Bíblia
Cantares de Salomão 5
| BLIVRE | TB | ALM1911 | |
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| 1 | Ele : Já cheguei ao meu jardim, minha irmã, minha esposa; colhi minha mirra com minha especiaria; comi meu mel, bebi meu vinho com meu leite. Autor do poema (ou os amigos dos noivos) : Comei, amigos; bebei, ó amados, e embebedai-vos. | Já entrei no meu jardim, irmã minha, noiva minha; Colhi a minha mirra com o meu bálsamo; Comi o meu favo com o meu mel; Bebi o meu vinho com o meu leite: Comei, amigos, Bebei, sim, embriagai-vos, caríssimos. | Já vim para o meu jardim, irmã minha, ó esposa: colhi a minha myrrha com a minha especiaria, comi o meu favo com o meu mel, bebi o meu vinho com o meu leite: comei, amigos, bebei, ó amados, e embriagae-vos. |
| 2 | Ela : Eu estava dormindo, mas meu coração vigiava; era a voz de meu amado, batendo: Abre-me, minha irmã, minha querida, minha pomba, minha perfeita! Porque minha cabeça está cheia de orvalho, meus cabelos das gotas da noite. | Eu estava dormindo, mas o meu coração vigiava; É a voz do meu amado que bate, dizendo: Abre-me, irmã minha, amada minha, pomba minha, imaculada minha, Porque a minha cabeça está coberta de orvalho, As minhas guedelhas, das gotas da noite. | Eu estava dormindo, mas o meu coração vigiava: eis a voz do meu amado que estava batendo: abre-me, irmã minha, amiga minha, pomba minha, perfeita minha, porque a minha cabeça está cheia d'orvalho, as minhas guedelhas das gottas da noite; |
| 3 | Já tirei minha roupa; como voltarei a vesti-la? Já lavei meus pés; como vou sujá-los de novo ? | Já despi a minha túnica; como a vestirei? Lavei os meus pés; como os tornarei a sujar? | Já despi os meus vestidos; como os tornarei a vestir? já lavei os meus pés; como os tornarei a sujar? |
| 4 | Meu amado meteu sua mão pelo buraco da porta ,e meu interior se estremeceu por ele. | O meu amado meteu a mão pelo buraco da porta, E o meu coração estremeceu por amor dele. | O meu amado metteu a sua mão pelo buraco da porta, e as minhas entranhas estremeceram por amor d'elle. |
| 5 | Eu me levantei para abrir a meu amado; minhas mãos gotejavam mirra, e meus dedos derramaram mirra sobre os puxadores da fechadura. | Eu me levantei para abrir ao meu amado; As minhas mãos destilaram mirra, E os meus dedos mirra líquida, Sobre a aldrava do ferrolho. | Eu me levantei para abrir ao meu amado, e as minhas mãos distillavam myrrha, e os meus dedos gottejavam myrrha sobre as aldrabas da fechadura. |
| 6 | Eu abri a porta ao meu amado, porém meu amado já tinha saído e ido embora; minha alma como que saía de si por causa de seu falar. Eu o busquei, mas não o achei; eu o chamei, mas ele não me respondeu. | Eu abri ao meu amado, Mas ele tinha-se retirado e tinha ido embora. A minha alma desfaleceu quando ele falou. Busquei-o, porém não o pude encontrar; Chamei-o, mas ele não me respondeu. | Eu abri ao meu amado, mas já o meu amado se tinha retirado, e tinha ido: a minha alma se derreteu quando elle fallou; busquei-o e não o achei, chamei-o, e não me respondeu. |
| 7 | Os guardas que rondavam pela cidade me encontraram; eles me bateram e me feriram; os guardas dos muros tiraram de mim o meu véu. | Encontraram-me os guardas que rondam a cidade, Bateram-me, feriram-me; Os guardas dos muros tiraram-me o meu manto. | Acharam-me os guardas que rondavam pela cidade: espancaram-me, feriram-me, tiraram-me o meu véu os guardas dos muros. |
| 8 | Eu vos ordeno, filhas de Jerusalém: jurai que, se achardes o meu amado, dizei a ele que estou doente de amor. | Conjuro-vos, filhas de Jerusalém, que, se encontrardes o meu amado, Lhe façais saber que desfaleço de amor. | Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalem, que, se achardes o meu amado, lhe digaes que estou enferma de amor. |
| 9 | Moças : Ó tu mais bela entre as mulheres, como é o teu amado, ao qual tu amas mais do que qualquer outro? Como é este teu amado, mais amado do que qualquer outro, pelo qual assim nos ordenas jurar? | Que é o teu amado mais do que outro amado, Ó tu, a mais bela das mulheres? Que é o teu amado mais do que outro amado, Que assim nos conjuras? | Que é o teu amado mais do que outro amado, ó tu, a mais formosa entre as mulheres? que é o teu amado mais do que outro amado, que tanto nos conjuraste? |
| 10 | Ela : Meu amado é radiante e rosado; ele se destaca entre dez mil. | O meu amado é cândido e rubicundo, O primeiro entre dez mil. | O meu amado é candido e rubicundo; elle traz a bandeira entre dez mil. |
| 11 | Sua cabeça é como o mais fino ouro; seus cabelos são crespos, pretos como o corvo. | A sua cabeça é como o ouro mais apurado, As suas guedelhas são crespas e pretas como o corvo. | A sua cabeça é como o oiro mais apurado, as suas guedelhas crespas, pretas como o corvo. |
| 12 | Seus olhos são como pombas junto às correntes de águas, lavados em leite, colocados como joias . | Os seus olhos são como pombas junto às torrentes das águas, Lavados em leite, como pedras bem ajustadas no engaste. | Os seus olhos são como os das pombas junto ás correntes das aguas, lavados em leite, postos em engaste. |
| 13 | As laterais de seu rosto como um canteiro de especiarias, como caixas aromáticas; seus lábios são como lírios, que gotejam fragrante mirra. | As suas faces são como canteiros de bálsamo, como montões de plantas aromáticas, Os seus lábios são como açucenas que destilam mirra líquida. | As suas faces são como um canteiro de especiaria, como caixas aromaticas; os seus labios são como lyrios que gottejam myrrha distillante. |
| 14 | Suas mãos são como anéis de ouro com pedras de crisólitos; seu abdome como o brilhante marfim, coberto de safiras. | As suas mãos são como cilindros de ouro, guarnecidos de crisólitos, O seu corpo é como obra de marfim, coberta de safiras. | As suas mãos como anneis d'oiro que teem engastadas as turquezas: o seu ventre como alvo marfim, coberto de saphiras. |
| 15 | Suas pernas são como colunas de mármore, fundadas sobre bases de ouro puro; seu aspecto é como o Líbano, precioso como os cedros. | As suas pernas são como colunas de mármore branco, colocadas sobre bases de ouro, O seu aspecto é como o Líbano, distinto como os cedros. | As suas pernas como columnas de marmore, fundadas sobre bases de oiro puro; o seu parecer como o Libano, excellente como os cedros. |
| 16 | Sua boca é cheia de doçura, e ele é desejável em todos os sentidos; assim é o meu amado; assim é o meu querido, ó filhas de Jerusalém. | O seu falar é muitíssimo suave; ele é inteiramente precioso. Tal é o meu amado, e tal é o meu amigo, Ó filhas de Jerusalém. | O seu fallar é muitissimo suave, e todo elle totalmente desejavel. Tal é o meu amado, e tal o meu amigo, ó filhas de Jerusalem. |