Bíblia
Lamentações 3
| BLIVRE | TB | ALM1911 | |
|---|---|---|---|
| 1 | Eu sou o homem que viu a aflição pela vara de seu furor. | Eu sou o homem que viu a aflição causada pela vara do seu furor. | Eu sou aquelle homem que viu a afflicção pela vara do seu furor. |
| 2 | Guiou-me e levou-me a trevas, e não à luz. | Ele guiou-me e fez-me andar nas trevas e não na luz. | A mim me guiou e levou ás trevas e não á luz. |
| 3 | Com certeza se virou contra mim, revirou sua mão o dia todo. | Certamente, fez virar e revirar a sua mão contra mim o dia todo. | Devéras se tornou contra mim e virou a sua mão todo o dia. |
| 4 | Fez envelhecer minha carne e minha pele, quebrou meus ossos. | Gastou a minha carne e a minha pele, quebrou-me os ossos. | Fez envelhecer a minha carne e a minha pelle, quebrantou os meus ossos. |
| 5 | Edificou contra mim, e cercou -me de fel e de trabalho. | Levantou trincheiras contra mim e cercou-me de fel e de trabalho. | Edificou contra mim, e me cercou de fel e trabalho. |
| 6 | Fez-me habitar em lugares escuros, como os que já morrera há muito tempo. | Fez-me habitar em lugares tenebrosos, como os que estão mortos para sempre. | Assentou-me em logares tenebrosos, como os que estavam mortos ha muito. |
| 7 | Cercou-me por todos lados, e não posso sair; tornou pesados os meus grilhões. | Cercou-me de uma sebe, de sorte que eu não posso sair; agravou os meus grilhões. | Cercou-me de sebe, e não posso sair: aggravou os meus grilhões. |
| 8 | Até quando clamo e dou vozes, fechou os ouvidos à minha oração. | Quando grito e clamo por socorro, ele exclui a minha oração. | Ainda quando clamo e grito, elle exclue a minha oração. |
| 9 | Cercou meus caminhos com pedras lavradas, retorceu as minhas veredas. | Fechou os meus caminhos com pedras lavradas, fez tortas as minhas veredas. | Cercou de sebe os meus caminhos com pedras lavradas, divertiu as minhas veredas. |
| 10 | Foi para mim como um urso que espia, como um leão escondido. | Fez-me como urso de emboscada, como leão em esconderijos. | Fez-se-me como urso de emboscada, um leão em esconderijos. |
| 11 | Desviou meus caminhos, e fez-me em pedaços; deixou-me desolado. | Desviou os meus caminhos e fez-me em pedaços; tornou-me em desolação. | Desviou os meus caminhos, e fez-me em pedaços; deixou-me assolado. |
| 12 | Armou seu arco, e me pôs como alvo para a flecha. | Armou o seu arco e pôs-me como alvo à seta. | Armou o seu arco, e me poz como alvo á frecha. |
| 13 | Fez entrar em meus rins as flechas de sua aljava. | Meteu nos meus rins as flechas da sua aljava. | Faz entrar nos meus rins as frechas da sua aljava. |
| 14 | Servi de escárnio a todo o meu povo, de canção ridícula deles o dia todo. | Estou feito um objeto de escárnio para todo o meu povo e o assunto da sua canção, o dia todo. | Fui feito um objecto de escarneo a todo o meu povo, de canção sua todo o dia. |
| 15 | Fartou-me de amarguras, embebedou-me de absinto. | Encheu-me de amargura, fartou-me de absinto. | Fartou-me de amarguras, embriagou-me de absintho. |
| 16 | Quebrou os meus dentes com cascalho, cobriu-me de cinzas. | Quebrou-me os dentes com pedrinhas, cobriu-me de cinzas. | Quebrou com pedrinhas de areia os meus dentes; abaixou-me na cinza. |
| 17 | E afastou minha alma da paz, fez-me esquecer da boa vida. | Alongaste da paz a minha alma; estou esquecido da prosperidade. | E affastaste da paz a minha alma; esqueci-me do bem. |
| 18 | Então eu disse: Pereceram minha força e minha esperança no SENHOR. | Eu disse: Já pereceu de Jeová a minha força e a minha expectação. | Então disse eu: Já pereceu a minha força, como tambem a minha esperança no Senhor. |
| 19 | Lembra-te da minha aflição e do meu sofrimento, do absinto e do fel. | Lembra-te da minha aflição e do meu andar errante, do absinto e do fel. | Lembra-te da minha afflicção e do meu pranto, do absintho e do fel. |
| 20 | Minha alma se lembra e se abate em mim. | A minha alma ainda os conserva na memória e está abatida dentro de mim. | Minha alma certamente d'isto se lembra, e se abate em mim. |
| 21 | Disto me recordarei na minha mente, por isso terei esperança: | Torno a trazer isso à mente; portanto, tenho esperança. | D'isto me recordarei no meu coração; por isso esperarei. |
| 22 | É pelas bondades do SENHOR que não somos consumidos, porque suas misericórdias não têm fim. | As misericórdias de Jeová são a causa de não sermos consumidos, porque não falham as suas misericórdias. | As misericordias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericordias não teem fim. |
