Bíblia
Marcos 14
| BLIVRE | TB | ALM1911 | |
|---|---|---|---|
| 1 | E dali a dois dias era a Páscoa, e a festa dos pães sem fermento; e os chefes dos sacerdotes, e os escribas buscavam um meio de prendê-lo através de um engano, e o matarem. | Dois dias depois, era a Páscoa e os Pães Asmos. Os principais sacerdotes e os escribas procuravam algum meio de prender a Jesus à traição e tirar-lhe a vida. | E d'alli a dois dias era a paschoa, e a festa dos pães asmos, e os principaes dos sacerdotes e os escribas buscavam como o prenderiam com dolo, e o matariam. |
| 2 | Pois diziam: “Não na festa, para que não aconteça tumulto entre o povo.” | Pois diziam: Durante a festa, não, para que não haja tumulto entre o povo. | Mas elles diziam: Não na festa, para que porventura se não faça alvoroço entre o povo. |
| 3 | E estando ele em Betânia, na casa de Simão o Leproso, sentado à mesa , veio uma mulher, que tinha um vaso de alabastro, de óleo perfumado de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso de alabastro, derramou-o sobre a cabeça dele. | Estando Jesus em Betânia, sentado à mesa na casa de Simão, o leproso, veio uma mulher trazendo um vaso de alabastro com preciosíssimo perfume de nardo puro; e, quebrando o vaso, derramou-lhe o perfume sobre a cabeça. | E, estando elle em Bethania, assentado á mesa, em casa de Simão, o leproso, veiu uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nardo puro, de muito preço, e, quebrando o vaso, lh'o derramou sobre a cabeça. |
| 4 | E houve alguns que em si mesmos se indignaram, e disseram : “Para que foi feito este desperdício do óleo perfumado? | Alguns se indignavam entre si, dizendo: Para que se desperdiçou este perfume? | E alguns houve que em si mesmos se indignaram, e disseram: Para que se fez este desperdicio de unguento? |
| 5 | Porque este óleo perfumado podia ter sido vendido por mais de trezentos denários, e seria dado aos pobres.” E reclamavam contra ela. | Pois podia ser ele vendido por mais de trezentos denários e dado aos pobres; e murmuravam contra ela. | Porque podia isto vender-se por mais de trezentos dinheiros, e dal-o aos pobres. E bramavam contra ella. |
| 6 | Porém Jesus disse: “Deixai-a; por que a incomodais? Ela me fez boa obra. | Mas Jesus disse: Deixai-a; por que a molestais? Ela me fez uma boa obra. | Jesus, porém, disse: Deixae-a, para que a molestaes? Ella fez-me uma obra boa. |
| 7 | Porque pobres sempre tendes convosco; e quando quiserdes, podeis lhes fazer bem; porém a mim, nem sempre me tendes. | Pois os pobres, sempre os tendes convosco e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem; mas a mim nem sempre me tendes. | Porque sempre tendes os pobres comvosco, e podeis fazer-lhes bem, quando quizerdes; porém a mim nem sempre me tendes. |
| 8 | Esta fez o que podia; adiantou-se para ungir o meu corpo, para a sepultura. | Ela fez o que pode; ungiu o meu corpo antecipadamente para a sepultura. | Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura. |
| 9 | Em verdade vos digo, que onde quer que em todo o mundo o Evangelho for pregado, também o que esta fez será dito em sua memória.” | Em verdade vos digo que onde quer que for pregado em todo o mundo o evangelho, será também contado para memória sua o que ela fez. | Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho fôr prégado, tambem o que ella fez será contado para sua memoria. |
| 10 | E Judas Iscariotes, um dos doze, foi aos chefes dos sacerdotes, para o entregar a eles. | Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principais sacerdotes, para lhes entregar a Jesus. | E Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principaes dos sacerdotes para lh'o entregar. |
| 11 | E eles ouvindo, alegraram-se; e prometeram lhe dar dinheiro; e buscava como o entregaria em tempo oportuno. | Eles, ouvindo-o, se alegraram e prometeram dar-lhe dinheiro; e ele buscava ocasião oportuna para o entregar. | E elles, ouvindo-o, folgaram, e prometteram dar-lhe dinheiro; e buscava como o entregaria a tempo opportuno. |
