Bíblia
Marcos 5
| BLIVRE | TB | ALM1911 | |
|---|---|---|---|
| 1 | E chegaram ao outro lado do mar, à terra dos Gerasenos. | Chegaram ao outro lado do mar, ao território dos gerasenos. | E chegaram á outra banda do mar, á provincia dos gadarenos. |
| 2 | Assim que Jesus saiu do barco, veio das sepulturas ao seu encontro um homem com um espírito imundo, | Quando Jesus desembarcou, veio logo ao seu encontro, dos túmulos, um homem possesso de espírito imundo, | E, saindo elle do barco, lhe saiu ao seu encontro logo, dos sepulchros, um homem com espirito immundo; |
| 3 | que morava nas sepulturas, e nem mesmo com correntes conseguiam mais prendê-lo; | o qual tinha ali a sua morada, e nem mesmo com cadeias podia já alguém segurá-lo; | O qual tinha a sua morada nos sepulchros, e nem ainda com cadeias o podia alguem prender; |
| 4 | pois muitas vezes fora preso com grilhões e correntes; mas as correntes eram por ele feitas em pedaços, os grilhões eram esmigalhados, e ninguém o conseguia controlar. | porque, tendo sido muitas vezes seguro com grilhões e cadeias, tinha quebrado as cadeias e despedaçado os grilhões, e ninguém tinha força para o subjugar; | Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por elle feitas em pedaços, e os grilhões em migalhas, e ninguem o podia amansar. |
| 5 | E sempre dia e noite andava gritando pelas sepulturas e pelos montes, e ferindo-se com pedras. | e sempre, de dia e de noite, gritava nos túmulos e nos montes, ferindo-se com pedras. | E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes, e pelos sepulchros, e ferindo-se com pedras. |
| 6 | Quando ele viu Jesus de longe, correu e prostrou-se diante dele. | Vendo de longe a Jesus, correu para ele e adorou-o, | E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o. |
| 7 | E gritou em alta voz: Que tenho eu contigo Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Imploro-te por Deus que não me atormentes. | gritando em alta voz: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Por Deus te conjuro que não me atormentes. | E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu comtigo, Jesus, Filho do Deus Altissimo? conjuro-te por Deus que não me atormentes. |
| 8 | (Pois Jesus havia lhe dito: “Sai deste homem, espírito imundo”.) | Pois Jesus lhe dissera: Espírito imundo, sai desse homem. | (Porque lhe dizia: Sae d'este homem, espirito immundo.) |
| 9 | Então perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E respondeu: Legião é o meu nome, porque somos muitos. | Perguntou-lhe: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião é o meu nome, porque somos muitos. | E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E lhe respondeu, dizendo: Legião é o meu nome, porque somos muitos. |
| 10 | E rogava-lhe muito que não os expulsasse daquela terra. | E rogava a Jesus, com instância, que os não mandasse para fora do território. | E rogava-lhe muito que os não enviasse para fóra d'aquella provincia. |
| 11 | Havia ali perto do monte uma grande manada de porcos pastando. | Pastava ali pelo monte uma grande manada de porcos; | E andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos. |
| 12 | E aqueles demônios rogaram-lhe, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles. | e os espíritos imundos suplicaram-lhe, dizendo: Envia-nos para os porcos, a fim de que entremos neles. | E todos aquelles demonios lhe rogaram, dizendo: Manda-nos para aquelles porcos, para que entremos n'elles. |
| 13 | Jesus lhes permitiu. Então aqueles espíritos imundos saíram para entrar nos porcos; e a manada lançou-se abaixo no mar; (eram quase dois mil) e afogaram-se no mar. | Ele o permitiu. Eles, saindo, entraram nos porcos; a manada, que era cerca de dois mil, precipitou-se pelo declive no mar, e ali se afogaram. | E Jesus logo lh'o permittiu. E, saindo aquelles espiritos immundos, entraram nos porcos; e a manada se precipitou por um despenhadeiro no mar (eram quasi dois mil), e afogaram-se no mar. |
| 14 | Os que os apascentavam fugiram, e avisaram na cidade e nos campos; e as pessoas foram ver o que havia acontecido. | Os pastores fugiram e foram dar notícia disso na cidade e nos campos; e muitos foram ver o que tinha acontecido. | E os que apascentavam os porcos fugiram, e o annunciaram na cidade e nos campos; e sairam a vêr o que era aquillo que tinha acontecido. |
| 15 | Então aproximaram-se de Jesus, e viram o endemoninhado sentado, vestido, e em sã consciência o que tivera a legião; e ficaram apavorados. | Chegando-se a Jesus, viram o endemoninhado que havia tido a legião, sentado, vestido e em perfeito juízo; e ficaram com medo. | E foram ter com Jesus, e viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juizo, e temeram. |