| 23 | Elas são novas a cada manhã; grande é a tua fidelidade. | Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. | Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. |
| 24 | O SENHOR é minha porção, diz a minha alma; portanto nele esperarei. | A minha porção é Jeová, diz a minha alma; portanto, esperarei nele. | A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei n'elle. |
| 25 | Bom é o SENHOR para os que nele esperam, para a alma que o busca. | Bom é Jeová para os que esperam por ele, para a alma que o busca. | Bom é o Senhor para os que se ateem a elle, para a alma que o busca. |
| 26 | É bom esperar e tranquilo aguardar a salvação do SENHOR. | Boa coisa é esperar e aguardar, em silêncio, a salvação de Jeová. | Bom é esperar, e aguardar em silencio a salvação do Senhor. |
| 27 | É bom ao homem levar o jugo em sua juventude. | Bom é para o homem levar o jugo na sua mocidade. | Bom é para o homem levar o jugo na sua mocidade. |
| 28 | Sente-se só, e fique quieto; pois ele o pôs sobre si. | Que se assente ele, sozinho, e fique calado, porque Jeová o pôs sobre ele. | Assentar-se-ha solitario, e ficará em silencio; porquanto Deus o poz sobre elle. |
| 29 | Ponha sua boca no pó; talvez haja esperança. | Ponha a sua boca no pó, a ver se há esperança. | Ponha a sua bocca no pó, dizendo: Porventura haverá esperança. |
| 30 | Dê a face ao que o ferir; farte-se de insultos. | Dê a sua face ao que o fere; farte-se de opróbrio | Dê a sua face ao que o fere; farte-se de affronta. |
| 31 | Pois o Senhor não rejeitará para sempre: | Pois o Senhor não rejeitará para sempre. | Porque o Senhor não rejeitará para sempre. |
| 32 | Mesmo que cause aflição, ele também se compadecerá segundo a grandeza de suas misericórdias. | Embora entristeça, contudo, terá compaixão segundo a multidão das suas misericórdias. | Antes, se entristeceu a alguem, compadecer-se-ha d'elle, segundo a grandeza das suas misericordias. |
| 33 | Pois não é sua vontade afligir nem entristecer os filhos dos homens. | Porquanto não aflige, nem oprime os filhos dos homens. | Porque não afflige nem entristece aos filhos dos homens do seu coração. |
| 34 | Esmagar debaixo de seus pés a todos os prisioneiros da terra, | O esmagar debaixo dos pés todos os presos da terra, | Para atropellar debaixo dos seus pés a todos os presos da terra. |
| 35 | Perverter o direito do homem diante da presença do Altíssimo, | o perverter o direito de um homem diante do Altíssimo, | Para perverter o direito do homem perante a face do Altissimo. |
| 36 | Prejudicar ao homem em sua causa: o Senhor não aprova ) tais coisas . | o subverter ao homem no seu pleito não são do agrado do Senhor. | Para subverter ao homem no seu pleito; porventura não o veria o Senhor? |
| 37 | Quem é que pode fazer suceder algo que diz, se o Senhor não tiver mandado? | Quem é o que diz uma coisa que se realiza, quando o Senhor o não mandar? | Quem é aquelle que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande? |
| 38 | Por acaso da boca do Altíssimo não sai tanto a maldição como a bênção? | Acaso, não é da boca do Altíssimo que saem o mal e o bem? | Porventura da bocca do Altissimo não sae o mal e o bem? |
| 39 | Por que o homem vivente se queixa da punição de seus próprios pecados? | Por que se queixa o vivente? Por que se queixa o varão do castigo dos seus pecados? | De que se queixa logo o homem vivente? queixe-se cada um dos seus peccados. |
| 40 | Examinemos nossos caminhos, investiguemos, e nos voltemos ao SENHOR. | Esquadrinhemos e provemos os nossos caminhos e voltemos a Jeová. | Esquadrinhemos os nossos caminhos, e investiguemol-os, e voltemos para o Senhor. |
| 41 | Levantemos nossos corações e as mãos a Deus nos céus, | Levantemos os nossos corações com as mãos a Deus, que está nos céus. | Levantemos os nossos corações com as mãos a Deus nos céus, dizendo: |
| 42 | Dizendo: Nós transgredimos e fomos rebeldes; tu não perdoaste. | Nós transgredimos e nos rebelamos; tu não nos perdoaste. | Nós prevaricámos, e fomos rebeldes; por isso tu não perdoaste. |
| 43 | Cobriste-te de ira, e nos perseguiste; mataste sem teres compaixão. | Cobriste-nos de ira e nos perseguiste; mataste-nos e não mostraste piedade. | Cobriste-nos da tua ira, e nos perseguiste; mataste, não perdoaste. |
| 44 | Cobriste-te de nuvens, para que nossa oração não passasse. | Cobriste-nos de nuvens, para que a nossa oração não passe. | Cobriste-te de nuvens, para que não passe a nossa oração. |