| 12 | E o primeiro dia dos pães sem fermento, quando sacrificavam o cordeiro da Páscoa, seus discípulos lhe disseram: “Onde queres que vamos preparar para comerdes a Páscoa?” | No primeiro dia dos Pães Asmos, quando sacrificavam a Páscoa, disseram-lhe seus discípulos: Onde queres que vamos fazer os preparativos para comeres a Páscoa? | E, no primeiro dia dos pães asmos, quando sacrificavam a paschoa, disseram-lhe os discipulos: Aonde queres que vamos preparar-te o necessario para comer a paschoa? |
| 13 | E mandou dois de seus discípulos, e disse-lhes: “Ide à cidade, e um homem que leva um cântaro de água vos encontrará, a ele segui. | Enviando ele dois de seus discípulos, disse-lhes: Ide à cidade, e vos sairá ao encontro um homem, trazendo um cântaro de água; | E enviou dois dos seus discipulos, e disse-lhes: Ide á cidade, e um homem, que leva um cantaro d'agua, vos encontrará; segui-o; |
| 14 | E onde quer que ele entrar, dizei ao senhor da casa: O Mestre diz: Onde está o cômodo onde comerei Páscoa com meus discípulos? | segui-o e dizei ao dono da casa onde ele entrar que o Mestre pergunta: Onde é o meu aposento, no qual hei de comer a Páscoa com meus discípulos? | E, onde quer que entrar, dizei ao senhor da casa: O Mestre diz: Onde está o aposento em que hei de comer a paschoa com os meus discipulos? |
| 15 | E ele vos mostrará um grande salão, ornado e preparado; ali fazei os preparativos para nós.” | Ele vos mostrará um espaçoso cenáculo mobilado e pronto; ali fazei-nos os preparativos. | E elle vos mostrará um grande cenaculo mobilado e preparado; ali a preparae. |
| 16 | E osdiscípulos saíram, e vieram à cidade, e acharam como havia lhes dito, e prepararam a Páscoa. | Partindo os discípulos, foram à cidade; acharam tudo como ele lhes havia dito e prepararam a Páscoa. | E, saindo os seus discipulos, foram á cidade, e acharam como lhes tinha dito, e prepararam a paschoa. |
| 17 | E chegada a tarde, veio com os doze. | À tarde, foi para ali com os doze. | E, chegada a tarde, foi com os doze, |
| 18 | E quando se sentaram à mesa , e comeram, Jesus disse: “Em verdade vos digo, que um de vós, que está comendo comigo, me trairá.” | Quando estavam à mesa e comiam, disse Jesus: Em verdade vos digo que um de vós, que come comigo, me trairá. | E, quando estavam assentados á mesa, e comendo, disse Jesus: Em verdade vos digo que um de vos, que comigo come, ha de trahir-me. |
| 19 | Eles começaram a se entristecer, e a lhe dizer um após outro: “Por acaso sou eu?” | Começaram a entristecer-se e a perguntar-lhe um após outro: Porventura, sou eu? | E elles começaram a entristecer-se e a dizer-lhe um após outro: Porventura sou eu, Senhor? e outro: Porventura sou eu, Senhor? |
| 20 | Porém ele lhes respondeu: “É um dos doze, o que está molhando a mão comigo no prato. | Respondeu-lhes: É um dos doze, aquele que põe comigo a mão no prato. | Porém elle, respondendo, disse-lhes: É um dos doze que mette comigo a mão no prato. |
| 21 | Pois em verdade o Filho do homem vai, como está escrito sobre ele; mas ai daquele homem por quem o Filho do homem é traído; bom lhe fosse ao tal homem não haver nascido.” | Pois o Filho do Homem se vai, segundo está escrito a seu respeito; mas ai daquele por quem o Filho do Homem é traído! Melhor fora para esse homem se não houvesse nascido! | Na verdade o Filho do homem vae, como d'elle está escripto, mas ai d'aquelle homem por quem o Filho do homem é trahido! bom seria ao tal homem não haver nascido. |
| 22 | E enquanto eles comiam, Jesus tomou o pão; e bendizendo, partiu-o, deu-lhes, e disse: “Tomai, isto é o meu corpo.” | Estando eles comendo, tomou Jesus o pão, e, tendo dado graças, partiu-o, e deu-lhes, dizendo: Tomai; este é o meu corpo. | E, comendo elles, tomou Jesus pão, e, abençoando-o, o partiu e deu-lh'o, e disse: Tomae, comei, isto é o meu corpo. |
