Bíblia
Marcos 7
| BLIVRE | TB | ALM1911 | |
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| 1 | Os fariseus, e alguns dos escribas, que tinham vindo de Jerusalém, reuniram-se com ele. | Vieram ter com Jesus os fariseus e alguns escribas, chegados de Jerusalém. | E ajuntaram-se a elle os phariseos, e alguns dos escribas que tinham vindo de Jerusalem, |
| 2 | E viram que alguns dos discípulos dele comiam pão com mãos impuras, isto é, sem lavar. | Tendo visto que alguns discípulos de Jesus comiam pão com mãos impuras, isto é, por lavar | E, vendo que alguns dos seus discipulos comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar, os reprehendiam. |
| 3 | (Pois os fariseus, e todos os judeus, mantendo a tradição dos antigos, se não lavarem bastante as mãos, não comem. | (pois os fariseus e todos os judeus, observando a tradição dos anciãos, | Porque os phariseos, e todos os judeos, conservando a tradição dos antigos, não comem sem lavar as mãos muitas vezes; |
| 4 | E, quando voltam da rua, se não se lavarem, não comem; e há muitas outras coisas que se encarregam de guardar, como lavar os copos, as vasilhas, e os utensílios de metal). | não comem sem lavar as mãos cuidadosamente; e, quando voltam da rua, não comem sem se aspergir, e muitas outras coisas há que receberam e guardam, como a lavagem de copos, jarros e vasos de metal.) | E, quando voltam do mercado, se não se lavarem, não comem. E muitas outras coisas ha que se encarregaram de observar, como lavar os copos, e os jarros, e os vasos de metal e as camas. |
| 5 | Depois os fariseus e os escribas lhe perguntaram: Por que os teus discípulos não andam conforme a tradição dos antigos, em vez de comerem pão com as mãos impuras? | perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: Por que não seguem os teus discípulos a tradição dos anciãos, mas comem com mãos impuras? | Depois perguntaram-lhe os phariseos e os escribas: Porque não andam os teus discipulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos por lavar? |
| 6 | E ele lhes respondeu: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas! Como está escrito: Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. | Respondeu ele: Hipócritas, bem profetizou de vós Isaías, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. | E elle, respondendo, disse-lhes: Bem prophetizou Isaias ácerca de vós, hypocritas, como está escripto: Este povo honra-me com os labios, mas o seu coração está longe de mim; |
| 7 | Eles, porém, me honram em vão, ensinando como doutrinas mandamentos humanos. | Adoram-me, porém, em vão, ensinando doutrinas que são preceitos de homens. | Em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas, mandamentos de homens. |
| 8 | Vós deixais o mandamento de Deus, e mantendes a tradição humana. | Vós, deixando o mandamento de Deus, observais a tradição dos homens. | Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas similhantes a estas. |
| 9 | E dizia-lhes: Vós dispensais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição; | Continuou: Sabeis muito bem rejeitar o mandamento de Deus, para manter a vossa tradição. | E dizia-lhes: Bem invalidaes o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição. |
| 10 | porque Moisés disse: Honra o teu pai e a tua mãe. E quem maldisser ao pai ou à mãe terá de morrer. | Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe, seja morto; | Porque Moysés disse: Honra a teu pae e a tua mãe; e quem maldisser, ou o pae ou a mãe, morrerá de morte. |
| 11 | Mas vós dizeis: Se o homem disser ao pai ou à mãe: Tudo o que te puder aproveitar de mim é corbã (isto é, oferta), | mas vós ensinais: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que eu te poderia dar é Corbã, isto é, uma oferenda a Deus, | Porém vós dizeis: Se um homem disser ao pae ou á mãe: Aquillo que poderias aproveitar de mim é Corban, isto é, offerta ao Senhor; |
