis. | Abomino a minha vida; não quero viver para sempre. Deixa-me, pois, porque os meus dias são vaidade. | A minha vida abomino, pois não viveria para sempre: retira-te de mim; pois vaidade são os meus dias. |
| 17 | O que é o ser humano, para que tanto o estimes, e ponhas sobre ele teu coração, | Que é o homem, para tu o engrandeceres, e pores nele o teu coração, | Que é o homem, para que tanto o estimes, e ponhas sobre elle o teu coração, |
| 18 | E o visites a cada manhã, e a cada momento o proves? | e o visitares todos os dias, e o experimentares a todo o momento? | E cada manhã o visites, e cada momento o proves? |
| 19 | Até quando não me deixarás, nem me liberarás até que eu engula minha saliva? | Até quando não apartará de mim a tua vista, até quando não me darás tempo de engolir a minha saliva? | Até quando me não deixarás, nem me largarás, até que engula o meu cuspo? |
| 20 | Se pequei, o eu que te fiz, ó Guarda dos homens? Por que me fizeste de alvo de dardos, para que eu seja pesado para mim mesmo? | Se pequei, que é o que te pude fazer, ó vigia dos homens? Por que me puseste como tropeço a ti, de sorte que me tornei pesado a mim mesmo? | Se pequei, que te farei, ó Guarda dos homens? porque fizeste de mim um alvo para ti por tropeço, para que a mim mesmo me seja pesado? |
| 21 | E por que não perdoas minha transgressão, e tiras minha maldade? Porque agora dormirei no pó, e me buscarás de manhã, mas não existirei mais . | Por que não perdoas a minha transgressão e não tiras a minha iniquidade? Pois, agora, me deitarei no pó; tu me buscarás com empenho, porém eu não serei mais. | E porque me não perdoas a minha transgressão, e não tiras a minha iniquidade? porque agora me deitarei no pó, e de madrugada me buscarás, e não estarei lá. |