Bíblia
Jó 9
| BLIVRE | TB | ALM1911 | |
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| 1 | Mas Jó respondeu, dizendo: | Então, respondeu Jó: | Então Job respondeu, e disse: |
| 2 | Na verdade sei que é assim; mas como pode o ser humano ser justo diante de Deus? | Na verdade, sei que assim é. Mas como pode um homem ser justo para com Deus? | Na verdade sei que assim é; porque como se justificaria o homem para com Deus? |
| 3 | Ainda se quisesse disputar com ele, não conseguiria lhe responder uma coisa sequer em mil. | Se alguém quisesse contender com ele, de mil coisas não lhe poderia responder nem sequer uma. | Se quizer contender com elle, nem a uma de mil coisas lhe poderá responder. |
| 4 | Ele é sábio de coração, e poderoso em forças. Quem se endureceu contra ele, e teve paz? | Sábio é ele de coração e poderoso em força. Quem se endureceu contra ele e foi bem sucedido? | Elle é sábio de coração, e forte de forças: quem se endureceu contra elle, e teve paz? |
| 5 | Ele transporta as montanhas sem que o saibam; e as transtorna em seu furor. | Ele é quem remove os montes, sem que o saibam, quando os transtorna na sua ira. | Elle é o que transporta as montanhas, sem que o sintam, e o que as transtorna no seu furor. |
| 6 | Ele remove a terra de seu lugar, e faz suas colunas tremerem. | Ele move a terra do seu lugar, e as suas colunas estremecem. | O que remove a terra do seu logar, e as suas columnas estremecem. |
| 7 | Ele dá ordem ao sol, e ele não brilha; e sela as estrelas. | Ele dá ordens ao sol, e o sol não nasce; e sela as estrelas. | O que falla ao sol, e não sae, e sella as estrellas. |
| 8 | Ele é o que sozinho estende os céus, e anda sobre as alturas do mar. | Ele sozinho estende os céus e anda sobre as ondas do mar. | O que só estende os céus, e anda sobre os altos do mar. |
| 9 | Ele é o que fez a Usra, o Órion, as Plêiades, e as constelações do sul. | Ele faz a Ursa, o Órion e as Plêiades e as câmaras do Sul. | O que faz a Ursa, o Orion, e o Setestrello, e as recamaras do sul. |
| 10 | Ele é o que faz coisas grandes e incompreensíveis, e inúmeras maravilhas. | Ele faz grandes coisas inescrutáveis e maravilhas sem número. | O que faz coisas grandes, que se não podem esquadrinhar: e maravilhas taes que se não podem contar. |
| 11 | Eis que ele passa diante de mim, sem que eu não o veja; ele passará diante de mim, sem que eu saiba. | Eis que ele passa junto a mim, e eu não o vejo; ele segue o seu caminho, mas eu não o percebo. | Eis que passa por diante de mim, e não o vejo: e torna a passar perante mim, e não o sinto. |
| 12 | Eis que, quando ele toma, quem pode lhe impedir? Quem poderá lhe dizer: O que estás fazendo? | Eis que toma a presa! Quem o pode proibir? Quem lhe dirá: Que é o que fazes? | Eis que arrebata; quem lh'o fará restituir? quem lhe dirá: Que é o que fazes? |
| 13 | Deus não reverterá sua ira, e debaixo dele se encurvam os assistentes de Raabe. | Deus não retirará a sua ira. Debaixo dele, curvam-se os que ajudam a Raabe. | Deus não revogará a sua ira: debaixo d'elle se encurvam os auxiliadores soberbos. |
| 14 | Como poderia eu lhe responder, e escolher minhas palavras contra ele? | Quanto menos lhe responderei eu e escolherei as minhas palavras para discutir com ele? | Quanto menos lhe responderia eu! ou escolheria diante d'elle as minhas palavras! |
| 15 | A ele, ainda que eu fosse justo, não lhe responderia; a meu juiz pediria misericórdia. | Ainda que eu fosse justo, todavia, não lhe responderia; faria súplicas ao meu adversário. | A quem, ainda que eu fosse justo, lhe não responderia: antes ao meu Juiz pediria misericordia. |
| 16 | Ainda que eu lhe chamasse, e ele respondesse, mesmo assim não creria que ele tivesse dado ouvidos à minha voz. | Se eu tivesse chamado, e ele me tivesse respondido, ainda assim eu não creria que ele me desse ouvidos à minha voz. | Ainda que chamasse, e elle me respondesse, nem por isso creria que désse ouvidos á minha voz. |
| 17 | Pois ele tem me quebrantado com tempestade, e multiplicado minhas feridas sem causa. | Pois ele me desfaria com uma tempestade e multiplicaria as minhas feridas sem causa. | Porque me quebranta com uma tempestade, e multiplica as minhas chagas sem causa. |