| 23 | E tomando o copo, e dando graças, deu-lhes; e todos beberam dele. | Tomando o cálice, rendeu graças e deu-lho; e todos beberam dele. | E, tomando o calix, e dando graças, deu-lh'o; e todos beberam d'elle. |
| 24 | E disse-lhes: “Isto é o meu sangue, o do testamento, que é derramado por muitos. | Disse-lhes: Este é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por muitos. | E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que por muitos é derramado. |
| 25 | Em verdade vos digo, que não beberei mais do fruto da vide, até aquele dia, quando o beber novo no Reino de Deus.” | Em verdade vos digo que nunca mais beberei do fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, no reino de Deus. | Em verdade vos digo que não beberei mais do fructo da vide, até áquelle dia em que o beber novo no reino de Deus. |
| 26 | E depois de cantarem um hino, saíram para o monte das Oliveiras. | Tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras. | E, tendo cantado o hymno, sairam para o monte das Oliveiras. |
| 27 | E Jesus lhes disse: “Todos vós vos ofendereis; porque está escrito: Ferirei ao pastor, e as ovelhas serão dispersas. | Disse-lhes Jesus: A todos vós serei pedra de tropeço; pois está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas ficarão dispersas. | E disse-lhes Jesus: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim; porque escripto está: Ferirei o pastor, e as ovelhas se dispersarão. |
| 28 | Mas depois de eu haver ressuscitado, irei adiante de vós para a Galileia.” | Mas, depois que eu ressuscitar, irei adiante de vós para a Galileia. | Mas, depois que eu houver resuscitado, irei adiante de vós para a Galilea. |
| 29 | E Pedro lhe disse: “Ainda que todos se ofendam, porém eu não.” | Disse-lhe Pedro: Ainda que sejas para todos uma pedra de tropeço, nunca o serás para mim. | E disse-lhe Pedro: Ainda que todos se escandalizem, nunca, porém, eu. |
| 30 | Jesus lhe disse: “Em verdade te digo, que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, me negarás três vezes.” | Declarou-lhe Jesus: Em verdade te digo que tu, hoje, nesta noite, antes de cantar o galo duas vezes, três vezes me negarás. | E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, n'esta noite, antes que o gallo cante duas vezes, tres vezes me negarás. |
| 31 | Mas Pedro , insistindo, dizia: “Ainda que me seja necessário morrer contigo, em maneira nenhuma te negarei.” E todos diziam também da mesma maneira. | Mas ele repetia com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de modo algum te negarei. Assim também diziam todos. | Mas elle dizia cada vez mais: Ainda que me seja necessario morrer comtigo, de modo nenhum te negarei. E da mesma maneira diziam todos tambem. |
| 32 | E vieram ao lugar, cujo nome era Getsêmani, e disse a seus discípulos: “Sentai-vos aqui, enquanto eu oro.” | Chegaram a um lugar chamado Getsêmani, e disse Jesus a seus discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto eu oro. | E foram a um logar chamado Gethsemane, e disse aos seus discipulos: Assentae-vos aqui, até que ore. |
| 33 | E tomou consigo Pedro, Tiago, e João, e começou a ficar muito apavorado e angustiado. | Levando consigo a Pedro, a Tiago e a João, começou a ter pavor e a angustiar-se. | E tomou comsigo a Pedro, e a Thiago, e a João, e começou a ter pavor, e a angustiar-se. |
| 34 | E disse-lhes: “Minha alma totalmente está triste até a morte; ficai-vos aqui, e vigiai.” | Disse-lhes: A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai. | E disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até á morte: ficae aqui, e vigiae. |
| 35 | Então ele foi um pouco mais adiante, e prostrou-se em terra. E orou, que se fosse possível, afastasse dele aquela hora. | Adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra e começou a orar que, se fosse possível, passasse dele aquela hora; | E, tendo ido um pouco mais adiante, prostrou-se em terra; e orou para que, se fosse possivel, passasse d'elle aquella hora. |
