Bíblia
Marcos 4
| BLIVRE | TB | ALM1911 | |
|---|---|---|---|
| 1 | Jesus começou outra vez a ensinar junto ao mar, e uma grande multidão se ajuntou a ele, de maneira que ele entrou num barco e ficou sentado no mar; e toda a multidão estava em terra junto ao mar. | De novo, começou Jesus a ensinar à beira do mar. Reuniu-se a ele uma grande multidão, de maneira que entrou numa barca e sentou-se dentro dela no mar; e todo o povo achava-se na praia. | E outra vez começou a ensinar junto do mar, e juntou-se a elle uma grande multidão, de sorte que elle, entrando em um barco, se assentou dentro, no mar; e toda a multidão estava em terra junto do mar. |
| 2 | E ensinava-lhes muitas coisas por parábolas; e dizia-lhes em seu ensinamento: | Ele lhes ensinava muitas coisas por parábolas, dizendo, no correr do seu ensino: | E ensinava-lhes muitas coisas, e lhes dizia na sua doutrina: |
| 3 | Ouvi: eis que o semeador saiu a semear; | Ouvi: O semeador saiu a semear; | Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear; |
| 4 | E aconteceu que, enquanto semeava, uma parte das sementes caiu junto ao caminho, e os pássaros vieram, e a comeram. | quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram-na. | E aconteceu que, semeando elle, uma parte da semente caiu junto do caminho, e vieram as aves do céu, e a comeram; |
| 5 | E outra caiu em pedregulhos, onde não havia muita terra; e logo nasceu, porque não tinha terra profunda. | Outra parte caiu nos lugares pedregosos, onde não havia muita terra; logo nasceu, porque a terra não era profunda. | E outra caiu sobre pedregaes, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque não tinha terra profunda; |
| 6 | Mas, quando saiu o sol, queimou-se; e porque não tinha raiz, secou-se. | E, tendo saído o sol, queimou-se; e, porque não tinha raiz, secou-se. | Mas, saindo o sol, queimou-se; e, porque não tinha raiz, seccou-se. |
| 7 | E outra caiu entre espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram, e não deu fruto. | Outra caiu entre os espinhos; e os espinhos cresceram e sufocaram-na, e não deu fruto algum. | E outra caiu entre espinhos, e, crescendo os espinhos, a suffocaram e não deu fructo. |
| 8 | Mas outra caiu em boa terra, e deu fruto, que subiu, e cresceu; e um deu trinta, outro sessenta, e outro cem. | Mas outras caíram na boa terra e, brotando e crescendo, davam fruto; um grão produzia trinta; outro, sessenta; e outro, cem. | E outra caiu em boa terra e deu fructo, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro sessenta, e outro cem. |
| 9 | E disse : Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. | Disse: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. | E disse-lhes: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. |
| 10 | E quando Jesus esteve só, os que estavam junto dele, com os doze, perguntaram-lhe acerca das parábolas . | Quando se achou só, os que estavam ao redor dele com os doze pediam a explicação das parábolas. | E, quando se achou só, os que estavam junto d'elle com os doze interrogaram-n'o ácerca da parabola. |
| 11 | E respondeu-lhes: A vós é concedido o mistério do Reino de Deus; mas aos que são de fora, todas estas coisas se fazem por meio de parábolas; | Ele lhes disse: A vós vos é dado o mistério do reino de Deus; mas aos de fora tudo se lhes propõe em parábolas, | E elle disse-lhes: A vós é dado saber os mysterios do reino de Deus, mas aos que estão de fóra todas estas coisas se dizem por parabolas, |
| 12 | para que vendo, vejam, e não percebam; e ouvindo, ouçam, e não entendam; para não haver de se converterem, e sejam perdoados . | para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam, para que não suceda que se convertam e sejam perdoados. | Para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam; para que se não convertam, e lhes sejam perdoados os seus peccados. |
| 13 | E disse-lhes: Não sabeis o significado desta parábola? Como, pois, entendereis todas as parábolas? | Perguntou-lhes: Não percebeis esta parábola e como entendereis todas as parábolas? | E disse-lhes: Não sabeis esta parabola? como pois entendereis todas as parabolas? |
| 14 | O semeador semeia a palavra. | O semeador semeia a palavra. | O que semeia, semeia a palavra; |