| 16 | E os que haviam visto contaram-lhes o que acontecera ao endemoninhado, e sobre os porcos. | Os que presenciaram o fato contaram-lhes o que havia acontecido ao endemoninhado e aos porcos. | E os que aquillo tinham visto contaram-lhes o que acontecera ao endemoninhado; e ácerca dos porcos. |
| 17 | Então começaram a rogar-lhe que saísse do território deles. | Começaram a rogar-lhe que se retirasse daqueles termos. | E começaram a rogar-lhe que se fosse dos seus termos. |
| 18 | Quando Jesus entrava no barco, o que fora endemoninhado rogou-lhe que estivesse com ele. | Ao entrar ele na barca, aquele que fora endemoninhado rogou-lhe que o deixasse estar com ele. | E, entrando elle no barco, rogara-lhe o que fôra endemoninhado que o deixasse estar com elle. |
| 19 | Jesus se recusou, porém lhe disse: Vai para a tua casa, aos teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor fez contigo, e como teve misericórdia de ti. | Jesus não o permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para teus parentes, e conta-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti. | Jesus, porém, não lh'o permittiu, mas disse-lhe: Vae para tua casa, para os teus, e annuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez, e como teve misericordia de ti |
| 20 | Então ele foi embora, e começou a anunciar em Decápolis quão grandes coisas Jesus havia feito com ele; e todos se admiravam. | Retirando-se, começou a publicar em Decápolis tudo o que lhe havia feito Jesus; e todos ficaram maravilhados. | E foi, e começou a annunciar em Decapolis quão grandes coisas Jesus lhe fizera; e todos se maravilhavam. |
| 21 | Depois de Jesus passar outra vez num barco para o outro lado, uma grande multidão se ajuntou a ele; e ele ficou junto ao mar. | Tendo Jesus voltado na barca para o outro lado, afluiu para ele uma grande multidão; e ele estava à beira do mar. | E, passando Jesus outra vez n'um barco para a outra banda, ajuntou-se a elle uma grande multidão; e elle estava junto do mar. |
| 22 | E veio um dos líderes de sinagoga, por nome Jairo; e quando o viu, prostrou-se aos seus pés. | Chegou-se a ele um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo; vendo-o, lançou-se-lhe aos pés | E, eis que chegou um dos principaes da synagoga, por nome Jairo, e, vendo-o, prostrou-se aos seus pés, |
| 23 | E implorava-lhe muito, dizendo: Minha filhinha está a ponto de morrer. Rogo-te que venhas pôr as mãos sobre ela, para que seja curada, e viva. | e rogou-lhe com instância, dizendo: Minha filhinha está a expirar; suplico-te que venhas pôr as mãos sobre ela, para que sare e viva. | E rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare, e viva. |
| 24 | Jesus foi com ele. Uma grande multidão o seguia, e o apertavam. | Jesus foi com ele, e uma grande multidão, seguindo-o, o apertava. | E foi com elle, e seguia-o uma grande multidão, que o apertava. |
| 25 | E havia uma mulher, que tinha um fluxo de sangue havia doze anos, | Ora uma, mulher, que durante doze anos padecia de uma hemorragia, | E uma certa mulher, que, havia doze annos tinha um fluxo de sangue, |
| 26 | que tinha sofrido muito por meio de muitos médicos, e gastado tudo quanto possuía, e nada havia lhe dado bom resultado; ao invés disso, piorava. | e que tinha sofrido bastante às mãos de muitos médicos, e gastado tudo quanto possuía, sem nada aproveitar, antes, ficando cada vez pior, | E que havia padecido muito com muitos medicos, e dispendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando, antes indo a peior; |
| 27 | Quando ela ouviu falar de Jesus, veio entre a multidão por detrás, e tocou a roupa dele. | tendo ouvido falar a respeito de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou-lhe a capa; | Ouvindo fallar de Jesus, veiu por detraz, entre a multidão, e tocou o seu vestido. |
| 28 | Pois dizia: Se tão somente tocar as suas roupas, serei curada. | porque dizia: Se eu tocar somente as suas vestes, ficarei curada. | Porque dizia: Se tão sómente tocar os seus vestidos, sararei. |
| 29 | E imediatamente a fonte do seu sangue parou se secou; e sentiu no corpo que já havia sido curada daquele flagelo. | No mesmo instante, cessou a sua hemorragia, e sentiu no seu corpo que estava curada do seu flagelo. | E logo se lhe seccou a fonte do seu sangue; e sentiu no seu corpo estar já curada d'aquelle açoite. |