| 45 | Tu nos tornaste como escória e rejeito no meio dos povos. | Puseste-nos como escória e refugo no meio dos povos. | Por cisco e rejeitamento nos pozeste no meio dos povos. |
| 46 | Todos os nossos inimigos abriram sua boca contra nós. | Todos os nossos inimigos abriram contra nós a sua boca. | Todos os nossos inimigos abriram contra nós a sua bocca. |
| 47 | Medo e cova vieram sobre nós, devastação e destruição. | O pavor e a cova são vindos sobre nós, a assolação e a destruição. | Temor e cova vieram sobre nós, assolação e quebrantamento. |
| 48 | Rios de águas correm de meus olhos, por causa da destruição da filha de meu povo. | Dos meus olhos correm rios de água, por causa da destruição da filha do meu povo. | Correntes de aguas derramou o meu olho pelo quebrantamento da filha do meu povo. |
| 49 | Meus olhos destilam, e não cessam; não haverá descanso, | Os meus olhos derramam lágrimas e não cessam, sem haver intermissão, | O meu olho manou, e não cessa, porquanto não ha descanço, |
| 50 | Até que o SENHOR preste atenção, e veja desde os céus. | até que Jeová olhe e veja lá do céu. | Até que attente e veja o Senhor desde os céus. |
| 51 | Meus olhos afligem minha alma, por causa de todas as filhas de minha cidade. | Os meus olhos afligem a minha alma por causa de todos os filhos da minha cidade. | O meu olho move a minha alma, por causa de todas as filhas da minha cidade. |
| 52 | Sem motivo meus inimigos me caçam como a um passarinho. | Como ave, me caçaram os que, sem causa, são os meus inimigos. | Como ave me caçaram os que são meus inimigos sem causa. |
| 53 | Tentaram tirar minha vida na masmorra, e lançaram pedras sobre mim. | Cortaram-me a vida na masmorra e puseram sobre mim uma pedra. | Arrancaram a minha vida na masmorra, e lançaram pedras sobre mim. |
| 54 | As águas inundaram sobre minha cabeça; eu disse: É o meu fim. | Correram águas sobre a minha cabeça; eu disse: Estou cortado! | Derramaram-se as aguas sobre a minha cabeça; eu disse: Estou cortado. |
| 55 | Invoquei o teu nome, SENHOR, desde a cova profunda. | Da mais profunda masmorra invoquei o teu nome, Jeová. | Invoquei o teu nome, Senhor, desde a mais profunda cova. |
| 56 | Ouviste minha voz: não escondas o teu ouvido ao meu suspiro, ao meu clamor. | Ouviste a minha voz; não escondas o teu ouvido ao meu suspiro, ao meu clamor. | Ouviste a minha voz; não escondas o teu ouvido ao meu suspiro, ao meu clamor. |
| 57 | Tu te achegaste no dia em que te invoquei; disseste: Não temas. | Chegaste-nos no dia em que te invoquei; disseste: Não temas. | Tu te chegaste no dia em que te invoquei; disseste: Não temas. |
| 58 | Defendeste, Senhor, as causas de minha alma; redimiste minha vida. | Pleiteaste, Senhor, as causas da minha alma; remiste a minha vida. | Pleiteaste, Senhor, os pleitos da minha alma, remiste a minha vida. |
| 59 | Viste, SENHOR, a maldade que me fizeram; julga minha causa. | Viste, Jeová, o mal que sofri; julga tu a minha causa. | Viste, Senhor, a injustiça que me fizeram; julga a minha causa. |
| 60 | Viste toda a vingança deles, todos os seus pensamentos contra mim. | Viste toda a sua vingança e todos os seus desígnios contra mim. | Viste toda a sua vingança, todos os seus pensamentos contra mim. |
| 61 | Ouvido os seus insultos, ó SENHOR, todos os seus pensamentos contra mim; | Ouviste, Jeová, o seu opróbrio e todos os seus desígnios contra mim; | Ouviste o seu opprobrio, Senhor, todos os seus pensamentos contra mim, |
| 62 | As coisas ditas pelos que se levantam contra mim, e seu planos contra mim o dia todo. | os lábios dos que se levantam contra mim e a sua meditação contra mim o dia todo. | Os ditos dos que se levantam contra mim e as suas imaginações contra mim todo o dia. |
| 63 | Olha para tudo quanto eles fazem; com canções zombam de mim. | Observa-os, ao sentarem-se e ao levantarem-se; eu sou a sua canção. | Observa-os a elles ao assentarem-se e ao levantarem-se; eu sou a sua canção. |
| 64 | Retribui-lhes, SENHOR, conforme a obra de suas mãos. | Tu, Jeová, lhes darás a recompensa segundo a obra das suas mãos. | Rende-lhes recompensa, Senhor, conforme a obra das suas mãos. |
| 65 | Dá-lhes angústia de coração, tua maldição a eles. | Dar-lhes-ás dureza de coração, dar-lhes-ás a tua maldição. | Dá-lhes ancia de coração, maldição tua sobre elles. |
| 66 | Persegue-os com ira, e destrua-os de debaixo dos céus do SENHOR. | Em ira os perseguirás, e os destruirás de debaixo dos céus de Jeová. | Na tua ira persegue-os, e desfal-os de debaixo dos céus do Senhor. |