| 36 | E disse: “Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; passa de mim este copo; porém não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres .” | e disse: Aba, Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice; todavia, não seja o que eu quero, mas o que tu queres. | E disse: Abba, Pae, todas as coisas te são possiveis; affasta de mim este calix; porém não o que eu quero, mas o que tu queres. |
| 37 | Depois veio de volta, e os achou dormindo; e disse a Pedro: “Simão, estás dormindo? Não podes vigiar uma hora? | Voltando, encontrou-os dormindo e disse a Pedro: Dormes, Simão? Não pudeste vigiar nem uma hora? | E, chegando, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Simão, dormes? não podes vigiar uma hora? |
| 38 | Vigiai, e orai, para que não entreis em tentação; o espírito em verdade está pronto, mas a carne é fraca.” | Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. | Vigiae e orae, para que não entreis em tentação; o espirito, na verdade, está prompto, mas a carne é fraca. |
| 39 | E depois que se foi novamente, orou, dizendo as mesmas palavras. | De novo, se retirou e fez a mesma oração. | E, tornando a ir, orou, dizendo as mesmas palavras. |
| 40 | Quando voltou outra vez, achou-os dormindo; porque os olhos deles estavam pesados, e não sabiam o que lhe responder. | Voltando, encontrou-os dormindo, porque estavam com os olhos pesados; e não sabiam o que lhe responder. | E, tornando, achou-os outra vez dormindo, porque os seus olhos estavam carregados, e não sabiam que responder-lhe. |
| 41 | E veio a terceira vez, e disse-lhes: “Ainda estais dormindo e descansando? Basta, chegada é a hora. Eis que o Filho do homem é entregue em mãos dos pecadores. | Veio pela terceira vez e disse-lhes: Dormi agora e descansai! Basta! É chegada a hora; o Filho do Homem está sendo traído nas mãos de pecadores. | E voltou terceira vez, e disse-lhes: Dormi agora, e descançae. Basta; é chegada a hora. Eis que o Filho do homem vae ser entregue nas mãos dos peccadores. |
| 42 | Levantai-vos, vamos; eis que o que me trai está perto. | Levantai-vos, vamo-nos! Pois se aproxima aquele que me trai. | Levantae-vos, vamos; eis que está perto o que me trahe. |
| 43 | E logo, enquanto ele ainda estava falando, veio Judas, que era um dos doze, e com ele uma multidão, com espadas e bastões, da parte dos chefes dos sacerdotes, dos escribas, dos anciãos. | No mesmo instante, enquanto ainda falava, chegou Judas, um dos doze, e, com ele uma multidão, armada de espadas e varapaus, enviada pelos principais sacerdotes, pelos escribas e pelos anciãos. | E logo, fallando elle ainda, veiu Judas, que era um dos doze, da parte dos principaes dos sacerdotes, e dos escribas e dos anciãos, e com elle uma grande multidão com espadas e varapaus. |
| 44 | E o que o traía lhes tinha dado um sinal comum, dizendo: “Ao que eu beijar, é esse; prendei-o, e levai-o em segurança.” | O traidor lhes havia dado um sinal, dizendo: Aquele a quem eu beijar, este é que é; prendei-o e levai-o com segurança. | Ora, o que o trahia, tinha-lhes dado um signal, dizendo: Aquelle que eu beijar, esse é; prendei-o, e levae-o com segurança. |
| 45 | E quando veio, logo foi-se a ele, e disse-lhe: “Rabi”, e o beijou. | Havendo chegado, aproximou-se logo de Jesus e disse: Mestre! E o beijou. | E, logo que chegou, approximou-se d'elle, e disse-lhe: Rabbi, Rabbi. E beijou-o. |
| 46 | Então o agarraram, e o prenderam. | Eles puseram-lhe as mãos e prenderam-no. | E lançaram-lhe as mãos, e o prenderam. |
| 47 | E um dos que estavam ali presentes puxou a espada, feriu o servo do sumo sacerdote, e cortou-lhe a orelha. | Mas um dos que ali estavam puxou da espada e, dando um golpe no servo do sumo sacerdote, decepou-lhe uma orelha. | E um dos que ali estavam presentes, puxando da espada, feriu o servo do summo sacerdote, e cortou-lhe a orelha. |