| 18 | Ele não me permite respirar; em vez disso, me farta de amarguras. | Não me permitiria respirar, mas me encheria de amargura. | Nem me concede o respirar, antes me farta d'amarguras. |
| 19 | Quanto às forças, eis que ele é forte; e quanto ao juízo, ele diria : Quem me convocará? | Se falais da força do poderoso, eis-me aqui, diz ele. E, se do juízo: Quem me citará para comparecer? | Quanto ás forças, eis que elle é o forte: e, quanto ao juizo, quem me citará com elle? |
| 20 | Ainda que eu seja justo, minha boca me condenaria; se eu fosse inocente, então ela me declararia perverso. | Ainda que eu seja justo, a minha própria boca me condenará; | Se eu me justificar, a minha bocca me condemnará: se fôr recto, então me declarará por perverso. |
| 21 | Mesmo se eu for inocente, não estimo minha alma; desprezo minha vida. | embora seja eu sincero, ela me convencerá de perverso. Eu sou sincero; não me estimo a mim mesmo, desprezo a minha vida. | Se fôr recto, não estimo a minha alma: deprezo a minha vida. |
| 22 | É tudo a mesma coisa; por isso digo: ele consome ao inocente e ao perverso. | Para mim, tudo é o mesmo. Portanto, digo: Ele destrói o sincero e o iníquo. | A coisa é esta; por isso eu digo que elle consome ao recto e ao impio. |
| 23 | Quando o açoite mata de repente, ele ri do desespero dos inocentes. | Se o flagelo mata de repente, ele zombará do desespero dos inocentes. | Matando o açoite de repente, então se ri da prova dos innocentes. |
| 24 | A terra está entregue nas mãos dos perversos. Ele cobre o rosto de seus juízes. Se não é ele, então quem é? | A terra está entregue nas mãos dos iníquos. Ele cobre os rostos dos juízes dela; se não é ele, quem é, logo? | A terra se entrega na mão do impio; elle cobre o rosto dos juizes: se não é elle, quem é logo? |
| 25 | Meus dias foram mais rápidos que um homem que corre; fugiram, e não viram o bem. | Os meus dias são mais velozes do que um correio; Fogem e não veem a felicidade. | E os meus dias são mais velozes do que um correio: fugiram, e nunca viram o bem. |
| 26 | Passaram como barcos de papiro, como a águia que se lança à comida. | Eles têm passado como navios de papiro, como a águia que se lança sobre a presa. | Passam como navios veleiros: como aguia que se lança á comida. |
| 27 | Se disser: Esquecerei minha queixa, mudarei o aspecto do meu rosto, e sorrirei, | Se digo: Esquecer-me-ei da minha queixa, deixarei o meu ar triste e tomarei alento; | Se eu disser: Me esquecerei da minha queixa, e mudarei o meu rosto, e tomarei alento; |
| 28 | Ainda teria pavor de todas as minhas dores; pois sei que não me terás por inocente. | tenho medo de todas as minhas tristezas, sei que não me terás por inocente. | Receio todas as minhas dôres, porque bem sei que me não terás por innocente. |
| 29 | Se eu já estou condenado, então para que eu sofreria em vão? | Eu serei condenado; por que, pois, trabalho eu debalde? | E, sendo eu impio, por que trabalharei em vão? |
| 30 | Ainda que me lave com água de neve, e limpe minhas mãos com sabão, | Se eu me lavar com a água de neve e limpar as minhas mãos o mais possível, | Ainda que me lave com agua de neve, e purifique as minhas mãos com sabão, |
| 31 | Então me submergirias no fosso, e minhas próprias vestes me abominariam. | todavia, me submergirás no fosso, E os meus próprios vestidos me abominarão. | Ainda me submergirás no fosso, e os meus proprios vestidos me abominarão. |
| 32 | Pois ele não é homem como eu, para que eu lhe responda, e venhamos juntamente a juízo. | Pois ele não é homem, como eu, para eu lhe responder, para nos encontrarmos em juízo. | Porque elle não é homem, como eu, a quem eu responda, vindo juntamente a juizo. |
| 33 | Não há entre nós árbitro que ponha sua mão sobre nós ambos, | Não há entre nós um árbitro, para pôr a sua mão sobre ambos. | Não ha entre nós arbitro que ponha a mão sobre nós ambos. |
| 34 | Tire de sobre mim sua vara, e seu terror não me espante. | Tire ele a sua vara de cima de mim, e não me amedronte o seu terror; | Tire elle a sua vara de cima de mim, e não me amedronte o seu terror. |
| 35 | Então eu falaria, e não teria medo dele. Pois não está sendo assim comigo. | então, eu falarei e não o temerei, pois eu não sou assim em mim mesmo. | Então fallarei, e não o temerei; porque assim não estou comigo. |