| 30 | Jesus logo notou em si o poder que dele havia saído. Então virou-se na multidão, e perguntou: Quem tocou as minhas roupas? | Jesus, conhecendo logo por si mesmo a virtude que dele saíra, virando-se no meio da multidão, perguntou: Quem tocou as minhas vestes? | E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saira, voltando-se para a multidão, disse: Quem tocou os meus vestidos? |
| 31 | E seus discípulos lhe disseram: Eis que a multidão te aperta, e perguntas: Quem me tocou? | Responderam-lhe seus discípulos: Vês que a multidão te aperta e perguntas: Quem me tocou? | E disseram-lhe os seus discipulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou? |
| 32 | E ele olhava em redor, para ver quem havia lhe feito isso. | Mas ele olhava ao redor para ver a que isso fizera. | E elle olhava em redor, para vêr a que isto fizera. |
| 33 | Então a mulher temendo, e tremendo, sabendo o que lhe havia sido feito , veio, prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade. | A mulher, receosa e trêmula, cônscia do que nela se havia operado, veio, prostrou-se diante dele e declarou-lhe toda a verdade. | Então a mulher, que sabia o que lhe tinha acontecido, temendo e tremendo, approximou-se, e prostrou-se diante d'elle, e disse-lhe toda a verdade. |
| 34 | E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou. Vai em paz, e estejas curada deste teu flagelo. | Jesus disse-lhe: Filha, a tua fé te curou; vai-te em paz e fica livre do teu mal. | E elle lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vae em paz, e sê curada d'este teu açoite. |
| 35 | Estando ele ainda falando, alguns vieram da casa do líder de sinagoga, e disseram: A tua filha já morreu; por que ainda estás incomodando o Mestre? | Ele ainda falava, quando vieram pessoas da casa do chefe da sinagoga, dizendo a este: Tua filha já morreu; por que incomodas mais o Mestre? | Estando elle ainda fallando, chegaram alguns do principal da synagoga, dizendo: A tua filha está morta; para que enfadas mais o Mestre? |
| 36 | Mas Jesus, não dando atenção a essa palavra que havia sido falada, disse ao líder de sinagoga: Não temas; crê somente. | Jesus, sem atender a essas palavras, disse ao chefe da sinagoga: Não temas, crê somente. | E Jesus, tendo ouvido esta palavra que se dizia, disse ao principal da synagoga: Não temas, crê sómente. |
| 37 | E não permitiu que ninguém o seguisse, a não ser Pedro, Tiago, e João irmão de Tiago. | Não permitiu que ninguém o acompanhasse, senão Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. | E não permittiu que alguem o seguisse, senão Pedro, e Thiago, e João, irmão de Thiago. |
| 38 | Eles chegaram à casa do líder de sinagoga, e Jesus viu o alvoroço, os que choravam muito e pranteavam. | Tendo eles chegado à casa do chefe da sinagoga, viu Jesus um alvoroço e os que choravam e faziam grande pranto; | E, tendo chegado a casa do principal da synagoga, viu o alvoroço, e os que choravam muito e pranteavam. |
| 39 | E ao entrar, disse-lhes: Por que fazeis alvoroço e chorais? A menina não morreu, mas está dormindo. | e, tendo entrado, disse-lhes: Por que fazeis alvoroço e chorais? A menina não está morta, mas sim dormindo. | E, entrando, disse-lhes: Porque vos alvoroçaes e choraes? a menina não está morta, mas dorme. |
| 40 | E riram dele. Porém ele, depois de pôr todos fora, tomou consigo o pai e a mãe da menina, e os que estavam com ele. Em seguida, entrou onde a menina estava . | Riam-se dele. Tendo, porém, feito sair a todos, ele tomou consigo o pai, e a mãe da menina, e os que com ele vieram e entrou onde estava a menina. | E riam-se d'elle; porém elle, tendo-os posto a todos fóra, tomou comsigo o pae e a mãe da menina, e os que com elle estavam, e entrou aonde a menina estava deitada. |
| 41 | Ele pegou a mão da menina, e lhe disse: “Talita cumi”, (que significa: “Menina, eu te digo, levanta-te”). | Tomando-a pela mão, disse-lhe: Talita cumi, que quer dizer Menina, eu te digo: levanta-te. | E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talitha cumi: que, traduzido é: Filhinha, a ti te digo, levanta-te. |
| 42 | E logo a menina se levantou e andou, pois já tinha doze anos de idade. E logo ficaram grandemente espantados. | Imediatamente, ela se levantou e começou a andar, pois tinha doze anos. Então, eles ficaram sobremaneira admirados. | E logo a menina se levantou, e andava, pois já tinha doze annos: e assombraram-se com grande espanto. |
| 43 | E mandou-lhes muito que ninguém o soubesse; e mandou que dessem a ela de comer. | Jesus recomendou-lhes expressamente que ninguém o soubesse e mandou que lhe dessem a ela de comer. | E mandou-lhes expressamente que ninguem o soubesse; e disse que lhe dessem de comer. |