| 12 | então não lhe deixais mais nada fazer por seu pai ou por sua mãe. | não mais lhe permitis fazer coisa alguma pelo pai ou pela mãe, | E nada mais lhe deixaes fazer por seu pae ou por sua mãe, |
| 13 | Assim invalidaias a palavra de Deus por vossa tradição, que ordenastes; e fazeis muitas coisas semelhantes a estas. | invalidando a palavra de Deus pela tradição que vós mesmos transmitistes; e fazeis muitas outras coisas semelhantes. | Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis similhantes a estas. |
| 14 | E chamando para si toda a multidão, disse-lhes: Ouvi-me todos, e entendei: | Chamando ele de novo a multidão, disse-lhe: Ouvi-me todos e entendei. | E, chamando a si toda a multidão, disse-lhes: Ouvi-me vós todos, e comprehendei. |
| 15 | Nada há fora do ser humano que nele entre que o possa contaminar; mas o que dele sai, isso é o que contamina o ser humano. | Nada há fora do homem que, nele entrando, possa contaminá-lo; pelo contrário, as coisas que saem dele são as que o contaminam. | Nada ha, fóra do homem, que, entrando n'elle, o possa contaminar; mas o que sae d'elle isso é que contamina o homem. |
| 16 | — | [Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.] | Se alguem tem ouvidos para ouvir, ouça. |
| 17 | Quando Jesus deixou a multidão e entrou em casa, seus discípulos lhe perguntaram sobre a parábola. | Tendo deixado a multidão, entrou em casa, e pediam-lhe seus discípulos a explicação da parábola. | Depois, quando deixou a multidão, e entrou em casa, os seus discipulos o interrogavam ácerca d'esta parabola. |
| 18 | E ele lhes disse: Também vós estais assim sem entendimento? Não entendeis que tudo o que de fora entra no ser humano não o pode contaminar? | Ele respondeu: Assim também vós não entendeis? Não compreendeis que tudo o que está fora do homem, entrando nele, não pode contaminá-lo, | E elle disse-lhes: Assim tambem vós estaes sem entendimento? Não comprehendeis que tudo o que de fóra entra no homem não o pode contaminar; |
| 19 | Pois não entra no seu coração, mas, sim, no ventre, e sai para a privada. (Assim, ele declarou como limpas todas as comidas). | porque não entra no coração, mas no ventre, e é lançado no lugar escuso? Isso disse, purificando todos os alimentos. | Porque não entra no seu coração, mas no estomago, e vae depois para um logar escuso, purificando todas as comidas? |
| 20 | E dizia: O que sai do ser humano, isso contamina o ser humano. | Continuou: O que sai do homem, isso é o que o contamina. | E dizia: O que sae do homem isso contamina o homem. |
| 21 | Pois é de dentro do coração humano que vêm os maus pensamentos, os pecados sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios, | Pois, de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, as fornicações, os furtos, os homicídios, os adultérios, | Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adulterios, as fornicações, os homicidios, |
| 22 | as ganâncias, as maldades, o engano, a depravação, o olho malicioso, a blasfêmia, a soberba, a insensatez. | as avarezas, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba e a loucura. | Os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasphemia, a soberba, a loucura. |
| 23 | Todos estes males procedem de dentro, e contaminam o ser humano. | Todas essas más coisas procedem de dentro e contaminam o homem. | Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem, |
| 24 | Jesus levantou-se dali e foi para a região de Tiro. Ele entrou numa casa, e não queria que ninguém soubesse disso, mas não pôde se esconder. | Levantando-se, saiu dali para as fronteiras de Tiro. Entrando numa casa, quis que ninguém o soubesse e não pôde ocultar-se. | E, levantando-se d'ali, foi para os termos de Tyro e de Sidon. E, entrando n'uma casa, não queria que alguem o soubesse: mas não pôde esconder-se, |
| 25 | E logo uma mulher, cuja filhinha tinha um espírito imundo, assim que ouviu falar dele, veio, e prostrou-se a seus pés. | Uma mulher, porém, cuja filha estava possessa dum espírito imundo, ouvindo logo falar dele, foi, e prostrou-se-lhe aos pés | Porque uma mulher, cuja filha tinha um espirito immundo, ouvindo fallar d'elle, foi, e lançou-se aos seus pés; |
