Bíblia
Lamentações 4
| BLIVRE | TB | ALM1911 | |
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| 1 | Como se escureceu o ouro! Como mudou o bom e fino ouro! As pedras do Santuário estão espalhadas pelas esquinas de todas as ruas. | Como se escureceu o ouro! Como se mudou o ouro puríssimo! As pedras do santuário estão espalhadas pelas esquinas de todas as ruas. | Como se escureceu o oiro! como se mudou o oiro fino e bom! como estão espalhadas as pedras do sanctuario ao canto de todas as ruas! |
| 2 | Os preciosos filhos de Sião, estimados como o ouro puro, como agora são considerados como vasos de barro, obra das mãos de oleiro! | Os preciosos filhos de Sião, comparáveis com o ouro fino, como são reputados como vasos de barro, obra das mãos de oleiro! | Os preciosos filhos de Sião, avaliados a puro oiro, como são agora reputados por vasos de barro, obra das mãos do oleiro! |
| 3 | Até os chacais dão o peito para amamentar a seus filhotes; porém a filha de meu povo se tornou cruel, como os avestruzes no deserto. | Até os chacais descobrem os peitos, dão de mamar aos seus cachorros; A filha do meu povo tem-se tornado cruel como as avestruzes no deserto. | Até as vaccas marinhas abaixam o peito, dão de mamar aos seus filhos; porém a filha do meu povo fez-se cruel como as abestruzes no deserto. |
| 4 | Por causa da sede a língua da criança de peito se grudou a seu céu da boca; os meninos pedem pão, e ninguém há lhes reparta. | A língua da criança que mama fica-lhe, pela sede, pegada ao céu da boca. Os pequeninos pedem pão, e ninguém lho reparte. | A lingua do mesmo que mama de sêde fica pegada ao seu paladar: os meninos pedem pão, e não ha quem lh'o reparta. |
| 5 | Os que comiam das melhores iguarias, agora desfalecem nas ruas; os que se criaram em carmesim abraçam o lixo. | Os que comiam delicadamente desfalecem nas ruas. Os que se criavam em escarlata abraçam monturos. | Os que comiam delicadezas agora desfallecem nas ruas: os que se crearam em carmezim abraçam o esterco. |
| 6 | Pois maior é o castigo da filha de meu povo do que o do pecado de Sodoma, Que foi transtornada em um momento, e não assentaram sobre ela companhias. | Pois a iniquidade da filha do meu povo é maior que o pecado de Sodoma, a qual foi submetida como num momento, e nenhumas mãos foram postas sobre ela. | E maior é a maldade da filha do meu povo do que o peccado de Sodoma, a qual se subverteu como n'um momento, sem que trabalhassem n'ella mãos algumas. |
| 7 | Seus nazireus eram mais alvos que a neve, mais brancos que o leite. Seus corpos eram mais avermelhados que rubis, e mais polidos que a safira; | Os seus nobres eram mais puros que a neve, mais alvos que o leite. De corpo, eram mais ruivos que corais, e a sua forma era como de safira. | Os seus nazireos eram mais alvos do que a neve, eram mais brancos do que o leite, eram mais roxos de corpo do que os rubis, e mais lisos do que a saphira. |
| 8 | Mas agora sua aparência se escureceu mais que o carvão; não são mais reconhecidos nas ruas; sua pele está apegada a seus ossos, ficou seca como um pau. | O seu parecer é mais escuro do que o negrume; eles não são conhecidos nas ruas. A sua pele pega-se-lhes aos ossos; secou-se e tornou-se como um pau. | Mas agora escureceu-se o seu parecer mais do que o negrume, não se conhecem nas ruas: a sua pelle se lhes pegou aos ossos, seccou-se, tornou-se como um pau. |
| 9 | Mais felizes foram os mortos pela espada do que os mortos pela fome; porque estes se abatem traspassados pela falta dos frutos do campo. | Mais felizes são os mortos à espada do que os que morrem de fome; porque estes se esgotam, traspassados por falta dos frutos do campo. | Os mortos á espada mais ditosos são do que os mortos á fome; porque estes se esgotam como traspassados, por falta dos fructos dos campos. |
| 10 | As mãos das mulheres compassivas cozeram a seus filhos; serviram-lhes de comida na destruição da filha de meu povo. | As mãos das mulheres compassivas cozeram seus filhos; estes lhes serviram de alimento na ruína da filha do meu povo. | As mãos das mulheres compassivas cozeram seus filhos: serviram-lhes de comida no quebrantamento da filha do meu povo. |
| 11 | O SENHOR cumpriu o seu furor, derramou o ardor de sua ira; e acendeu fogo em Sião, que consumiu seus fundamentos. | Deu Jeová cumprimento ao seu furor, derramou a ardor da sua ira; em Sião, acendeu um fogo, que devorou os fundamentos dela. | Deu o Senhor cumprimento ao seu furor: derramou o ardor da sua ira, e accendeu fogo em Sião, que consumiu os seus fundamentos. |
