Bíblia
Lucas 16
| BLIVRE | TB | ALM1911 | |
|---|---|---|---|
| 1 | E dizia também a seus discípulos: Havia um certo homem rico, o qual tinha um mordomo; e este lhe foi acusado de fazer perder seus bens. | Disse Jesus também aos discípulos: Havia um homem rico que tinha um administrador; e este lhe foi denunciado como esbanjador dos seus bens. | E dizia tambem aos seus discipulos: Havia um certo homem rico, o qual tinha um mordomo; e este foi accusado perante elle de dissipar os seus bens. |
| 2 | E ele, chamando-o, disse-lhe: Como ouço isto sobre ti? Presta contas de teu trabalho, porque não poderás mais ser meu mordomo. | Chamou-o e perguntou-lhe: Que é isso que ouço dizer de ti? Dá conta da tua administração; pois já não podes mais ser meu administrador. | E elle, chamando-o, disse-lhe: Que é isto que ouço de ti? Dá contas da tua mordomia, porque já não poderás mais ser mordomo. |
| 3 | E disse o mordomo para si mesmo: O que farei, agora que meu senhor está me tirando o trabalho de mordomo? Cavar eu não posso; mendigar eu tenho vergonha. | Disse o administrador consigo: Que hei de fazer, já que o meu amo me tira a administração? Não tenho forças para cavar, de mendigar tenho vergonha. | E o mordomo disse comsigo: Que farei, pois que o meu senhor me tira a mordomia? Cavar, não posso; de mendigar, tenho vergonha. |
| 4 | Eu sei o que farei, para que, quando eu for expulso do meu trabalho de mordomo, me recebam em suas casas. | Eu sei o que hei de fazer para que, quando for despedido do meu emprego, me recebam em suas casas. | Eu sei o que hei-de fazer, para que, quando fôr desapossado da mordomia, me recebam em suas casas. |
| 5 | E chamando a si a cada um dos devedores de seu senhor, disse ao primeiro: Quanto deves a meu senhor? | Tendo chamado cada um dos devedores do seu amo, perguntou ao primeiro: Quanto deves ao meu amo? | E, chamando a si cada um dos devedores do seu senhor, disse ao primeiro: Quanto deves ao meu senhor? |
| 6 | E ele disse: Cem medidas de azeite. E disse-lhe: Pega a tua conta, senta, e escreve logo cinquenta. | Respondeu ele: Cem cados de azeite. Disse-lhe, então: Toma a tua conta, senta-te depressa e escreve cinquenta. | E elle disse: Cem medidas de azeite. E disse-lhe: Toma a tua obrigação, e, assentando-te já, escreve cincoenta. |
| 7 | Depois disse a outro: E tu, quanto deves? E ele disse: Cem volumes de trigo. E disse-lhe: Toma tua conta, e escreve oitenta. | Depois, perguntou a outro: E tu quanto deves? Respondeu ele: Cem coros de trigo. Disse-lhe: Toma a tua conta e escreve oitenta. | Disse depois a outro: E tu quanto deves? E elle disse: Cem alqueires de trigo. E disse-lhe: Toma a tua obrigação, e escreve oitenta. |
| 8 | E aquele senhor elogiou o injusto mordomo, por ter feito prudentemente; porque os filhos deste mundo são mais prudentes do que os filhos da luz com esta geração. | O amo louvou ao administrador iníquo por haver procedido sabiamente; porque os filhos deste mundo são mais sábios para com a sua geração do que os filhos da luz. | E louvou aquelle senhor o injusto mordomo por haver procedido prudentemente, porque os filhos d'este mundo são mais prudentes na sua geração do que os filhos da luz. |
| 9 | E eu vos digo: fazei amigos para vós com as riquezas da injustiça, para que quando vos faltar, vos recebam nos tabernáculos eternos. | Eu vos digo: Granjeai amigos com as riquezas da iniquidade, para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos. | E eu vos digo: Grangeae amigos com as riquezas da injustiça; para que, quando necessitardes, vos recebam nos tabernaculos eternos. |
| 10 | Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; e quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito. | Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. | Quem é fiel no minimo, tambem é fiel no muito; quem é injusto no minimo, tambem é injusto no muito. |
| 11 | Pois se nas riquezas da injustiça não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras riquezas ? | Se, pois, não fostes fiéis nas riquezas injustas, quem vos confiará as verdadeiras? | Pois, se na riqueza injusta não fostes fieis, quem vos confiará a verdadeira? |
| 12 | E se nas coisas dos outros não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso? | Se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é nosso? | E, se no alheio não fostes fieis, quem vos dará o que é vosso? |
| 13 | Nenhum servo pode servir a dois senhores; porque ou irá odiar a um, e a amar ao outro; ou irá se achegar a um, e desprezar ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. | Nenhum servo pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer a um e amar ao outro ou há de unir-se a um e desprezar ao outro. Não podeis servir a Deus e as riquezas. | Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou ha de aborrecer um e amar o outro, ou se ha de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mammon. |
| 14 | E os fariseus também ouviram todas estas coisas, eles que eram avarentos. E zombaram dele. | Os fariseus, que eram avarentos, ouviam tudo isso e mofavam dele. | E os phariseos, que eram avarentos, ouviam todas estas coisas, e zombavam d'elle. |
| 15 | E disse-lhes: Vós sois os que justificais a vós mesmos diante dos seres humanos; mas Deus conhece vossos corações. Porque o que é excelente para os seres humanos é odiável diante de Deus. | Disse-lhes Jesus: Vós sois os que vos justificais diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações; pois o que é elevado entre os homens é abominação diante de Deus. | E disse-lhes: Vós sois os que vos justificaes a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações, porque, o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação. |