| 15 | E estes são os de junto ao caminho: nos quais a palavra é semeada; mas depois de a ouvirem, Satanás logo vem, e tira a palavra que foi semeada neles . | Os que se acham pelo caminho, onde a palavra é semeada são aqueles, de quem, depois de a terem ouvido, vindo logo Satanás, tira a palavra que neles tem sido semeada. | E os que estão junto do caminho são aquelles em quem a palavra é semeada; mas, tendo-a ouvido, vem logo Satanaz e tira a palavra que foi semeada nos seus corações. |
| 16 | E, semelhantemente, estes são os que se semeiam em pedregulhos: os que havendo ouvido a palavra, logo a recebem com alegria. | Igualmente, os semeados nos lugares pedregosos são aqueles que, ouvindo a palavra, imediatamente, a recebem com alegria; | E da mesma sorte os que recebem a semente sobre pedregaes; os quaes, ouvindo a palavra, logo com prazer a recebem, |
| 17 | Mas não têm raiz em si mesmos; em vez disso, são temporários. Depois, quando se levanta a tribulação ou aperseguição por causa da palavra, logo caem. | eles não têm em si raiz, mas duram pouco tempo; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam. | Mas não teem raiz em si mesmos, antes são temporãos; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam. |
| 18 | E outros são os que se semeiam entre espinhos: os que ouvem a palavra; | Os outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra, | E outros são os que recebem a semente entre espinhos, os quaes ouvem a palavra, |
| 19 | mas as preocupações do mundo, a sedução das riquezas, e as cobiças por outras coisas, entram, sufocam a palavra, e ela fica sem gerar fruto. | e os cuidados do mundo, a sedução das riquezas e a cobiça de outras coisas, entrando, abafam a palavra, e ela fica infrutífera. | Mas os cuidados d'este mundo, e os enganos das riquezas e as ambições d'outras coisas, entrando, soffocam a palavra, e fica infructifera. |
| 20 | E estes são os que foram semeados em boa terra: os que ouvem a palavra, recebem-na, e dão fruto, um trinta, e outro sessenta, e outro cem. | Os semeados na boa terra são os que ouvem a palavra, e a recebem, e produzem fruto, a trinta, a sessenta e a cem por um. | E os que recebem a semente em boa terra, são os que ouvem a palavra e a recebem, e dão fructo, um trinta, outro sessenta, outro cem. |
| 21 | E ele lhes disse: Por acaso a lâmpada vem a ser posta debaixo de uma caixa ou sob da cama? Não deve ela ser posta na luminária? | Continuou: Porventura, vem a candeia para se pôr debaixo do módio ou debaixo da cama? Não é, antes, para se colocar no velador? | E disse-lhes: Vem porventura a candeia para se metter debaixo do alqueire, ou debaixo da cama? não vem antes para se collocar no velador? |
| 22 | Pois não há nada encoberto que não haja de ser revelado; e nada se faz para ficar encoberto, mas sim, para ser vir à luz. | Pois nada está oculto, senão para ser manifesto; e nada foi escondido, senão para ser divulgado. | Porque nada ha encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar occulto, mas para ser descoberto. |
| 23 | Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça. | Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça. | Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça. |
| 24 | E disse-lhes: Prestai atenção ao que ouvis: com a medida que medirdes a vós mesmos se medirá, e será acrescentado a vós mesmos. | Também lhes disse: Atendei ao que ouvis. A medida de que usais, desta usarão convosco; e ainda se vos acrescentará. | E disse-lhes: Attendei ao que ides ouvir. Com a medida com que medirdes ser-vos-ha medido, e ser-vos-ha accrescentado. |
| 25 | Pois ao que tem, lhe será dado; e ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. | Pois ao que tem ser-lhe-á dado; e ao que não tem, até aquilo que tem, ser-lhe-á tirado. | Porque ao que tem, ser-lhe-ha dado; e, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. |
| 26 | E dizia: Assim é o Reino de Deus, como se um homem lançasse semente na terra; | Disse mais: O reino de Deus é como se um homem lançasse a semente na terra | E dizia: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente á terra, |
| 27 | e dormisse, e se levantasse, de noite e de dia, e a semente brotasse, e crescesse, sem que ele saiba como. | e, dormindo ou acordado de noite e de dia, a semente germinasse e crescesse, sem ele saber como. | E dormisse, e se levantasse de noite e de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo elle como. |