| 26 | Esta mulher era grega, de nacionalidade sirofenícia; e rogava-lhe que expulsasse o demônio de sua filha. | (a mulher era gentia, de origem siro-fenícia.), e rogava-lhe que expelisse de sua filha o demônio. | E esta mulher era grega, syro-phenicia de nação, e rogava-lhe que expulsasse de sua filha o demonio. |
| 27 | Mas Jesus lhe disse: Deixa primeiro que os filhos se fartem; porque não é bom tomar o pão dos filhos, e lançá-lo aos cachorrinhos. | Ele lhe disse: Deixa primeiro que se fartem os filhos, porque não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. | Mas Jesus disse-lhe: Deixa primeiro saciar os filhos; porque não convem tomar o pão dos filhos e lançal-o aos cachorrinhos. |
| 28 | Porém ela lhe respondeu: Sim Senhor; mas também os cachorrinhos comem debaixo da mesa, das migalhas que os filhos deixam. | Ela, porém, replicou: Assim é, Senhor; mas até os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam. | Ella, porém, respondeu, e disse-lhe: Sim, Senhor; mas tambem os cachorrinhos comem, debaixo da mesa, as migalhas dos filhos. |
| 29 | Então ele lhe disse: Por esta palavra, vai, o demônio já saiu da tua filha. | Ele lhe disse: Por esta palavra, vai-te; o demônio já saiu de tua filha. | Então elle disse-lhe: Por essa palavra, vae; o demonio já saiu de tua filha. |
| 30 | Quando ela chegou à sua casa, encontrou que o demônio já havia saído, e a criança estava deitada sobre a cama. | Ela, voltando para sua casa, achou a menina deitada na cama e que o demônio havia saído. | E, indo ella para sua casa, achou a filha deitada sobre a cama, e que o demonio já tinha saido. |
| 31 | Então Jesus voltou a sair da região de Tiro e veio por Sidom para o mar da Galilea, por meio da região de Decápolis. | De novo, se retirou das fronteiras de Tiro e foi por Sidom, ao mar da Galileia, atravessando o território de Decápolis. | E elle, tornando a sair dos termos de Tyro e de Sidon, foi para o mar da Galilea, pelos confins de Decapolis. |
| 32 | E trouxeram-lhe um surdo que dificilmente falava, e rogaram-lhe que pusesse a mão sobre ele. | Trouxeram-lhe um surdo e gago e pediram-lhe que pusesse a mão sobre ele. | E trouxeram-lhe um surdo, que fallava difficilmente; e rogaram-lhe que pozesse a mão sobre elle. |
| 33 | E tomando-o em separado da multidão, pôs os seus dedos nos ouvidos dele, cuspiu, e tocou-lhe a língua. | Jesus, tirando-o da multidão, levou-o à parte, pôs os seus dedos nos ouvidos dele e, cuspindo, tocou-lhe a língua; | E, tirando-o á parte, de entre a multidão, metteu-lhe os dedos nos ouvidos; e, cuspindo, tocou-lhe a lingua. |
| 34 | Depois, levantando os olhos ao céu, suspirou, e disse: Efatá, (isto é, abre-te). | depois, erguendo os olhos ao céu, deu um suspiro e disse: Efatá, isto é, Abre-te! | E, levantando os olhos ao céu, suspirou, e disse: Ephphatha; isto é, Abre-te. |
| 35 | Os ouvidos dele se abriram, e imediatamente o que prendia sua língua se soltou, e passou a falar bem. | Abriram-se-lhe os ouvidos, e logo se lhe desfez a prisão da língua, e falava com clareza. | E logo se abriram os seus ouvidos, e a prisão da lingua se desfez, e fallava perfeitamente. |
| 36 | Jesus lhes mandou que a ninguém dissessem; porém, quanto mais lhes mandava, mais divulgavam. | Recomendou-lhes Jesus expressamente que a ninguém o contassem; mas, quanto mais o recomendava, tanto mais eles o publicavam. | E ordenou-lhes que a ninguem o dissessem; mas, quanto mais lh'o prohibia, tanto mais o divulgavam. |
| 37 | E ficavam muito admirados, dizendo: Ele faz tudo bem! Aos surdos faz ouvir, e aos mudos falar. | Admiravam-se sobremaneira, dizendo: Ele tudo tem feito bem, faz até os surdos ouvir e os mudos falar. | E, admirando-se sobremaneira, diziam: Tudo faz bem: faz ouvir os surdos e fallar os mudos. |