| 12 | Nem os reis da terra, nem todos os que habitam no mundo, criam que o adversário e o inimigo entraria pelas portas de Jerusalém. | Não creram os reis da terra, nem todos os moradores do mundo que entrasse o adversário e o inimigo pelas portas de Jerusalém. | Não creram os reis da terra, nem todos os moradores do mundo, que entrasse o adversario e o inimigo pelas portas de Jerusalem. |
| 13 | Assim foi por causa dos pecados de seus profetas, por causa das maldades de seus sacerdotes, que derramaram o sangue dos justos em meio dela. | É por causa dos pecados dos seus profetas e por causa das iniquidades dos seus sacerdotes que se derramou no meio dela o sangue dos justos. | Pelos peccados dos prophetas, pelas maldades dos seus sacerdotes, que derramaram o sangue dos justos no meio d'ella, |
| 14 | Titubearam como cegos nas ruas, andaram contaminados de sangue, de maneira que ninguém podia tocar suas vestes. | Vagueiam como cegos pelas ruas, são contaminados de sangue, de modo que não se lhes podem tocar as suas roupas. | Erraram cegos nas ruas, andavam contaminados de sangue; e, não podendo, levantavam as extremidades das suas roupas. |
| 15 | Gritavam-lhes: Afastai-vos, imundos! Afastai-vos, afastai-vos, não toqueis. Quando fugiram e andaram sem rumo, foi dito entre as nações: Aqui não morarão. | Retirai-vos! Imundo! — gritaram-lhes. Retirai-vos! Retirai-vos! Não toqueis! Quando fugiram e andaram vagueando, dizia-se entre as nações: Não habitarão nunca aqui. | Chamavam-lhes: Desviae-vos, é immundo; desviae-vos, desviae-vos, não toqueis, certo é que já voaram, tambem erraram: disseram entre as nações: Nunca mais morarão aqui. |
| 16 | A face do SENHOR os dispersou, não os olhará mais: não respeitaram a face dos sacerdotes, nem tiveram compaixão dos velhos. | Espalhou-se a ira de Jeová, e ele não tornará a olhar para eles. Não respeitaram as pessoas dos sacerdotes, nem se compadeceram dos anciãos. | A face do Senhor os apartou, nunca mais tornará a olhar para elles: não reverenciaram a face dos sacerdotes, nem se compadeceram dos velhos. |
| 17 | Quanto a nós, desfaleceram-se nossos olhos esperando por socorro para nós; aguardávamos atentamente uma nação que não podia salvar. | Os nossos olhos ainda desfalecem, esperando o nosso vão socorro. Vigiando, temos estado de vigia para uma nação que não podia saber. | Emquanto subsistiamos, ainda desfalleciam os nossos olhos, esperando o nosso vão soccorro: olhavamos attentamente pela gente que não podia livrar. |
| 18 | Caçaram nossos passos, de modo que não podíamos andar por nossas ruas; achegou-se o nosso fim, nossos dias se completaram, pois nosso fim veio. | Espreitam os nossos passos, de sorte que não podemos andar em nossas ruas. Perto está o nosso fim, cumpridos estão os nossos dias, porque é chegado o nosso fim. | Espiaram os nossos passos, de maneira que não podiamos andar pelas nossas ruas: está chegado o nosso fim, estão cumpridos os nossos dias, porque é vindo o nosso fim |
| 19 | Nossos perseguidores foram mais velozes que as águias do céu; sobre os montes nos perseguiram, no deserto armaram ciladas para nós. | Os nossos perseguidores foram mais velozes do que as águias do céu; perseguiram-nos sobre os montes, armaram-nos ciladas no deserto. | Os nossos perseguidores foram mais ligeiros do que as aves dos céus: sobre os montes nos perseguiram, no deserto nos armaram ciladas. |
| 20 | O fôlego de nossas narinas, o ungido do SENHOR, do qual dizíamos: Abaixo de sua sombra teremos vida entre as nações; foi preso em suas covas. | Foi apanhado nas covas deles o ungido de Jeová, aquele que é o ar das nossas narinas; e do que dissemos: Debaixo da sua sombra, viveremos entre as nações. | O respiro dos nossos narizes, o ungido do Senhor, foi preso nas suas covas; do qual diziamos: Debaixo da sua sombra viveremos entre as nações. |
| 21 | Goza-te e alegra-te, filha de Edom, que habitas na terra de Uz: porém o cálice também passará por ti; tu te embriagarás, e te desnudarás. | Regozija-te e alegra-te, filha de Edom, que habitas na terra de Uz; o copo te passará a ti também; serás embriagada e te descobrirás. | Regozija-te, e alegra-te, ó filha de Edom, que habitas na terra de Uz; porém ainda até a ti passará o copo; embebedar-te-has, e te descobrirás. |
| 22 | Cumpriu-se o castigo por tua maldade, ó filha de Sião; nunca mais te levará em cativeiro. Ele punirá tua maldade, ó filha de Edom; revelará os teus pecados. | Já se cumpriu o castigo da tua iniquidade, ó filha de Sião; Jeová não tornará a levar-te para o cativeiro; ele visitará a tua iniquidade, ó filha de Edom; descobrirá os teus pecados. | Já se cumpriu a tua maldade, ó filha de Sião, nunca mais te levará em captiveiro: visitará a tua maldade, ó filha de Edom, descobrirá os teus peccados. |