| 28 | A terra de si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, depois o grão cheio na espiga. | A terra por si mesma produz fruto: primeiro, a erva, depois, a espiga e, por último, o grão grado na espiga. | Porque a terra por si mesma fructifica, primeiro a herva, depois a espiga, e por ultimo o grão cheio na espiga. |
| 29 | E quando o fruto se mostra pronto, logo mete a foice, pois a colheita chegou. | Depois de o fruto amadurecer, logo lhe mete a foice, porque é chegada a ceifa. | E, quando já o fructo se mostra, mette-lhe logo a foice, porque está chegada a ceifa. |
| 30 | E dizia: A que assemelharemos o Reino de Deus? Ou com que parábola o compararemos? | Ainda disse: A que assemelharemos o reino de Deus ou com que parábola o representaremos? | E dizia: A que assimilharemos o reino de Deus? ou com que parabola o compararemos? |
| 31 | Com um grão da mostarda que, quando semeado na terra, é a menor de todas as sementes na terra. | É como um grão de mostarda, que, quando semeado na terra, embora seja menor que todas as sementes que há na terra, | É como um grão de mostarda, que, quando se semeia na terra, é a mais pequena de todas as sementes que ha na terra; |
| 32 | Mas, depois de semeado, cresce, e se torna a maior de todas as hortaliças, e cria grandes ramos, de maneira que os pássaros do céu podem fazer ninhos sob a sua sombra. | contudo, depois de semeado, cresce e se torna a maior de todas as hortaliças e deita grandes ramos, de tal modo que as aves do céu podem pousar à sua sombra. | Mas, tendo sido semeado, cresce; e faz-se a maior de todas as hortaliças, e cria grandes ramos, de tal maneira que as aves do céu podem aninhar-se debaixo da sua sombra. |
| 33 | E com muitas parábolas como essas Jesus lhes falava a palavra, conforme o que podiam ouvir. | Com muitas parábolas semelhantes dirigia-lhes a palavra, conforme podiam compreendê-la; | E com muitas parabolas taes lhes fallava a palavra, segundo o que podiam ouvir. |
| 34 | E não lhes falava sem parábola; mas aos seus discípulos explicava tudo em particular. | não lhes falava sem parábolas, mas em particular explicava tudo a seus discípulos. | E sem parabolas nunca lhes fallava; porém tudo declarava em particular aos seus discipulos. |
| 35 | Naquele dia, chegando o entardecer, disse-lhes: Passemos para o outro lado. | Naquele dia, à tarde, lhes disse: Passemos para o outro lado. | E, n'aquelle dia, sendo já tarde, disse-lhes: Passemos para a outra banda. |
| 36 | Então despediram a multidão, e o levaram consigo assim como estava no barco; mas havia também outros barcos com ele. | Eles, deixando a multidão, o levaram, assim como estava, na barca; e estavam com ele outras barcas. | E elles, deixando a multidão, o levaram comsigo, assim como estava no barco; e havia tambem com elle outros barquinhos. |
| 37 | E levantou-se uma grande tempestade de vento; as ondas atingiam por cima do barco, de maneira que já se enchia. | Levantou-se um grande tufão de vento, e as ondas batiam na barca, de modo que ela já se enchia. | E levantou-se uma grande tempestade de vento, e subiam as ondas por cima do barco, de maneira que já se enchia. |
| 38 | Jesus estava na popa dormindo sobre uma almofada. Então despertaram-no, e disseram-lhe: Mestre, não te importas que pereçamos? | Jesus estava dormindo na popa sobre o travesseiro; eles o acordaram e lhe perguntaram: Mestre, não se te dá que pereçamos? | E elle estava na pôpa dormindo sobre uma almofada, e despertaram-n'o, e disseram-lhe: Mestre, não se te dá que pereçamos? |
| 39 | Então ele se levantou, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te! E o vento se aquietou, e fez-se grande bonança. | Ele, tendo acordado, repreendeu o vento e disse ao mar: Cala-te, emudece. Cessou o vento, e houve grande bonança. | E elle, despertando, reprehendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança. |
| 40 | E perguntou-lhes: Por que sois tão covardes? Como não tendes fé? | Então lhes perguntou: Por que sois assim tímidos? Como é que não tendes fé? | E disse-lhes: Porque sois tão timidos? Porque não tendes fé? |
| 41 | E ficaram muito atemorizados, e diziam uns aos outros: Quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem? | Eles, cheios de medo, diziam uns aos outros: Quem, porventura, é este que até o vento e o mar lhe obedecem? | E sentiram um grande temor, e diziam uns aos outros: Mas quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem? |