| 16 | A Lei e os profetas foram até João; desde então, o Reino de Deus é anunciado, todo homem tenta entrar nele pela força. | A lei e os profetas duraram até João; desde esse tempo, o evangelho do reino de Deus é anunciado, e todos, à força, entram nele. | A lei e os prophetas duraram até João: desde então é annunciado o reino de Deus, e todo o homem forceja por entrar n'elle. |
| 17 | E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um traço de alguma letra da Lei. | É, porém, mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei. | E é mais facil passar o céu e a terra do que cair um til da lei. |
| 18 | Qualquer que deixa sua mulher, e casa com outra, adultera; e qualquer que se casa com a deixada pelo marido, também adultera. | Todo aquele que repudia sua mulher e casa com outra comete adultério; e quem casa com a mulher repudiada comete adultério. | Qualquer que deixa sua mulher, e casa com outra, adultéra; e aquelle que casa com a repudiada pelo marido tambem adultéra. |
| 19 | Havia porém um certo homem rico, e vestia-se de púrpura, e de linho finíssimo, e festejava todo dia com luxo. | Havia um homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que todos os dias se regalava esplendidamente. | Ora, havia um homem rico, e vestia-se de purpura e de linho finissimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. |
| 20 | Havia também um certo mendigo, de nome Lázaro, o qual ficava deitado à sua porta cheio de feridas. | Um mendigo chamado Lázaro, coberto de chagas, fora deitado ao seu portão, | Havia tambem um certo mendigo, chamado Lazaro, que jazia cheio de chagas á porta d'aquelle; |
| 21 | E desejava se satisfazer com as migalhas que caíam da mesa do rico; porém vinham também os cães, e lambiam suas feridas. | desejoso de fartar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras. | E desejava saciar-se com as migalhas que cahiam da mesa do rico; e até vinham os cães, e lambiam-lhe as chagas. |
| 22 | E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o colo de Abraão. E o rico também morreu, e foi sepultado. | Morreu o mendigo e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico, e foi sepultado. | E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio d'Abrahão; e morreu tambem o rico, e foi sepultado. |
| 23 | E estando no mundo dos mortos em tormentos, ele levantou seus olhos, e viu a Abraão de longe, e a Lázaro em seu colo. | No Hades, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e a Lázaro no seu seio. | E no inferno, erguendo os olhos, estando em tormentos, viu ao longe Abrahão, e Lazaro no seu seio. |
| 24 | E ele, chamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro que molhe a ponta de seu dedo na água, e refresque a minha língua; porque estou sofrendo neste fogo. | Clamou: Pai Abraão, tem compaixão de mim! E manda a Lázaro que molhe a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. | E elle, clamando, disse: Pae Abrahão, tem misericordia de mim, e manda a Lazaro que molhe na agua a ponta do seu dedo e me refresque a lingua, porque estou atormentado n'esta chamma. |
| 25 | Porém Abraão disse: Filho, lembra-te que em tua vida recebeste teus bens, e Lázaro do mesmo jeito recebeu males. E agora este é consolado, e tu és atormentado. | Mas Abraão respondeu: Filho, lembra-te que recebeste os teus bens na tua vida, e Lázaro, do mesmo modo os males; agora, porém, ele está consolado, e tu, em tormentos. | Disse, porém, Abrahão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lazaro sómente males; e agora este é consolado e tu atormentado; |
| 26 | E, além de tudo isto, um grande abismo está posto entre nós e vós, para os que quisessem passar daqui para vós não possam; nem também os daí passarem para cá. | Demais, entre nós e vós está firmado um grande abismo, de modo que os que querem passar daqui para vós não podem, nem os de lá, passar para nós. | E, além d'isso, está posto um grande abysmo entre nós e vós, de sorte que os que quizessem passar d'aqui para vós não poderiam, nem tão pouco os de lá passar para cá |
| 27 | E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai. | Ele replicou: Pai, eu te rogo, então, que o mandes à casa de meu pai, | E disse elle: Rogo-te pois, ó pae, que o mandes a casa de meu pae, |
| 28 | Porque tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho; para que também não venham para este lugar de tormento. | (pois tenho cinco irmãos), para os avisar, a fim de não suceder virem eles também para este lugar de tormento. | Porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, afim de que não venham tambem para este logar de tormento. |
| 29 | Disse-lhe Abraão: Eles têm a Moisés e aos profetas, ouçam-lhes. | Mas Abraão disse: Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. | Disse-lhe Abrahão: Teem Moysés e os prophetas; ouçam-n'os. |
| 30 | E ele disse: Não, pai Abraão; mas se alguém dos mortos fosse até eles, eles se arrependeriam. | Respondeu ele: Não, pai Abraão, mas, se alguém for ter com eles dentre os mortos, hão de se arrepender. | E disse elle: Não, pae Abrahão; mas, se alguem dos mortos fosse ter com elles, arrepender-se-hiam. |
| 31 | Porém Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, também não se deixariam convencer, ainda que alguém ressuscite dos mortos. | Replicou-lhe Abraão: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos. | Porém Abrahão lhe disse: Se não ouvem a Moysés e aos prophetas, tão pouco acreditarão, ainda que algum dos mortos resuscite. |