| 48 | Jesus começou a lhes dizer: “Viestes me prender com espadas e bastões, como se eu fosse um bandido? | Disse-lhes Jesus: Viestes armados de espadas e varapaus, para me prender, como se eu fora salteador. | E, respondendo Jesus, disse-lhes: Saistes com espadas e varapaus a prender-me, como a um salteador? |
| 49 | Todo dia eu estava convosco no templo, ensinando, e não me prendestes; mas assim se faz para que as Escrituras se cumpram.” | Todos os dias eu estava convosco no templo ensinando, e não me prendestes; mas isso é para se cumprir as Escrituras. | Todos os dias estava comvosco ensinando no templo, e não me prendestes; mas assim se faz para que as Escripturas se cumpram. |
| 50 | Então todos o deixaram, e fugiram. | Todos o deixaram e fugiram. | Então, deixando-o, todos fugiram. |
| 51 | E certo rapaz o seguia, envolto num lençol sobre o corpo nu. E o agarraram. | Seguia-o um moço, coberto unicamente com um lençol, e o agarraram; | E um certo mancebo o seguia, envolto em um lençol sobre o corpo nú. E os mancebos o prenderam; |
| 52 | Mas ele largou o lençol, e fugiu nu. | mas ele, largando o lençol, fugiu nu. | E elle, largando o lençol, fugiu nú d'entre elles. |
| 53 | E levaram Jesus ao sumo sacerdote; e ajuntaram-se todos os chefes dos sacerdotes, os anciãos, e os escribas. | Levaram Jesus à casa do sumo sacerdote, e reuniram-se todos os principais sacerdotes, os anciãos e os escribas. | E levaram Jesus ao summo sacerdote, e ajuntaram-se a elle todos os principaes dos sacerdotes, e os anciãos e os escribas. |
| 54 | E Pedro o seguiu de longe até dentro do pátio do sumo sacerdote, e ficou sentado com os oficiais, esquentando-se ao fogo. | Pedro seguira-o de longe até dentro do pátio da casa do sumo sacerdote e estava sentado com os oficiais de justiça, aquentando-se ao fogo. | E Pedro o seguiu de longe até dentro do pateo do summo sacerdote, e estava assentado com os servidores, e aquentando-se ao lume. |
| 55 | E os chefes dos sacerdotes, e todo o tribunal buscavam algum testemunho contra Jesus, para o matarem, e não o achavam. | Os principais sacerdotes e todo o Sinédrio buscavam testemunho contra Jesus, para o entregar à morte, e não o achavam; | E os principaes dos sacerdotes e todo o concilio buscavam algum testemunho contra Jesus, para o matar, e não o achavam. |
| 56 | Porque muitos davam falso testemunho contra ele, mas os testemunhos não concordavam entre si. | pois muitos depunham falsamente contra ele, mas os seus depoimentos não eram coerentes. | Porque muitos testificavam falsamente contra elle, mas os testemunhos não eram conformes. |
| 57 | E alguns se levantavam e davam falso testemunho contra ele, dizendo: | Depois, levantando-se alguns, davam falso testemunho contra ele, dizendo: | E, levantando-se alguns, testificavam falsamente contra elle, dizendo: |
| 58 | “Nós o ouvimos dizer: Eu derrubarei este templo feito por mãos, e em três dias construirei outro feito não por mãos. | Nós lhe ouvimos dizer: Eu destruirei este santuário feito por mãos de homens e, em três dias, construirei outro não feito por mãos de homens. | Nós ouvimos-lhe dizer: Eu derribarei este templo, construido pelas mãos, e em tres dias edificarei outro, não feito por mãos. |
| 59 | E nem assim o testemunho deles era concordante. | Nem assim era coerente o seu testemunho. | E nem assim o seu testemunho era conforme. |
| 60 | Então o sumo sacerdote levantou-se no meio, e perguntou a Jesus: “Não respondes nada? O que estes testemunham contra ti?” | Levantando-se o sumo sacerdote no meio do Sinédrio, assim interrogou a Jesus: Nada respondes? Que depõem estes contra ti? | E, levantando-se o summo sacerdote no meio, perguntou a Jesus, dizendo: Nada respondes? Que testificam estes contra ti? |
| 61 | Mas ele ficou calado, e nada respondeu. O sumo sacerdote voltou a lhe perguntar: “És tu o Cristo, o Filho daquele que é Bendito?” | Mas ele conservou-se calado e nada respondeu. Tornou a perguntar-lhe o sumo sacerdote: És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito? | Mas elle calou-se, e nada respondeu. O summo sacerdote lhe tornou a perguntar, e disse-lhe: És tu o Christo, Filho do Deus Bemdito? |
| 62 | Jesus respondeu: “Eu sou. E vereis o Filho do homem sentado à direita do Poderoso , e vindo com as nuvens do céu.” | Respondeu-lhe Jesus: Eu o sou; e vereis o Filho do Homem sentado à mão direita do Todo-Poderoso e vindo com as nuvens do céu. | E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis o Filho do homem assentado á direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu. |
| 63 | E o sumo sacerdote, rasgando suas roupas, disse: “Para que mais necessitamos de testemunhas? | O sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: Que necessidade temos ainda de testemunhas? | E o summo sacerdote, rasgando os seus vestidos, disse: Para que necessitamos de mais testemunhas? |
| 64 | Vós ouvistes a blasfêmia. Que vos parece?” E todos o condenaram como culpado de morte. | Ouvistes a blasfêmia; que vos parece? Todos o julgaram réu de morte; | Vós ouvistes a blasphemia; que vos parece? E todos o condemnaram como culpado de morte. |
| 65 | E alguns começaram a cuspir nele, e a cobrir o rosto dele; e a dar-lhe de socos, e dizer-lhe: “Profetiza”. E os oficiais o receberam com bofetadas. | alguns começaram a cuspir nele, a tapar-lhe o rosto, a dar-lhe punhadas e a dizer-lhe: Adivinha! E os oficiais de justiça receberam-no a bofetadas. | E alguns começaram a cuspir n'elle, e a cobrir-lhe o rosto, e a dar-lhe punhadas, e a dizer-lhe: Prophetiza. E os servidores davam-lhe bofetadas. |
| 66 | E, enquanto Pedro estava no pátio abaixo, veio uma das servas do sumo sacerdote. | Estando Pedro embaixo no pátio, veio uma das criadas do sumo sacerdote e, | E, estando Pedro em baixo, no atrio, chegou uma das creadas do summo sacerdote; |
| 67 | Quando ela viu Pedro, que estava sentado esquentando-se, olhou para ele, e disse: “Também tu estavas com Jesus, o Nazareno.” | vendo a Pedro aquentando-se, encarou-o e disse: Tu também estavas com o Nazareno, esse Jesus. | E, vendo a Pedro, que se estava aquentando, olhou para elle, e disse: Tu tambem estavas com Jesus Nazareno. |
| 68 | Mas ele negou, dizendo: “Não o conheço, nem sei o que dizes.”; e saiu para o alpendre. | Mas ele o negou, dizendo: Não sei, nem compreendo o que dizes. Ele saiu para o alpendre; | Mas elle negou-o, dizendo: Não o conheço, nem sei o que dizes. E saiu fóra ao alpendre, e o gallo cantou. |
| 69 | A serva o viu, e começou a dizer outra vez aos que ali estavam: “Este é um deles”. | e, vendo-o a criada, tornou a dizer aos que ali estavam: Este é um deles. | E a creada, vendo-o outra vez, começou a dizer aos que ali estavam: Este é um dos taes. |
| 70 | Mas ele o negou de novo. E pouco depois, outra vez os que ali estavam disseram a Pedro: “Verdadeiramente tu és um deles; pois também és galileu””. | Mas, de novo, o negou. Pouco depois, os que ali estavam disseram novamente a Pedro: Certamente, tu és um deles, pois também és galileu. | Mas elle o negou outra vez. E pouco depois os que ali estavam disseram outra vez a Pedro: Verdadeiramente tu és um d'elles, porque és tambem galileo, e a tua falla é similhante. |
| 71 | Então ele começou a amaldiçoar e a jurar, dizendo : “Não conheço esse homem de quem dizeis.” | Porém ele começou a praguejar e a jurar: Não conheço o homem de quem falais! | E elle começou a imprecar, e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem de quem fallaes, |
| 72 | Imediatamente o galo cantou a segunda vez. E Pedro se lembrou da palavra que Jesus havia lhe dito: “Antes que o galo cante duas vezes, tu me negarás três vezes.” Então ele retirou-se dali e chorou. | Imediatamente, cantou o galo pela segunda vez. Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe proferira: Antes de cantar o galo duas vezes, três vezes me negarás. Caindo em si, pôs-se a chorar. | E o gallo cantou segunda vez. E Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe tinha dito: Antes que o gallo cante duas vezes, tres vezes me negarás tu. E, retirando-se d'ali, chorou. |